domingo, 5 de junho de 2011

O Universo Holográfico 2


Existe uma realidade objetiva?

Continuando nosso passeio pelo mundo holográfico, vamos aprofundar a questão levantada pelo funcionamento do cérebro, no post anterior. E se não só o cérebro funcionasse como um holograma (armazenando as informações onipresentemente), mas também todo o Universo?

Em 1982, uma equipe de pesquisa liderada pelo físico Alain Aspect descobriu que, sob certas circunstâncias, partículas subatômicas como os elétrons são capazes de instantaneamente se comunicar umas com as outras, a despeito da distância que as separe. Não importa se esta distância é de 10 metros ou de 10 bilhões de Km. De alguma forma uma partícula sempre sabe o que a outra está fazendo. O problema com esta descoberta é que isto viola a afirmação de Einstein que nenhuma comunicação pode viajar mais rápido do que a velocidade da luz.

O físico quântico David Bohm (que trabalhou com Einstein), por exemplo, acredita que as descobertas de Aspect implicam que a realidade objetiva não existe, que - a despeito da aparente solidez - o universo está no coração de um holograma fantástico, gigantesco e extremamente detalhado. A natureza de "todo em cada parte" de um holograma nos proporciona uma maneira inteiramente nova de entender organização e ordem.

Durante a maior parte de sua história a ciência ocidental tem trabalhado dentro de um conceito de que a melhor maneira para entender um fenômeno físico, seja ele um sapo ou um átomo, é dissecá-lo e estudar suas partes respectivas. Se formos usar essa abordagem com algo construído holograficamente não obteremos as peças da qual esta coisa é feita, obteremos apenas inteiros menores.

Bohm acredita que a razão que habilita as sub partículas a permanecerem em contato umas com as outras (a despeito da distância que as separa) não é porque elas estejam enviando algum tipo de sinal misterioso, mas porque esta separação é uma ilusão. Ele sugere que em um nível mais profundo de realidade estas partículas não são entidades individuais, mas são extensões da mesma coisa fundamental. Para capacitar as pessoas a melhor visualizarem o que ele quer dizer, Bohm oferece a seguinte ilustração:

Imagine um aquário que contém um peixe. Imagine também que você não é capaz de ver este aquário diretamente e seu conhecimento deste aquário se dá por meio de duas câmaras de televisão, uma dirigida ao lado da frente e outra a parte lateral. Quando você fica observando atentamente os dois monitores, você acaba presumindo que o peixe de cada uma das telas é uma entidade individual.

Isto porque como as câmeras foram colocadas em ângulos diferentes, cada uma das imagens será também ligeiramente diferente. Mas se você continua a olhar para os dois peixes, você acaba adquirindo a consciência de que há uma relação entre eles. Quando um se vira, o outro faz uma volta correspondente apenas ligeiramente diferente; quando um se coloca de frente, para a frente, o outro se coloca de frente para o lado. Se você não sabe das angulações das câmeras e for levado somente pelos sentidos, você pode ser levado a concluir que os peixes estão se intercomunicando, apesar de claramente este não ser o caso.

Segundo Bohm, a aparente "ligação mais rápido que a luz" entre as partículas subatômicas está nos dizendo realmente que existe um nível de realidade mais profundo da qual não estamos privados, uma dimensão mais complexa além da nossa própria que é análoga ao aquário. E ele acrescenta, vemos objetos como estas partículas subatômicas como se estivessem separadas umas das outras porque estamos vendo apenas uma porção da realidade delas.

Se a aparente separação das partículas subatômicas é uma ilusão, isto significa que em nível mais profundo de realidade todas as coisas do universo estão infinitamente interconectadas.

Em um universo holográfico, mesmo o tempo e o espaço não podem mais serem vistos como fundamentais. Porque conceitos como localização se quebram diante de um universo em que nada está verdadeiramente separado de nada, tempo e espaço tridimensional, como as imagens dos peixes nos monitores, também podem ser vistos como projeções de ordem mais profunda. Este tipo de realidade a nível mais profundo é um tipo de super holograma no qual o passado, o presente, o futuro existem simultaneamente. Seja o que for que o super holograma contenha, é ainda uma questão em aberto.

Pode-se até admitir, por amor a argumentação, que o super holograma é a matriz que deu nascimento a tudo em nosso universo e, no mínimo, contém cada partícula subatômica que existe ou existirá: Um tipo de "depósito" de Tudo que é.

Se a "concretividade" do mundo nada mais é do que uma realidade secundária, e o que "está lá" é um borrão de freqüências holográfico, e se o cérebro é também um holograma e apenas seleciona algumas das freqüências deste borrão e matematicamente transforma-as em percepções sensoriais, o que vem a ser a realidade objetiva?

Um outro aspecto do armazenamento de informações do holograma é a possibilidade de, ao mudar o ângulo no qual os dois lasers atingem um pedaço de filme fotográfico, ser possível gravar muitos registros diferentes na mesma superfície. Tem sido demonstrado que um centímetro cúbico pode estocar mais que 10 bilhões de bits de informação. Ora, se o universo possui esta característica holográfica, o que seriam os planos astrais e o "mundo dos mortos" senão um outro "ângulo de registro"? Acontece que nem todo mundo possui o "laser de leitura" pra poder acessar esta informação, enquanto os médiuns possuem, instintivamente, esta "chave".

