domingo, 10 de abril de 2011
Você escolhe ou é escolhido?
Que a vida é feita de escolhas, não resta dúvida. Escolhemos a todo o momento, seja consciente ou inconscientemente. Inclusive, até a decisão, também consciente ou não, de não escolher, é uma escolha. E algumas vezes, uma das mais perigosas!
Acontece que, por falta de autoconhecimento ou até mesmo por medo de descobrir que o momento é de espera e de não saber lidar com a ansiedade que esta expectativa provoca, muitas pessoas se deixam escolher e depois simplesmente se lamentam pelas conseqüências, como se nada pudessem ter feito.
Quando se trata de relacionamentos amorosos, a preferência por se deixar escolher é mais frequente do que imaginamos. Talvez seja a razão por que tantas pessoas se dão conta, depois de algum tempo, do quanto poderiam ter evitado algumas catástrofes emocionais, se tivessem sido mais imperativos no momento da escolha, se tivessem dado ouvidos à sua intuição ou aos sinais que a vida mandou... Porque ela sempre manda!
Sim, é verdade que existe um dito popular avisando que "quem muito escolhe acaba escolhido". Entretanto, o lembrete serve para nos alertar sobre o excesso de críticas, o orgulho exagerado ou a análise que paralisa, que impede a tomada de decisão.
Ou seja, o ideal é aprender a calibrar o coração para que não haja nem negligência no ato de decidir se é hora de exercitar o amor ou de esperar, nem um medo sem sentido de tentar de novo. Pessoas carentes demais, que aceitam qualquer relacionamento para aplacar seu pavor de ficar só e ter de encarar a si mesmo e suas limitações, certamente, vão terminar e começar relações sem se questionarem qual o aprendizado, qual o amadurecimento para um futuro encontro que seja mais satisfatório e harmonioso.
Por outro lado, pessoas críticas demais, orgulhosas demais ou que morrem de medo de se entregar a uma relação e vir a sofrer, também pagarão um preço alto, muitas vezes amargando a solidão e se privando da alegria e do privilégio de vivenciar o amor.
Minha sugestão é para que você, em primeiro lugar, tenha muito claro para si o que realmente deseja viver quando o assunto é amor. O que tem para oferecer? Quanto se sente preparado para lidar com as dificuldades que vêm à tona num relacionamento, sejam elas ciúme, insegurança, falta de auto-estima, ausência do outro, diferenças de ritmo, etc.? Quanto já aprimorou sua habilidade de se comunicar, de falar sobre o que sente, o que quer e, principalmente, de ouvir o outro e tentar uma conciliação sempre que necessário?
Depois, com um mínimo de autoconhecimento, sugiro que você se questione e reflita sobre sua noção de merecimento e crenças. Quanto você realmente acredita que merece viver um amor baseado na confiança, na lealdade e na intensidade? Quanto você realmente acredita que possa existir um amor assim? Pode apostar: se você não acredita nesta possibilidade, dificilmente vai viver uma relação que valha a pena, simplesmente porque esta opção não faz parte do seu universo, do seu campo de visão.
E, por último, mais do que ansioso ou distraído, mantenha-se tranqüilo e seguro de que o amor acontecerá no momento certo. Nem antes e nem depois. Não é preciso que você busque desesperadamente. Apenas viva a partir do que existe de melhor em você e permaneça presente, atento ao que acontece ao seu redor. E todo o universo estará conspirando a seu favor, porque, afinal de contas, nascemos para amar e sermos amados.
:: Rosana Braga ::
Raízes do Medo
O medo é, sem dúvida alguma, o maior entrave para que levemos uma vida plena e feliz. Nós o assimilamos muito cedo, ainda na infância, pois, infelizmente, muitos pais utilizam o medo como arma educacional. Ameaçam as crianças com todo tipo de punição para obter obediência.
Portanto, não é à toa que nos condicionamos a temer, inicialmente o castigo, depois a rejeição daqueles de quem dependemos para sobreviver.
Não podemos culpá-los por isso, pois eles também foram educados no medo. Mesmo aqueles que tiveram uma educação mais liberal, sem tanto rigor, acabam contaminados pelo medo que predomina ao seu redor.
A sociedade em que vivemos se baseia no medo para obter o controle sobre as pessoas. Atualmente, a mídia é a principal responsável pela disseminação da energia do medo. Catástrofes e fatalidades recebem um destaque absurdamente exagerado e, quanto maior o grau de inconsciência daqueles que recebem estas informações, mais elevado será o medo.
Todos sabemos que a violência tem se ampliado nos últimos anos; ela é resultado da doença coletiva, do estado de adormecimento em que vive a maior parte da humanidade.
