domingo, 17 de abril de 2011
Os ritos Tibetanos
Todos buscam uma vida mais feliz com vitalidade, saúde e longevidade. Uma técnica prática que nos auxilia nessa busca, vem do Tibete.
Os ritos tibetanos formaram um conjunto de exercícios físicos com concentração, praticado nos altos Himalaias. Foram descobertos pelo ocidente em 1939 e praticados hoje por todo o planeta.
Seus movimentos estimulam os Chakras e a todo o sistema gandular com contração e alongamento. A prática é simples mas eficaz. Não se necessita muito tempo e em poucos dias já se notam beneficíos físicos e energéticos.
Se possível faça no inicio 3 repetições de cada movimento do rito e vá aumentando a cada semana até chegar a 21 repetições de cada movimento. Todo movimento se inicia com inspiração e contração das nádegas, e após o ápice do movimento, vá soltando o ar, voltando a posição inicial. Todos os exercicíos devem ser feitos com muita concentração e consciência corporal. A dor é sinal de que algum movimento está errado. Ouça uma boa música!!!
Os Ritos são cinco exercícios leves e rápidos, que podem ser feitos por qualquer pessoa, bastam vontade e concentração. Eles têm como objetivo harmonizar os sete centros de energia do nosso corpo, chamados também de chakras, localizados nas sete glândulas: reprodutora ou gônadas, pâncreas, supra-renais, timo, pineal ou epífise, e pituitária ou hipófise.
A Prática
O primeiro rito é muito simples: de pé, ereto, estenda os braços para os lados e gire da esquerda para direita de olhos abertos. A cabeça deve ficar voltada para frente, até terminar o giro de 360°, como fazem os bailarinos. Esse movimento acelera a velocidade dos centros de energia. No início pode dar um pouco de tontura; então, descanse com respiração leve.
Passe então para o rito número dois: deite-se de costas com os braços estendidos ao longo do corpo, as palmas das mãos abertas viradas para o chão, os dedos unidos. Erga a cabeça até encostar o queixo no peito e levante as pernas, com os joelhos retos, até ficarem na vertical. Faça uma respiração natural. Depois, desça a cabeça e as pernas estendidas, até voltar à posição inicial. Relaxe e repita.
O terceiro rito é feito de joelhos no chão, com o corpo ereto e os braços estendidos, com as palmas das mãos firmes junto à lateral das coxas. Incline a cabeça até encostar o queixo no peito. Depois leve a cabeça e todo o corpo para trás, mantendo-se ereto e firmando as mãos na parte posterior das coxas. Volte a posição inicial, respire profundamente e repita o movimento.
Para fazer o quarto rito sente-se com as pernas estendidas, os pés separados cerca de quarenta centímetros, o corpo reto e as mãos no chão, na altura do quadril, voltadas para frente. Incline a cabeça até o queixo tocar no peito. Depois, inspirando, leve a cabeça para trás e, ao mesmo tempo, erga o corpo, dobrando os joelhos, os pés totalmente no chão, os braços estendidos. A posição final é parecida com uma mesa, o tronco e as coxas paralelas ao chão; as pernas e os braços retos como as pernas de uma mesa. Tencione todo o corpo e volte lentamente à posição original, expirando.
Inicie o rito número cinco, deitado de bruços no chão, cotovelos flexionados e as palmas das mãos no chão, na altura do busto. Inspirando, contraindo os músculos dos glúteos e das pernas, erga o tronco apoiando-se nas palmas das mãos e nos dedos dos pés. Mantendo pernas e braços esticados, eleve o quadril, arqueie o corpo até ficar um "v" invertido, tentando tocar o chão com o calcanhar. Volte à posição original devagar, expirando.
Só faça esses ritos se realmente desejar ser mais feliz, saudável e viver mais.
Tudo começa com bons pensamentos...
Falamos sobre Observar-se e com isso aprendermos a entender um pouco mais sobre as nossas conquistas e/ou colheitas.