Onde um médium vê uma Aura, outro pode ver os Chakras, outro os Nadis, e provavelmente um não verá o que o outro vê, porque seus "lasers de leitura" estão "calibrados" pra certo "ângulo". Certas pessoas ainda conseguem "navegar" por essas diversas camadas, mentalmente ou até fisicamente.

Não seria difícil supor que, com base nesses fatos, a idéia de que algo "está lá" ou "não está lá" é mera convenção/consenso, porque o que chamamos de realidade é formulado e ratificado a nível de inconsciência humana, a qual todas as mentes estão interligadas (o equivalente ao inconsciente coletivo, de Jung). Sendo assim, o que somos hoje é um reflexo do que projetamos (consciente e inconscientemente) pra nós mesmos: a aparente estrutura física do corpo nada mais é do que a projeção holográfica da consciência. Se levarmos isso pro patamar da cura, veremos a chave para alguns "milagres" de Jesus, em que ele sempre dizia: foi tua fé que te curou.

Na ciência tudo é discutível, não existem dogmas nem verdades absolutas. Pode ser que outra teoria explique melhor essa comunicação instantânea entre as partículas subatômicasmas, no mínimo, como observou Basil Hiley (um físico do Birbeck College de Londres), os achados de Aspect "indicam que devemos estar preparados para considerar radicalmente novos pontos de vista da realidade".

Já era tempo...

:: Acid ::

O Cérebro Holográfico 1


Um dos grandes mistérios da humanidade, além dos insondáveis oceanos e o espaço sideral, é algo que pode ser medido, analisado, cortado, pesado, mas que continua desafiando os cientistas: o cérebro humano. Como nós processamos as informações, aprendemos, recebemos novos estímulos, raciocinamos e nos tornamos conscientes de nossa condição? Milhares de pessoas nos campos da neurofisiologia, psicologia, religião etc. têm tentado se voltar para estas questões. Mesmo com a enorme quantidade de dados que têm sido acumulada, existem ainda omissões fundamentais na descrição de como nós adquirimos estas funções básicas.

Um dos maiores quebra-cabeças é a maneira pela qual o nosso cérebro armazena informação. Nenhuma relação foi detectada entre uma determinada célula cerebral ou grupo de células e um pensamento particular ou memória. Se fosse assim, isto seria possível de ser verificado, pela remoção de áreas selecionadas do cérebro e a observação da perda de uma característica particular aprendida. Um dos fatos mais estabelecidos (ainda que mais desconcertantes) sobre os mecanismos do cérebro e a memória é que grandes destruições dentro do sistema neural não prejudicam seriamente a sua função.

O biologista Karl Lashley e outros pesquisadores descobriram isto pela primeira vez nos anos 50, ao remover de 80 a 99% das estruturas neurais, como o córtex visual, em vários animais. Eles observaram que, inacreditavelmente, isso resultava em nenhum efeito sobre o reconhecimento de uma característica visual previamente aprendida. De alguma maneira, a informação estava armazenada em algum outro lugar. Lashley descobriu que "enquanto a intensidade da lembrança estava em proporção com a massa do cérebro, nenhum tipo de remoção do cérebro inteiro poderia interromper a lembrança totalmente. Isto o levou a postular que "a intensidade da memória depende da massa total do cérebro, mas a memória é registrada onipresentemente através do cérebro". Karl Pribram aperfeiçoou a teoria nos anos 70, comparando-a com a holografia.

Quando um holograma é feito, a informação sobre o objeto é armazenada em todos os lugares da placa. Se o holograma é partido, uma pequena parte ainda conterá uma perspectiva do todo. O único modo de eliminar a imagem completamente é jogar fora o holograma inteiro. Soa familiar? Na verdade, Rodieck demonstra "que as equações matemáticas descrevendo o processo holográfico encaixam-se exatamente com o que o cérebro faz com a informação".

Isto é mais que uma coincidência? Em caso afirmativo, então o que funciona como mecanismo de armazenamento? E de que tipo de luz ele é formado?
Os hologramas não precisam necessariamente ser formados com luz visível como o fazem nossas placas (por exemplo, hologramas acústicos ou mesmo ondulações num tanque). Eles podem ser formados na presença de qualquer ação ondulatória (vibração!). E não é necessária a presença de ondas físicas como as utilizadas para a criação de um holograma, mas antes um padrão de interferência, um coeficiente de relações harmônicas. Assim, tudo que precisamos procurar é um mecanismo que crie padrões de interferência no cérebro e os armazene.

Homer_SimpsonVamos considerar o seguinte modelo: o cérebro é um holograma. A mente é a imagem holográfica. Os neurônios individuais são análogos aos grãos de prata na placa holográfica. Como os grãos de prata, cada neurônio carrega uma perspectiva extremamente limitada e tem uma importância real pequena. Como um agregado, entretanto, uma enorme capacidade de armazenamento de informação é obtida. O sistema operaria da seguinte maneira: nova informação sensorial é recebida pelo cérebro. Esta nova informação não pode se auto-armazenar, mas já interage e interfere com toda a memória e experiência passadas do organismo.

As "experiências passadas" agem como um quadro de referência para os novos estímulos. Quase imediatamente este novo conhecimento se mescla com as informações do quadro de referência, aprende com ele, e se torna parte dele para analisar novos dados. Ou seja: o novo é constantemente comparado com o velho, assimilado, e então usado para avaliar novos estímulos. O padrão de interferência resultante pode então ser armazenado onipresentemente através do cérebro como faria qualquer outro padrão de interferência.

O leitor astuto poderia perguntar: se a informação é distribuída através do cérebro, por que então certas áreas parecem se especializar em funções específicas? Pode-se influenciar a visão, a audição, o paladar e outros inputs pelo estímulo de áreas apropriadas do cérebro. Este aparente paradoxo pode ser resolvido ao considerar-se que, por analogia, em uma placa holográfica convencional, maiores densidades de franjas são localizadas em algumas áreas, menores em outras. Assim, a imagem pode aparecer mais brilhante quando se olha através de certas áreas da placa, e mais fraca onde talvez menos exposição ou proporção de feixe esteja presente.

Nós podemos imaginar um fenômeno similar ocorrendo no cérebro, com densidades variadas para diferentes características, localizadas em diferentes áreas específicas. Como as áreas de maior densidade tenderão a agir como fontes de referência mais fortes, novos inputs de uma mesma natureza encontrarão um armazenamento mais eficiente nestes locais. Agora, se uma seção do cérebro é removida, a informação será armazenada nas áreas remanescentes, apenas com a redução da capacidade de resolução.

Para ajudar a visualizar o sistema de armazenamento holográfico da memória em ação, nós podemos comparar o processo cognitivo de um adulto com o de uma criança recém-nascida:
Quando um adulto vê uma maçã, ocorre um reconhecimento quase instantâneo. O adulto, tendo visto, provado ou ouvido outros descreverem maçãs inúmeras vezes, necessita um pequeno input sensorial novo para uma identificação rápida e eficiente. O forte fotograma de referência "maçã" do adulto pode ser comparado a olhar um holograma com uma forte iluminação, produzindo uma imagem brilhante.

O bebê, por outro lado, não teve nenhuma experiência anterior com uma maçã para influenciar seu primeiro contato com ela. É verdade, existem processos cognitivos geneticamente obtidos que permitem algum grau de percepção do objeto, mas o reconhecimento da maçã como maçã ocorre apenas através de repetidas exposições a ela. O bebê começa com um quadro de referência fraco, mas a cada momento sucessivo, a interferência cognitiva acontece (a experiência do momento prévio é adicionada à memória do próximo momento, ou quadro de referência). A nova informação agora interfere com este novo produto. Eventualmente, este processo em andamento resulta na produção de um quadro de referência com força suficiente para requerer uma estimulação sensorial nova muito pequena para haver reconhecimento.

Pode-se ficar consciente deste processo em funcionamento. Tanto a interferência momento-a-momento quanto a momento-mais-a-soma-das-experiências-passadas acontecem neste sistema. Por exemplo, o adulto pode facilmente experimentar miragens ou ilusões através do processamento de informações visuais com quadros de referência poderosos. É possível, entretanto, com grande concentração, ver através da ilusão, pela substituição do quadro momento-a-momento com o quadro adulto usual empregando um "corpo" de maior experiência. Gradualmente, uma nova referência irá se impor, estilhaçando a velha ilusão.

Olhar através de miragens pode ser muitas vezes um difícil exercício. O que pode acontecer, entretanto, é que a interferência cognitiva entre os próprios fotogramas-referência possa ocorrer. Isto deveria gerar uma quase nova perspectiva dimensional,quase estereoscópica sobre o evento, permitindo um grande controle sobre a avaliação da situação. Verdadeiramente, esta nova interferência pode explicar o fenômeno da consciência, ou o conceito de "aquela pequena pessoa dentro da pessoa" que nós todos experimentamos.

Pribram discute como a "holografia de reconhecimento" pode funcionar de acordo com a teoria holográfica convencional. Suponha que quando estivermos fazendo um holograma nós usemos um feixe-referência de um espelho parabólico ou uma lente convergente para gerar um ponto. Quando o ponto é iluminado, ele irá recriar o objeto. Assim, se o objeto for iluminado, ele recriará o ponto!

Um detetor colocado nesse ponto pode então "identificar" o objeto. Esta idéia pode ser levada um passo adiante pela criação de um holograma de dois objetos. O holograma pode ser reconstruído, naturalmente , com um feixe de iluminação tomando o lugar do feixe-referência original. A luz refletida de um dos objetos também pode ser utilizada para atuar como feixe-referência para o outro objeto.

Se o feixe referência é bloqueado, e o objeto e o holograma não têm a posição modificada, mesmo que somente a luz objeto esteja sendo usada, um objeto irá gerar a imagem do outro. Nós acabamos de descrever uma relação associativa a qual, no caso do holograma neural, pode explicar porque um pensamento pode levar a outro.

Em suma, Pribram nota que "memórias holográficas demonstram uma grande capacidade, processamento paralelo, endereçamento de conteúdo para rápido reconhecimento, armazenamento associativo para compleição perceptiva e lembrança associativa. A hipótese holográfica serve portanto não apenas como guia para o experiência neuro-psicológica, mas também como possível ferramenta no entendimento dos mecanismos envolvidos em problemas comportamentalmente derivados do estudo da memória e da percepção". E, como Ferguson notou, "a teoria de Pribram tem ganho crescente apoio e não tem sido seriamente desafiada".