Neste texto, precisamos deixar um pouco mais evidente, embora criemos uma falha ortográfica, que o ser humano precisa SE OBSERVAR.
Primeiramente, é mais fácil observar-se, pois é apenas começo de uma espetacular virada na forma de entendermos as Causas e os Efeitos de nossas vidas.
SE Observar exige um pouco mais de introspecção. Porque é "SE" de "SER".
Precisamos nos aprofundar para podermos entender que os nossos pensamentos têm origem nos nossos valores.
Mas que valores são esses que tanto ajudam ou prejudicam as nossas caminhadas?
Começam pelo país em que escolhemos nascer. Cada um tem, em si, uma forma de agir e de ser. E são nestas características que precisamos aprender a nos superar. Não é por um acaso que um Argentino pensa diferente de um Brasileiro. Não é por um acaso que um Belga pensa diferente de um Francês. Não é por um acaso que um Português quando viaja a Paris "vai para a Europa"...
Na sequência, vêm os pais que escolhemos para nos moldarem em educação e nos acrescentarem maior ou menor dificuldade em nossa caminhada de cada vida.
Se tivermos irmãos mais velhos é porque os escolhemos. Se temos irmãos mais novos é porque ELES nos escolheram como companheiros de evolução ou por resgate cármico. Existem, portanto, fortes valores familiares.
A sociedade em que vivemos nos apresenta várias opções de valores que podemos, exercendo o Livre-Arbítrio, adotar ou ignorar.
Nossos Amigos, e os relacionamentos, não são fortes por um mero acaso. Eles também nos apresentam várias opções de valores, que adotamos se quisermos...
Nossa religião, e o que cremos ser verdadeiro para construir a nossa fé, são uma real opção para que nossos valores sejam adequados -ou não-, ao nosso crescimento.
Nossos parceiros, namorados, mulheres ou maridos, igualmente são uma fonte enorme de valores que estão à nossa disposição para adotarmos ou não.
Portanto, somos -sim-, fruto do meio em que vivemos e nossa caminhada tem muito de cada um de nossos relacionamentos. O que gostamos e aprovamos deles, ajuda a moldar a nossa forma de viver a vida.
Está faltando equilíbrio, a vida perdeu o sentido, as dificuldades não cessam e os resultados estão ruins?
SE Observe.
Verifique qual o valor que não lhe serve. O que você usa como alicerce em sua vida?
SE observar é dar um passo à frente de simplesmente Observar-se. E isso implica, necessariamente, que tenhamos postura de eliminar o que não nos serve para buscarmos entender um pouco mais da vida.
Dias atrás ouvi um rapaz que estava usando calças no meio da bunda, aparecendo as cuecas, meia canela, com camiseta cheia de caveiras, brinco em uma das orelhas, uma tatuagem de escorpião no antebraço direito e outra de lua cheia no outro braço, reclamando que foi numa entrevista, na busca de um TRAMPO e que as pessoas da empresa não deram retorno da dita entrevista...
Não falei nada, mas pensei:
Este precisa SE Observar...
Todos nós sabemos que existem funções em que a aparência é fundamental...
Sei, mais do que você possa imaginar, que a vida não é uma competição com qualquer pessoa, a não ser consigo mesmo. Somos nós, com nossos vícios e hábitos que fazem parte de nossas colheitas.
São nossas decisões, emocionais ou não. De conformismo ou de dinamismo que nos ajudam a criar nossa evolução. E elas estão altamente comprometidas com os valores os quais cremos serem verdadeiros para nossa vida.
SE Observar significa entender cada um dos valores que cremos serem corretos e adequados para gerarem nossos pensamentos.
Não há como negar que somos, portanto, consequência de nossos valores. Eles geram o nosso destino.
Não é um super, hiper, mega, master, cara que faz isso por nós. Somos nós quem decidimos caminhar de acordo com os valores os quais acreditamos serem corretos para nossa atual existência.
SE Observar é uma clara demonstração de sabedoria de vida que sempre começa com Observar-se.
Mas, cuide-se, ao SE OBSERVAR, depois de Se Entender, vem o mais difícil: Agir conforme.