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Uso de celulares "pode ser cancerígeno" (OMS)


OMS classifica celular como possível causa de câncer cerebral

31 de maio de 2011 • 14h31´

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (Iarc) vincularam nesta terça-feira que o uso de celulares pode causar câncer cerebral em seres humanos. De forma conjunta, as organizações anunciaram em Lyon (sudeste da França) que os campos eletromagnéticos gerados pelas radiofrequências desse tipo de dispositivos são considerados "possivelmente cancerígenos para os humanos".

A OMS e a Iarc basearam a decisão dessa classificação nas evidências obtidas sobre o impacto desses campos eletromagnéticos na origem dos gliomas, um tipo maligno de câncer cerebral. Embora não tenham quantificado o risco, o grupo de trabalho OMS-Iarc referiu-se que o estudo, com dados de até 2004, detectou aumento de 40% no risco de gliomas entre os usuários mais frequentes de celulares, ou seja, os que utilizam em média 30 minutos por dia em um período de dez anos.

O estudo ressalta, no entanto, que as evidências do risco de glioma e de neurinoma acústico são "limitadas" para os usuários de celulares, o que significa que há uma "associação positiva" crível entre a exposição ao agente e o câncer, mas que não é possível excluir outros fatores no desenvolvimento deste.

O responsável pelo grupo de trabalho constituído pela OMS e a Iarc, Jonathan Samet, da University of Southern Califórnia, declarou que as provas reunidas até agora "são suficientemente sólidas (...) para a classificação do tipo '2B'". Esta categoria é uma das que a Iarc utiliza para identificar os fatores ambientais que podem aumentar o risco de câncer em seres humanos e entre os quais estão substâncias químicas, exposições trabalhistas e agentes físicos e biológicos, entre outros.

Desde 1971, a Iarc analisou mais de 900 agentes, dos quais 400 foram identificados como cancerígenos ou potencialmente cancerígenos para os seres humanos. O grupo "2B" inclui os agentes com "evidência limitada de carcinogênese em humanos" e o "2A" aqueles que são "provavelmente cancerígenos" para os humanos.

No primeiro grupo, o "1", a Iarc inclui os agentes com "evidências suficientes" que são cancerígenos para os seres humanos. A conclusão do grupo de trabalho em Lyon é que "poderia haver algum risco e que, portanto, temos de vigiar de perto o vínculo entre os celulares e o risco de câncer", acrescentou Samet.

Christopher Wild, diretor da Iarc, acrescentou que, "dadas às potenciais consequências destes resultados e desta classificação para a saúde pública, é importante que se investigue mais a longo prazo o uso intensivo de celulares".

"Faltando essa informação, é importante tomar medidas pragmáticas para reduzir a exposição a equipamentos como os fones de ouvido para celulares", acrescentou Wild.

sábado, 28 de maio de 2011


ANIMAIS DE RUA: SÓ "MORRER DE PENA" NÃO ADIANTA: FAZ A TUA PARTE!

Apadrinha a castração (esterilização) a baixo custo de um cão ou gato abandonado e ajuda a diminuir o contingente de animais que vagam famintos e maltratados pelas ruas. Anúncios de adoção de animais resgatados das ruas, indicações de atendimento veterinário a baixo custo, dicas de cuidados, orientações/denúncias de maus-tratos, a legislação e o trabalho voluntário dos protetores de animais em Porto Alegre/RS.

Animais ganham maior proteção com nova estrutura de delegacia em Campinas
Maria Fernanda Ribeiro
Especial para o UOL Notícias
Em Campinas (SP)


A Delegacia de Defesa e Proteção aos Animais de Campinas, primeira do Estado de São Paulo, está completando um ano. De presente, ganhou novo endereço e, agora, tem infraestrutura própria com três investigadores e até um escrivão.
Indícios de falsos veterinários, envenenamentos e tráfico de animais silvestres estão entre os principais alvos das ações da delegacia.

Segundo a delegada Rosana Mortari, a conquista foi um grande passo. "No primeiro ano estivemos voltados a apenas recolher e socorrer animais vítimas de maus-tratos", disse Rosana.

"Não tínhamos sede própria, estávamos junto com o 4° DP [Distrito Policial], no Taquaral, e era necessário dividir os funcionários para todas as tarefas."

Nesse primeiro ano de funcionamento da delegacia foram socorridos e recolhidos cerca de cem animais. Chegam em média à delegacia em torno de 15 denúncias por dia. Maltratar animais é considerado crime pela Lei 9.099, que legisla sobre causas de menor complexidade, mas pode render cadeia e aplicação de multa.

Ocorrências que envolvem cães e gatos são os mais corriqueiros, mas também há denúncias de maus tratos a cavalos, pássaros e até cabras. “Choca a frieza de como algumas pessoas lidam com os animais, totalmente alheias aos sentimentos deles”, afirma a delegada, relembrando alguns casos que chamaram sua atenção.
Um deles é o da pitbull Luna, encontrada totalmente desamparada em um imóvel abandonado. Por causa da sarna, não era possível reconhecer a cor verdadeira da cachorra. Luna foi socorrida e adotada por uma clínica veterinária, onde tinha se tornado a mascote. Mas foi envenenada por um desconhecido e morreu. “Ela foi vítima duas vezes”, disse a delegada.

Há também o caso do cavalo Cabide, vítima de maus-tratos por um carroceiro. Socorrido, o animal foi levado para o Centro de Controle de Zoonoses de Campinas, mas o local foi assaltado e o cavalo sumiu. Algum tempo depois, Cabide foi encontrado pela rua e novamente socorrido.
Para Flavio Lamas, presidente do Conselho de Proteção e Defesa dos Animais de Campinas, a existência de um setor específico para a proteção aos animais mudou alguns conceitos. “Maltratar animal passou a ser crime de fato e um setor específico mostra o reconhecimento da importância dessa causa.”

Exemplos

Cidades como Sorocaba, Jundiaí e Ribeirão Preto também possuem um setor especializado para a proteção animal. Em Ribeirão Preto o local foi inaugurado em dezembro de 2010 e funciona junto com a Delegacia de Proteção ao Idoso. No total, são três investigadores e um escrivão.

O delegado, Norberto Bocamino, também acumula a função. No entanto, segundo ele, a estrutura tem sido suficiente para checar todas as denúncias. Ele disse que já precisou de mandado de segurança para entrar numa casa e resgatar um cachorro, pois o proprietário não deixou a polícia entrar.

Em todas as cidades, os setores contam com o apoio de ONGs, associações e veterinários voluntários para receber e abrigar os animais e também para preparar e emitir laudos.

Antes de adotar:
- Obtenha a concordância de todos da família;

- Verifique se há recursos financeiros necessários para manter o bichinho. Ele vai precisar de ração, medicamentos e eventuais cuidados veterinários;

- Verifique se há quem fique com ele durante viagens inesperadas, férias e feriados prolongados;

- NÃO dê animais de presente. Não imponha um animal a quem não fez uma escolha consciente de adotá-lo. Animais não são brinquedos ou objetos, nem presentes!

- NÃO adote ou compre um animal de uma determinada raça só porque está na moda, pois a moda passa. Os vira-latas também são maravilhosas companhias. Veja as Vantagens de Adotar um Vira-Lata.

- Se escolher adotar um filhote, lembre-se: ele é fofinho e pequenininho agora, mas vai precisar de mais cuidados, terá que ser disciplinado e crescerá rapidamente. Se você não tem paciência ou tempo para criar e disciplinar um filhote, adote um animal adulto.

- Os filhotes costumam ser estabanados e precisam ser disciplinados, com carinho, para não roerem, arranharem ou quebrarem objetos e móveis. Seja paciente e deixe-o com muitos brinquedos!

- Lembre que todo bichinho precisa de visitas periódicas ao médico veterinário, de atenção e carinho. Não basta dar só comida e água, é necessário dar amor;

- Esteja consciente de que todo animal faz xixi e cocô. Verifique quem vai se responsabilizar pela limpeza da caixa de areia do gato ou do local escolhido por seu cão;

- Animais não podem ficar ao relento, passando frio ou calor. Se ele for ficar no quintal, você terá que providenciar um abrigo fresco no verão e quentinho no inverno. Também não é correto deixar o animal preso ou acorrentado. Animais precisam de espaço, carinho e exercícios;

- Mesmo morando em apartamento, a lei lhe garante o direito de ter animais de estimação. Você só tem que tomar cuidado para não incomodar os vizinhos;

- Considere adotar um segundo animal. Bichos que têm companhia de outros animais são mais seguros e felizes, raramente têm depressão ou tristeza, brincam e se divertem sem ficarem dependentes dos humanos.

Depois de adotar:

É uma delícia levar um bichinho pra casa, mas é preciso cuidar muito bem dele. Mas as alegrias que seu amigão vai trazer para sua vida compensam qualquer trabalho que ele possa dar, não é? Então tire uns minutinhos para ler essas dicas:



- Assim que o seu amigão chegar em casa, coloque imediatamente uma plaqueta com seu nome e o seu telefone na coleira dele. Se por infelicidade ele algum dia fugir e se perder, será facilmente devolvido a você;

- Pesquise a legislação de sua cidade e, se necessário, faça o RG do animal no Órgão Público Responsável. Com isso, caso algum dia ele seja apreendido pela carrocinha, você será avisado;

- Caso seu bichinho ainda não tenha sido esterilizado, providencie a esterilização o mais rapidamente possível. Dessa forma, você evitará crias indesejadas e estará contribuindo para pôr um fim ao ciclo de abandono de animais;

- É necessário colocar telas de proteção em janelas, áreas de serviço e varandas de apartamentos para evitar quedas fatais ou que provoquem ferimentos muito sérios;

- Mantenha o animal sempre dentro de casa, jamais solto na rua, principalmente se for sem supervisão de um humano adulto;

- Para os cães, passeios são fundamentais. Mas atenção: só permita que eles saiam de casa acompanhados por uma pessoa responsável. O bichinho deve usar coleira com identificação e guia. A pessoa que conduzir o animal precisa ter força para contê-lo, se ele for de porte grande. Ao passear em vias públicas, recolha e jogue o cocô no lixo;

- Gatos não precisam fazer passeios na rua. Eles vivem muito bem dentro de casa ou do apartamento. Caso tenha que sair de casa com seu gato, use a caixinha de transporte. As ruas urbanas são muito perigosas para gatos soltos e desacompanhados, eles podem ser atropelados ou envenenados. Se você mora em casa, veja a possibilidade de colocar telas de proteção nos acessos para a rua;