Sei que nos veremos.
Beijo na alma
Maria Silvia Orlovas
Seja terapeuta de si mesmo!
"Pedi e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei e abri-ser-vos-á. Porque aquele que pede, recebe; e o que busca, encontra; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á" (Jesus Cristo)
Poucos conhecem -ou acreditam-, mas existem tratamentos sutis e energéticos à base de pensamento elevado. Terapia que não onera o bolso de ninguém e proporciona, a quem acredita, benefícios em relação ao objetivo desejado. No mundo atual, cada vez mais somos induzidos à estratégia da propaganda, ou seja, ao jogo da sedução que exerce um poder hipnotizador sobre nossas mentes. Muitas vezes, sem percebermos, consumimos por indução ou ficamos à mercê de publicidades, que através da mídia, encarrega-se de nos receitar fórmulas da felicidade baseadas na prática e modelo consumista.
Manipulados psicologicamente e absorvidos pelo poder de sedução que dita regras de comportamento social estimulado pela moda, vamos, gradualmente, despersonalizando-nos e perdendo a capacidade de discernir sobre o que é mais importante ou prioritário para a nossa vida.
Desta forma, aproximamo-nos da dimensão da matéria e seus prazeres imediatos, supérfluos e nos distanciamos de nossa natureza espiritual, que quando associada às experiências da realidade física, proporciona-nos aprendizados que visam o amadurecimento do espírito.
A robotização proporcionada pelo poder de sedução do sistema alicerçado no materialismo gera indivíduos alienados de sua condição espiritual, já que o pensamento imediatista destas pessoas gira em torno de um conjunto de valores - e crenças - que determina uma tendência fundamentada em interesses lucrativos.
"Fugir" desta robotização, ou seja, do processo de despersonalização em massa, não é simples, pois exige do indivíduo, coragem para ir na contra-mão de poderosos interesses. E desafiar o poder exige uma indispensável ferramenta: a lucidez.
Gerada pelo poder de sedução do modelo materialista, a robotização, além de despersonalizar o indivíduo e agir sobre a sua auto-estima, ajuda a criar distâncias entre as camadas sociais. Nesse sentido, imperceptivelmente, a discriminação torna-se fator de geração de doenças pelo processo de somatização, pois, sentir-se excluído ou incapaz de atingir um patamar social que garanta uma melhor qualidade de vida para si e seus familiares, é motivo de desequilíbrios na esfera psíquico-espiritual.
Portanto, a "terapia gratuita" que poucos conhecem ou praticam no mundo ocidental, pode ser a prece espontânea. Ao elevarmos sistematicamente o nosso pensamento, geramos internamente uma energia compatível com o objetivo de nossas intenções, ou seja, a transparência das nossas intenções é regra básica para determinar -ou não- a alteração de nossa sintonia ou a mudança de nossa atitude diante da vida.
Outra opção de tratamento gratuito é a meditação, que quando elevada em forma de pensamento, possui a mesma qualidade terapêutica -ou energético-curativa- da prece espontânea.
Como sugestão, tanto numa opção quanto na outra, podem ser utilizadas palavras-chave de significado transcendental como "força, serenidade e equilíbrio", entre outras.
Força significa reação a uma situação estabelecida (o problema em si). Serenidade nos remete à busca por paz interior. Equilíbrio, por sua vez, une os dois significados anteriores em busca do discernimento e lucidez para entender o que se passa consigo, até o indivíduo atingir ou retomar o equilíbrio psíquico-espiritual.
Na prática da sugestão, ao mentalizarmos as três palavras-chave em nossa prece ou meditação, podemos ouvir uma música que eleve a alma, ou se preferirmos, simplesmente o silêncio.
No entanto, é importante mentalizarmos um ambiente de paz e harmonia. Por exemplo, a visualização do sol, do mar ou de uma cachoeira, representam a força da natureza. A serenidade pode ser representada por um campo florido ou um lago iluminado pelo sol ou lua cheia. O equilíbrio representado pelo ecossistema que relaciona-se à harmonia da imagem visualizada como um todo.