- Forneça água, alimento balanceado, abrigo contra o calor, frio e chuva. Jamais deixe seu animal preso e/ou acorrentado;

- Banhe, escove e exercite o animal periodicamente. Gatos de pêlo curto não necessitam de banhos constantes;

- Leve o animal regularmente ao veterinário;

- Mantenha em dia a vermifugação e a vacinação;

- Zele pela saúde psicológica do animal. Dê-lhe atenção, carinho, estímulos e ambiente adequado;

- Se necessário, eduque o animal por meio de adestramento, mas sem agressividade e respeitando suas características comportamentais. Recompensas funcionam melhor que castigos;

- Eduque as crianças para respeitar o amigão da casa. Não as deixe bater, morder, chutar, torcer, puxar ou jogar o animal contra paredes, de escadas e de janelas. Muitos animais que ferem crianças foram agredidos primeiro e só estavam se defendendo. Dê um ótimo exemplo e não maltrate seu animal;

- Quando for viajar para lugares onde não é possível levá-lo com você, deixe-o com um parente ou amigo ou peça que cuidem dele na sua ausência. Em último caso, leve-o em um bom hotel, onde não fique confinado e receba atenção;

- Nunca abandone nenhum animal. Ele corre o risco de sofrer todos os tipos de maus-tratos na rua, como espancamento, mutilações, envenenamento, queimaduras... Ele sentirá frio, fome e sede. Ele poderá ser atropelado, ficar ferido, doente, sentir dor, medo, tristeza...

Extraído do site:
http://www.queroumbicho.com.br/dicas.htm

Meditação muda estrutura do cérebro, diz estudo


De olhos fechados, em silêncio e, de preferência, sentados, os praticantes da meditação de atenção plena devem se concentrar em apenas uma coisa: a respiração.

A técnica é antiga, da tradição budista, mas começou a ser mais difundida depois de ter sido usada em um curso não religioso de redução de estresse, criado em 1979 por Jon Kabat-Zinn, professor da Escola Médica da Universidade de Massachussets.

Os benefícios da técnica, conhecida também como "mindfulness", já foram relatados em vários estudos.

A lista vai da melhora de sintomas de esclerose múltipla (como diz estudo publicado na "Neurology") à prevenção de novos episódios de depressão (demonstrada em artigo na "Archives of General Psychiatry").

Mas, agora, um estudo mostra, pela primeira vez, os efeitos provocados por essa meditação no cérebro.

A pesquisa, publicada hoje na "Psychiatry Research: Neuroimaging", foi feita pela Harvard Medical School, nos EUA, em conjunto com um instituto de neuroimagem da Alemanha e a Universidade de Massachussets.

E o mais importante: as mudanças ocorreram em apenas oito semanas de meditação em praticantes adultos iniciantes.

As conclusões foram feitas após comparações entre as ressonâncias magnéticas dos que praticaram a meditação e de um grupo-controle que não fez as aulas.

Outros estudos já haviam sugerido que a meditação causa mudanças no cérebro. Mas eles não excluíam a possibilidade de haver diferenças preexistentes entre os grupos de meditadores experientes e não meditadores.

Ou seja, não era possível afirmar se os efeitos eram causados pela prática.

MENOS ESTRESSE

Todos os 16 participantes da pesquisa, com idades de 25 a 55 anos, deveriam obedecer a um critério: não ter feito nenhuma aula de meditação "mindfulness" nos últimos seis meses ou mais de dez aulas em toda a vida.

Eles frequentaram oito encontros semanais, com duração de duas horas e meia.

Também foram instruídos a fazer 45 minutos de exercícios diários e a praticar os ensinamentos da meditação em atividades do dia a dia, como andar, comer e tomar banho.

Para avaliar as mudanças, todos os participantes e o grupo-controle fizeram ressonâncias magnéticas antes e depois do período de aulas.

Os exames iniciais não indicaram diferenças entre grupos, mas as ressonâncias feitas após o curso mostraram um aumento na concentração de massa cinzenta no hipocampo esquerdo naqueles que haviam meditado.

Análises do cérebro todo revelaram mais quatro aumentos de massa cinzenta: no córtex cingulado posterior, na junção temporo-parietal e mais dois no cerebelo.

BENEFÍCIOS

Britta Hölzel, pesquisadora da Harvard Medical School e uma das autoras do estudo, disse à Folha que isso pode significar uma melhora em regiões envolvidas com aprendizagem, memória, emoções e estresse.

O aumento da massa cinzenta no hipocampo é benéfico porque ali há uma maior concentração de neurônios, afirma Sonia Brucki, do departamento científico de neurologia cognitiva e do envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia.

"Antes, acreditava-se que a pessoa só perdia neurônios durante a vida. Agora, vemos que podem brotar em qualquer fase da vida, e determinadas atividades fazem a estrutura do cérebro mudar."

Isso significa que o cérebro adulto também é plástico, capaz de ser moldado.

No ano passado, um estudo dos mesmos pesquisadores já mostrava redução da massa cinzenta na amígdala cerebral, uma região relacionada à ansiedade e ao estresse, em pessoas que fizeram meditação por oito semanas.

Mas qualquer um que começar a meditar amanhã terá esses mesmos efeitos benéficos em algumas semanas?

"Provavelmente sim", diz a neurologista Sonia Brucki.

Ela ressalta, no entanto, que a idade média dos participantes da pesquisa é baixa e, por isso, não dá para afirmar com certeza que isso acontecerá com pessoas de todas as idades.

Agora, a pesquisadora Britta Hölzel quer entender como essas mudanças no cérebro estão relacionadas diretamente à melhora da vidas das pessoas.

"Essa é uma área nova, e pouco se sabe sobre o cérebro e os mecanismos psicológicos relacionados a ele. Mas os resultados até agora são animadores."

Para realizar nossos desejos precisamos reconhecer nossas necessidades


Por que nossos desejos nos parecem tão inalcançáveis? Porque não soubemos atender às nossas necessidades...
Quando não reconhecemos nossas necessidades, corremos o risco de não estabelecer os limites reais entre o que podemos e queremos oferecer.
Em geral, temos dificuldade para discernir a diferença entre necessidades e desejo.

Desejo é a motivação de manifestar algo, seja interno ou externo a nós, que nos proporciona prazer e satisfação. Já as necessidades são todas as condições que precisamos adquirir e amadurecer para que nossa motivação possa se manifestar de modo estruturado. Neste sentido, para conquistarmos o que quer que seja, interior ou exteriormente, temos antes que primeiro adquirir uma base sólida.

No entanto, na maioria das vezes, passamos por cima de nossas necessidades pois cremos que basta seguir nossos desejos para encontrar a felicidade.
O problema é que sem atender nossas necessidades não teremos condições reais para sustentar a manifestação de nossos desejos!

É como a construção de uma casa: primeiro, temos que analisar as condições do terreno, construir uma boa fundação, para depois ver a casa de nossos sonhos sendo construída... Caso contrário, estaremos construindo um castelo de areia.

Muitas vezes, associamos o fato de reconhecermos aquilo que nos falta como um sinal de carência, fraqueza e vulnerabilidade. Se tivermos uma autoimagem baseada no condicionamento de que somos insuficientes para enfrentar as adversidades, iremos naturalmente evitar olhar de frente o que nos falta. No entanto, isso é um erro de interpretação. Perceber nossas necessidades é apenas o primeiro passo do processo de autorrealização.

O perigo de nos sentirmos envergonhados de nossas necessidades é que acostumamos a escondê-las de nós próprios e dos outros. Desta forma, com frequência dizemos: "Não se preocupe comigo" (o famoso "tudo bem"). Associamos à ideia de que nossas necessidades podem incomodar os outros. Declaramos de que "não precisamos de nada" devido ao medo de nos tornamos um peso extra e sermos rejeitados. Afinal, quem nunca "dá trabalho" não corre o risco de ser excluído...

No entanto, desta forma, o feitiço se volta contra o feiticeiro. Poderemos não ser excluídos, mas seremos facilmente vítimas de abusados, pois nossas necessidades não serão reconhecidas e muito menos atendidas!

Nós mulheres, porque escutamos várias vezes o conto da Cinderela, aprendemos desde pequenas a associar a ideia de que precisamos primeiro sofrer para depois termos momentos de prazer. Afinal, Cinderela só poderia ir ao baile depois que tivesse cumprido todas as ordens de suas irmãs.

Mas, se reconhecermos essas irmãs como um símbolo de nossas necessidades internas, a coisa muda de figura. Atender às nossas necessidades é um dever que temos para conosco. Ou seja, ao "escutar as ordens de nossas irmãs", estaremos simplesmente atendendo às exigências que surgem diante de um processo de realização.

Neste sentindo, cumprir nossas obrigações deixa de ser um fardo para se tornar parte do processo de amadurecimento das condições necessárias para manifestar nossos desejos.

Seguir nossos desejos sem ter revisto nossas necessidades é uma forma de autodestruição. Pois, sem atender nossas necessidades, não somos capazes de sustentar nossos desejos.

Por exemplo, podemos ter o desejo de subir o Everest (substitua-o mesmo por algo que você queira muito), mas se ao começarmos a subir a montanha não nos dermos conta de que não temos os sapatos adequados, estaremos fadados ao fracasso.

Voltar para trás em busca de melhores condições não quer dizer desistir do desejo de subir a montanha, mas, simplesmente, compreender que nossas necessidades vêm em primeiro lugar!

Fazer esforço com perseverança faz parte de nossas conquistas, mas se passarmos por cima de nossas necessidades esse sofrimento se tornará inútil.

Precisamos aprender a considerar nossas necessidades como algo precioso e de grande valor ao invés de associá-las a uma condição de fraqueza ou insuficiência.

Nossas necessidades possuem um valor de moeda de troca importante em nossos relacionamentos. Afinal, para atender as necessidades alheias precisamos incluir também as nossas necessidades para ajudá-los!

Imagine a seguinte situação: você está apaixonada e seu amor pede que o leve ao aeroporto às 5:30h da manhã, pois passará seis meses fora do país. Sem hesitar, você diz que sim. Em seguida, ele a convida para jantar fora no restaurante de que você mais gosta. Imediatamente, você aceita. Vocês voltam para casa tarde, depois de alguns copos de vinho e acordam cedo para ir ao aeroporto. Depois, no caminho para o trabalho, você começa a sentir o cansaço tomando conta de seu corpo e sua mente. Triste com a despedida e irritada com a falta de sono, passa o dia distorcendo a realidade devido ao seu mau humor. As consequências desta empreitada mal elaborada virão à tona uma hora ou outra...