No conjunto da imagem, podemos visualizar no fundo o mar iluminado pela energia solar, e mais à frente, um campo coberto de flores e esvoaçantes borboletas. Ao mesmo tempo que visualizamos -de olhos fechados- essa harmoniosa imagem, repetimos mentalmente: "força, serenidade, equilíbrio"...
Entre os espiritualistas, independente de religiões, existe uma orientação natural que nos remete a um poder oculto (fé) que existe em cada um de nós. Poder que, quando despertado, é capaz de transformar realidades.
Contudo, contrário à essa orientação natural, existe um dito popular que nos remete a um direcionamento materialista associado ao mundo dos negócios e do lucro: "Tudo que de graça é dado, é pouco valorizado". Mesmo assim, vale a pena aproveitar a energia do universo acessível a todos os seres inteligentes e ser terapeuta de si mesmo...
A sugestão, porém, não tem a pretensão de induzir ninguém a uma ideologia, mas chamar a atenção para o discernimento necessário no sentido de cada indivíduo valorizar o que é importante para a sua vida. E a partir dessa clareza de intenções, priorizar ações em benefício de seu crescimento integral que envolve a saúde física e mental, o profissional, o social e o espiritual.
Flávio Bastos - flaviolgb@terra.com.br
O Apego
Uma das maiores fontes de angústia e infelicidade que podemos ter na vida é o apego. Quando nos tornamos dependentes de alguma situação ou de alguém para que possamos ser felizes, certamente começa o inferno.
Como é impossível controlar a realidade de modo que ela satisfaça todos os nossos desejos, é óbvio que em algum momento acabaremos por sofrer uma perda, uma rejeição ou teremos frustrada alguma expectativa.
Se nossa dependência dos fatores externos for demasiadamente grande, o sofrimento será inevitável. Entre todos os tipos de apego, certamUma das maiores fontes de angústia e infelicidade que podemos ter na vida é o apego. Quando nos tornamos dependentes de alguma situação ou de alguém para que possamos ser felizes, certamente começa o inferno.
Como é impossível controlar a realidade de modo que ela satisfaça todos os nossos desejos, é óbvio que em algum momento acabaremos por sofrer uma perda, uma rejeição ou teremos frustrada alguma expectativa.
Se nossa dependência dos fatores externos for demasiadamente grande, o sofrimento será inevitável. Entre todos os tipos de apego, certamente o mais difícil de superar é a dependência afetiva.
Esta é uma dificuldade tão disseminada, que existem grupos terapêuticos específicos para o seu tratamento, pois ela é tão destrutiva quanto a que se relaciona com vícios, como o álcool e as drogas.
A dependência afetiva tem como raiz uma baixa auto-estima e a necessidade de sentir-se amado para poder acreditar que se possui algum valor. Esta carência leva a situações humilhantes, pois faz com que a pessoa abra mão da própria identidade e faça qualquer concessão, para garantir a aceitação por parte do outro.
Para libertar-se dessa prisão é preciso, em primeiro lugar, tomar consciência de que algo de errado está acontecendo. Quando o primeiro sinal de que se precisa de ajuda surge, é importante agir, principalmente, para que o sentimento de fraqueza desapareça, visto que num grupo de terapia pode-se perceber que muitos outros seres humanos se encontram na mesma situação.
Esta descoberta traz alívio, incentivo e motivação para que se persista na busca da cura. Quanto mais o amor-próprio e a autovalorização se fortalecerem, mais rapidamente acontecerá a transformação.
... "Para o apego, a consciência não é necessária; ao contrário, a consciência é a barreira. Quanto mais consciente você se torna, menos você será apegado, porque a necessidade de apego desaparece. Por que você quer estar apegado a alguém? Porque sozinho você sente que você não se basta. Você sente falta de alguma coisa. Algo fica incompleto em você. Você não é inteiro. Você precisa de alguém para completá-lo. Daí, o apego. Se você está consciente, você está completo, você é inteiro - o círculo está completo agora, não está faltando nada em você - você não precisa de ninguém. Você, sozinho, sente uma total independência, uma sensação de inteireza.