O fato é que desta forma você foi ao baile sem ter arrumado sua cozinha... Ao seguir impulsivamente o desejo de agradar seu namorado, deixou de se autopreservar. O hábito de agradar ao outro a qualquer custo faz com que as suas necessidades não sejam vistas.

À medida que aprendemos a atender às nossas necessidades diante das necessidades alheias, passamos a ter relacionamentos mais saudáveis. Pois, livres do fardo de corresponder às expectativas alheias como ordens inquestionáveis, passamos a nos sentir recompensados pelos benefícios de cuidarmos de nós mesmos.

:: Bel Cesar ::

Mais Difícil


Depois que realizamos uma varredura em nossos valores e descobrimos o que não nos serve mais para a vida atual, é preciso que se inicie o processo de mudança. Os textos anteriores, 'Alfabeto da Mudança', 'Observar-se' e 'Se Observar' nos fornecem informações suficientes para podermos avaliar nosso estágio atual.
Precisa ficar claro, portanto, que Mudar significa Agir.
Nas Leis Universais tem uma que é fantástica: nada que ignoremos em uma vida, nos é cobrado e não precisaremos responder se cometemos equívocos.

Porém, não podemos alegar desconhecimento sobre o que sabemos, ou dar a famosa desculpa: Olha, eu esqueci...
O Cosmos e as Leis do Universo não esquecem.
Desta forma, é muito importante que tenhamos plena consciência do que faremos com o conhecimento que temos...
Já cruzei com muitas pessoas que estudam, lêem, são ávidas de conhecimento e não percebem que continuam as mesmas em seus valores, e conseqüentes pensamentos e atitudes.

Aos poucos vão perdendo a vontade de viver, tornam-se depressivas, eremitas e logo começam a buscar os "culpados" pela situação em que se encontram.
É óbvio que eles nunca são os responsáveis. Querem, a qualquer custo, achar um "bode expiatório" para poderem jogar a culpa nele.
Eles nunca são os responsáveis...
Afinal, não são eles que dormem, acordam, comem, resolvem fazer coisas, passeiam, sorriem, falam, andam, comentam, estudam, ficam ativos ou ociosos, enfim, decidem sobre o rumo de suas vidas.
Ora, não percebem, assim, que a vida é Causa (sempre somos nós que criamos) e Efeito (retorno daquilo que plantamos).

Na realidade, a maioria foi treinada e acredita que tudo acontece porque um ser supremo assim quer. MENTIRA. Tudo acontece porque nós fazemos acontecer. Nós tomamos atitudes. Nós manifestamos nossa vontade.
Não adianta errar, achar que alguém vai nos perdoar e assim estaremos aptos para em seguida errar novamente...
Portanto, é fundamental termos consciência de que há uma coisa em nossas vidas que dinheiro nenhum consegue comprar:
A EVOLUÇÃO DE NOSSA ESSÊNCIA.
Isso posto, depois que analisarmos os nossos valores e descobrirmos que alguns não nos servem mais.
Evoluímos, portanto.

Demos alguns passos a nosso favor e atualizamos nossa mente.
Na sequência, vem a tarefa mais difícil: MUDAR.
Todos buscam mudar, mas se esquecem que neste processo é preciso MATAR, eliminar, hábitos e vícios que nos acompanham dias, meses e anos a fio...
É muito difícil. É tremendamente complicado este processo porque facilmente confundimos energia com matéria. Na matéria, as coisas são imediatas. Compramos, levamos, usamos e pronto. Feita a mudança.
Não se pode desanimar com os tropeços que fatalmente virão, afinal, levamos uma vida inteira errando e não podemos achar que mudar acontece de uma hora para outra. Exige muito esforço.
No processo que envolve ENERGIA é muito mais complicado. Mais que uma simples safra de soja ou milho. Não se trata de escolher a terra, adubar, semear, esperar que chova, aguardar crescer e depois colher.
No processo de mudança que envolve energia, temos inúmeras variáveis que precisam ser consideradas.

Em energia, o tempo é efêmero.
Em energia, o que o outro ser humano pensa atrapalha.
Em energia, contar para os outros ajuda a atrasar a mudança.
Em energia, a dúvida é pior que cupim na madeira.
Em energia, crer é fundamental.
Em energia é preciso ter fé para se conseguir.
Em energia o "segredo" é manter segredo. Portanto, azar das comadres e compadres.
Por isso que o ser humano que se posiciona como vitima dificilmente consegue crescer. Ele tem um carro a gasolina e abastece com álcool.
Poderíamos acrescentar mais exemplos, mas cada caso é um caso. Como o meio em que o ser vive e a família em que ele escolheu nascer. Não há regra geral. A evolução é singular.

Exemplos genéricos não resolvem, cada um tem que buscar em suas atitudes passadas.
Tá ruim? Olhe para trás e perceba onde errou.
Quer mudar? Comece, então, a maior batalha de sua vida...
Terá que derrotar seu maior inimigo:
Você mesmo... Com seus hábitos e vícios que já não lhe servem mais.
Isso é muito complicado, porque você foi adestrado a obedecer um super ser. Tem que perder esta muleta para aprender a tomar suas próprias decisões.
Porém sempre há um alento:
"A experiência pessoal é o nosso melhor MESTRE".

Sei que nos veremos... diferentes, porém.

Beijo na alma

: Saul Brandalise Jr. ::