Isso não quer dizer que você não amará as pessoas; ao contrário, somente você pode amar.
Uma pessoa que seja dependente de você não pode amá-lo: ela o odiará. Uma pessoa que precisa de você não pode amá-lo. Ela o odiará, porque você se torna o cativeiro.
Ela sente que sem você ela não pode viver, sem você ela não pode ser feliz, então, você é a causa das duas coisas, da felicidade e da infelicidade dela. Ela não pode se dar ao luxo de perdê-lo e isso lhe dará uma sensação de aprisionamento: ela é sua prisioneira e se ressentirá disso; ela lutará contra isso.
As pessoas odeiam e amam ao mesmo tempo, mas este amor não pode ser muito profundo. Somente uma pessoa que seja consciente, pode amar, porque esta pessoa não precisa de você.
Mas, então, o amor tem uma dimensão totalmente diferente: ele não é apego, ele não é dependência. A pessoa não é sua dependente e não o fará dependente dela: a pessoa permanecerá uma liberdade e lhe permitirá permanecer uma liberdade.
Vocês serão dois agentes livres, dois seres totais, inteiros, se encontrando. Esse encontro será uma festividade, uma celebração - não uma dependência. Esse encontro será uma alegria, uma brincadeira".
Osho, The Book of the Secrets.
Elisabeth Cavalcanteente o mais difícil de superar é a dependência afetiva.
Esta é uma dificuldade tão disseminada, que existem grupos terapêuticos específicos para o seu tratamento, pois ela é tão destrutiva quanto a que se relaciona com vícios, como o álcool e as drogas.
A dependência afetiva tem como raiz uma baixa auto-estima e a necessidade de sentir-se amado para poder acreditar que se possui algum valor. Esta carência leva a situações humilhantes, pois faz com que a pessoa abra mão da própria identidade e faça qualquer concessão, para garantir a aceitação por parte do outro.
Para libertar-se dessa prisão é preciso, em primeiro lugar, tomar consciência de que algo de errado está acontecendo. Quando o primeiro sinal de que se precisa de ajuda surge, é importante agir, principalmente, para que o sentimento de fraqueza desapareça, visto que num grupo de terapia pode-se perceber que muitos outros seres humanos se encontram na mesma situação.
Esta descoberta traz alívio, incentivo e motivação para que se persista na busca da cura. Quanto mais o amor-próprio e a autovalorização se fortalecerem, mais rapidamente acontecerá a transformação.
... "Para o apego, a consciência não é necessária; ao contrário, a consciência é a barreira. Quanto mais consciente você se torna, menos você será apegado, porque a necessidade de apego desaparece. Por que você quer estar apegado a alguém? Porque sozinho você sente que você não se basta. Você sente falta de alguma coisa. Algo fica incompleto em você. Você não é inteiro. Você precisa de alguém para completá-lo. Daí, o apego. Se você está consciente, você está completo, você é inteiro - o círculo está completo agora, não está faltando nada em você - você não precisa de ninguém. Você, sozinho, sente uma total independência, uma sensação de inteireza.
Isso não quer dizer que você não amará as pessoas; ao contrário, somente você pode amar.
Uma pessoa que seja dependente de você não pode amá-lo: ela o odiará. Uma pessoa que precisa de você não pode amá-lo. Ela o odiará, porque você se torna o cativeiro.
Ela sente que sem você ela não pode viver, sem você ela não pode ser feliz, então, você é a causa das duas coisas, da felicidade e da infelicidade dela. Ela não pode se dar ao luxo de perdê-lo e isso lhe dará uma sensação de aprisionamento: ela é sua prisioneira e se ressentirá disso; ela lutará contra isso.
As pessoas odeiam e amam ao mesmo tempo, mas este amor não pode ser muito profundo. Somente uma pessoa que seja consciente, pode amar, porque esta pessoa não precisa de você.
Mas, então, o amor tem uma dimensão totalmente diferente: ele não é apego, ele não é dependência. A pessoa não é sua dependente e não o fará dependente dela: a pessoa permanecerá uma liberdade e lhe permitirá permanecer uma liberdade.
Vocês serão dois agentes livres, dois seres totais, inteiros, se encontrando. Esse encontro será uma festividade, uma celebração - não uma dependência. Esse encontro será uma alegria, uma brincadeira".
Osho, The Book of the Secrets.
Elisabeth Cavalcante
domingo, 10 de abril de 2011
Você escolhe ou é escolhido?
Que a vida é feita de escolhas, não resta dúvida. Escolhemos a todo o momento, seja consciente ou inconscientemente. Inclusive, até a decisão, também consciente ou não, de não escolher, é uma escolha. E algumas vezes, uma das mais perigosas!
Acontece que, por falta de autoconhecimento ou até mesmo por medo de descobrir que o momento é de espera e de não saber lidar com a ansiedade que esta expectativa provoca, muitas pessoas se deixam escolher e depois simplesmente se lamentam pelas conseqüências, como se nada pudessem ter feito.
Quando se trata de relacionamentos amorosos, a preferência por se deixar escolher é mais frequente do que imaginamos. Talvez seja a razão por que tantas pessoas se dão conta, depois de algum tempo, do quanto poderiam ter evitado algumas catástrofes emocionais, se tivessem sido mais imperativos no momento da escolha, se tivessem dado ouvidos à sua intuição ou aos sinais que a vida mandou... Porque ela sempre manda!
Sim, é verdade que existe um dito popular avisando que "quem muito escolhe acaba escolhido". Entretanto, o lembrete serve para nos alertar sobre o excesso de críticas, o orgulho exagerado ou a análise que paralisa, que impede a tomada de decisão.
Ou seja, o ideal é aprender a calibrar o coração para que não haja nem negligência no ato de decidir se é hora de exercitar o amor ou de esperar, nem um medo sem sentido de tentar de novo. Pessoas carentes demais, que aceitam qualquer relacionamento para aplacar seu pavor de ficar só e ter de encarar a si mesmo e suas limitações, certamente, vão terminar e começar relações sem se questionarem qual o aprendizado, qual o amadurecimento para um futuro encontro que seja mais satisfatório e harmonioso.
Por outro lado, pessoas críticas demais, orgulhosas demais ou que morrem de medo de se entregar a uma relação e vir a sofrer, também pagarão um preço alto, muitas vezes amargando a solidão e se privando da alegria e do privilégio de vivenciar o amor.
Minha sugestão é para que você, em primeiro lugar, tenha muito claro para si o que realmente deseja viver quando o assunto é amor. O que tem para oferecer? Quanto se sente preparado para lidar com as dificuldades que vêm à tona num relacionamento, sejam elas ciúme, insegurança, falta de auto-estima, ausência do outro, diferenças de ritmo, etc.? Quanto já aprimorou sua habilidade de se comunicar, de falar sobre o que sente, o que quer e, principalmente, de ouvir o outro e tentar uma conciliação sempre que necessário?
Depois, com um mínimo de autoconhecimento, sugiro que você se questione e reflita sobre sua noção de merecimento e crenças. Quanto você realmente acredita que merece viver um amor baseado na confiança, na lealdade e na intensidade? Quanto você realmente acredita que possa existir um amor assim? Pode apostar: se você não acredita nesta possibilidade, dificilmente vai viver uma relação que valha a pena, simplesmente porque esta opção não faz parte do seu universo, do seu campo de visão.
E, por último, mais do que ansioso ou distraído, mantenha-se tranqüilo e seguro de que o amor acontecerá no momento certo. Nem antes e nem depois. Não é preciso que você busque desesperadamente. Apenas viva a partir do que existe de melhor em você e permaneça presente, atento ao que acontece ao seu redor. E todo o universo estará conspirando a seu favor, porque, afinal de contas, nascemos para amar e sermos amados.
:: Rosana Braga ::
Raízes do Medo
O medo é, sem dúvida alguma, o maior entrave para que levemos uma vida plena e feliz. Nós o assimilamos muito cedo, ainda na infância, pois, infelizmente, muitos pais utilizam o medo como arma educacional. Ameaçam as crianças com todo tipo de punição para obter obediência.
Portanto, não é à toa que nos condicionamos a temer, inicialmente o castigo, depois a rejeição daqueles de quem dependemos para sobreviver.
Não podemos culpá-los por isso, pois eles também foram educados no medo. Mesmo aqueles que tiveram uma educação mais liberal, sem tanto rigor, acabam contaminados pelo medo que predomina ao seu redor.
A sociedade em que vivemos se baseia no medo para obter o controle sobre as pessoas. Atualmente, a mídia é a principal responsável pela disseminação da energia do medo. Catástrofes e fatalidades recebem um destaque absurdamente exagerado e, quanto maior o grau de inconsciência daqueles que recebem estas informações, mais elevado será o medo.
Todos sabemos que a violência tem se ampliado nos últimos anos; ela é resultado da doença coletiva, do estado de adormecimento em que vive a maior parte da humanidade.
Aqueles que já adquiriram um grau razoável de consciência, precisam atuar como contraponto a esta energia e tentar levar um pouco de luz àqueles com os quais convivem. Mas, sem esquecer de que nem sempre será possível obter uma resposta favorável.
O despertar da consciência só acontece aos que estão prontos. Para muitos, a verdade continuará a passar despercebida, pois eles não serão capazes de enxergá-la. E não há nada que possamos fazer quanto a isto.
Mas devemos continuar tentando ampliar a corrente dos despertos, sempre e a cada dia, com a esperança renovada de que, aos poucos, mais e mais gotas se juntarão a este oceano.
"...Uma pessoa amadurecida deve desconectar-se de tudo que estiver relacionado com o medo.
É assim que a maturidade chega. Apenas observe todos os seus atos, todas as suas crenças e descubra se elas estão baseadas na realidade, na experiência, ou se estão baseadas no medo.
E qualquer coisa baseada no medo precisa ser imediatamente abandonada, sem um segundo pensamento. É uma armadura. Não posso dissolvê-la. Só posso simplesmente lhe mostrar como você pode abandoná-la.
Continuamos a viver a partir do medo - e assim vamos envenenando toda experiência. Amamos alguém, mas com base no medo: isso se deteriora, envenena. Buscamos a verdade, mas se a busca tiver base no medo, então você não irá encontrá-la.
O que quer que faça, lembre-se de uma coisa: Com base no medo você não irá crescer. Você irá apenas encolher e morrer. O medo está a serviço da morte.
...Uma pessoa destemida possui tudo que a vida quer lhe dar como um presente. Agora não há mais nenhuma barreira. Você será banhado com presentes, e tudo que você fizer terá um vigor, uma força, uma certeza, um tremendo sentimento de autoridade.
Um homem vivendo com base no medo está sempre tremendo por dentro. Ele está continuamente a ponto de ficar louco, porque a vida é imensa, e se você estiver continuamente com medo... E há todo tipo de medo. Você pode fazer uma lista enorme, e você ficará surpreso de quantos medos estão lá - e você ainda está vivo! Há infecções por toda parte, doenças, perigos, seqüestros, terroristas... E uma vida tão pequena. E finalmente existe a morte, a qual você não pode evitar. Toda sua vida ficará em trevas.
Abandone o medo! O medo foi inconscientemente adquirido por você na sua infância; agora, abandone-o conscientemente e amadureça. E, então, a vida pode ser uma luz que vai se aprofundando à medida que você vai crescendo".
Osho, Extraído de: Beyond Psychology.
:: Elisabeth Cavalcante ::
A difícil arte de amar ao próximo!
A arte de amar, habilidade humana que expressa, acima de tudo, sentimentos, mas também desejo e transcendência, é um aprendizado que o homem busca desde tempos imemoriais.
Durante a sua longa trajetória sobre a face da Terra, o ser inteligente confundiu amor com paixão e posse. Essa confusão permanece em pleno século 21, muito em função do principal vício do ego, que é o apego excessivo a si mesmo, em detrimento de interesses alheios, chamado egoísmo.
Em decorrência do egoísmo, surge o egocentrismo, ou seja, o eu observado como o centro da vida que acompanha o ser dotado de livre-arbítrio até os dias atuais, nublando a sua visão e limitando a percepção a respeito do amor.
A incompreensão do amor, fundamentada em fatores psíquicos e espirituais que se combinam, resultam no ser inseguro, carente, que procura no outrem a satisfação que não encontra em si mesmo.
Amar a si mesmo é tão difícil como amar ao próximo sem interesse de posse ou uso pessoal. No entanto, essa é a "regra" para amar e nos sentirmos, verdadeiramente, amados.
O desafio de aprender a amar, passa pelo exercício de desapego do eu e seus mais conhecidos vícios, o egoísmo e o orgulho, pois, conhecer a si mesmo é conhecer o outrem o suficiente para entender que somos todos iguais, tanto nas experiências de sofrimento e dor, quanto nas experiências de alegria e amor.
O desprendimento do eu, associado à sensação de igualdade é a energia que move os espíritos comprometidos com a caridade humana. A visão de amor além de nossas necessidades básicas ou narcísicas, representa um considerável avanço do espírito no sentido de seu amadurecimento. Estágio que alcançaram espíritos como Chico Xavier, Madre Teresa de Calcutá e Francisco de Assis, entre outros.
No âmbito do trabalho voluntário, tudo é válido quando a vontade é o amor que move as intenções. Nessas situações, de transparência e abnegação, a tarefa flui com a ajuda invisível da Fonte Universal.
Trabalhar em centros espiritualistas de cura, por exemplo, é uma das experiências mais gratificantes para aquele que busca o aprendizado do amor em outro nível. Lidar com os mais diversos casos que se apresentam nas cabines de atendimento, e praticar o amor ao próximo, intuído ou orientado pela invisível energia, é uma experiência inesquecível.
São médiuns professores, profissionais liberais, donas de casa, aposentados, estudantes, entre outros, que se reúnem em nome do Amor Maior para o atendimento dos mais variados casos, desde os mais simples aos mais complexos. Nas paredes das salas de atendimento, as imagens de Jesus Cristo e Bezerra de Menezes... e a presença "invisível" das equipes espirituais que orientam o trabalho mediúnico.
"Onde estiverem dois ou mais reunidos em meu nome, lá eu estarei" (Jesus Cristo).
Para compreendermos o amor na sua amplitude e completude, devemos praticar o amor não egóico, aquele que nos aproxima do outrem sem interesses que não seja o de ajudar. E no âmbito da caridade associado ao trabalho voluntário, à medida que vivenciamos a tarefa em prol do próximo ou de uma causa nobre, a difícil arte de amar passa a ser melhor compreendida e aplicada no dia a dia de nossas vidas. Tudo é uma questão de aprendizado e mérito.
O merecimento é o prêmio pelas pequenas conquistas do espírito em seu processo evolutivo. Nada muito diferente do que acontece na nossa experiência vital, quando atingimos metas após superar dificuldades encontradas pelo caminho.
E o prêmio para aquele que busca o aprendizado no amor, é o conhecimento adquirido com a prática fundamentada na humildade de servir. Bônus espiritual que lhe proporcionará um melhor nível de lucidez e discernimento em relação ao significado da vida.
Lucidez e discernimento que representam, a médio e longo prazo existencial, uma gama de benefícios, a começar pela conquista do equilíbrio psíquico-espiritual - a paz interior - que é a ferramenta de cura de nossas atávicas imperfeições...
Na teia da vida universal, somos um todo indivizível, e a arte de amar ao próximo como a nós mesmos, a maior conquista do espírito imortal.
www.flaviobastos.com
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