Aqueles que já adquiriram um grau razoável de consciência, precisam atuar como contraponto a esta energia e tentar levar um pouco de luz àqueles com os quais convivem. Mas, sem esquecer de que nem sempre será possível obter uma resposta favorável.
O despertar da consciência só acontece aos que estão prontos. Para muitos, a verdade continuará a passar despercebida, pois eles não serão capazes de enxergá-la. E não há nada que possamos fazer quanto a isto.
Mas devemos continuar tentando ampliar a corrente dos despertos, sempre e a cada dia, com a esperança renovada de que, aos poucos, mais e mais gotas se juntarão a este oceano.
"...Uma pessoa amadurecida deve desconectar-se de tudo que estiver relacionado com o medo.
É assim que a maturidade chega. Apenas observe todos os seus atos, todas as suas crenças e descubra se elas estão baseadas na realidade, na experiência, ou se estão baseadas no medo.
E qualquer coisa baseada no medo precisa ser imediatamente abandonada, sem um segundo pensamento. É uma armadura. Não posso dissolvê-la. Só posso simplesmente lhe mostrar como você pode abandoná-la.
Continuamos a viver a partir do medo - e assim vamos envenenando toda experiência. Amamos alguém, mas com base no medo: isso se deteriora, envenena. Buscamos a verdade, mas se a busca tiver base no medo, então você não irá encontrá-la.
O que quer que faça, lembre-se de uma coisa: Com base no medo você não irá crescer. Você irá apenas encolher e morrer. O medo está a serviço da morte.
...Uma pessoa destemida possui tudo que a vida quer lhe dar como um presente. Agora não há mais nenhuma barreira. Você será banhado com presentes, e tudo que você fizer terá um vigor, uma força, uma certeza, um tremendo sentimento de autoridade.
Um homem vivendo com base no medo está sempre tremendo por dentro. Ele está continuamente a ponto de ficar louco, porque a vida é imensa, e se você estiver continuamente com medo... E há todo tipo de medo. Você pode fazer uma lista enorme, e você ficará surpreso de quantos medos estão lá - e você ainda está vivo! Há infecções por toda parte, doenças, perigos, seqüestros, terroristas... E uma vida tão pequena. E finalmente existe a morte, a qual você não pode evitar. Toda sua vida ficará em trevas.
Abandone o medo! O medo foi inconscientemente adquirido por você na sua infância; agora, abandone-o conscientemente e amadureça. E, então, a vida pode ser uma luz que vai se aprofundando à medida que você vai crescendo".
Osho, Extraído de: Beyond Psychology.
:: Elisabeth Cavalcante ::
A difícil arte de amar ao próximo!
A arte de amar, habilidade humana que expressa, acima de tudo, sentimentos, mas também desejo e transcendência, é um aprendizado que o homem busca desde tempos imemoriais.
Durante a sua longa trajetória sobre a face da Terra, o ser inteligente confundiu amor com paixão e posse. Essa confusão permanece em pleno século 21, muito em função do principal vício do ego, que é o apego excessivo a si mesmo, em detrimento de interesses alheios, chamado egoísmo.
Em decorrência do egoísmo, surge o egocentrismo, ou seja, o eu observado como o centro da vida que acompanha o ser dotado de livre-arbítrio até os dias atuais, nublando a sua visão e limitando a percepção a respeito do amor.
A incompreensão do amor, fundamentada em fatores psíquicos e espirituais que se combinam, resultam no ser inseguro, carente, que procura no outrem a satisfação que não encontra em si mesmo.
Amar a si mesmo é tão difícil como amar ao próximo sem interesse de posse ou uso pessoal. No entanto, essa é a "regra" para amar e nos sentirmos, verdadeiramente, amados.
O desafio de aprender a amar, passa pelo exercício de desapego do eu e seus mais conhecidos vícios, o egoísmo e o orgulho, pois, conhecer a si mesmo é conhecer o outrem o suficiente para entender que somos todos iguais, tanto nas experiências de sofrimento e dor, quanto nas experiências de alegria e amor.
O desprendimento do eu, associado à sensação de igualdade é a energia que move os espíritos comprometidos com a caridade humana. A visão de amor além de nossas necessidades básicas ou narcísicas, representa um considerável avanço do espírito no sentido de seu amadurecimento. Estágio que alcançaram espíritos como Chico Xavier, Madre Teresa de Calcutá e Francisco de Assis, entre outros.
No âmbito do trabalho voluntário, tudo é válido quando a vontade é o amor que move as intenções. Nessas situações, de transparência e abnegação, a tarefa flui com a ajuda invisível da Fonte Universal.
Trabalhar em centros espiritualistas de cura, por exemplo, é uma das experiências mais gratificantes para aquele que busca o aprendizado do amor em outro nível. Lidar com os mais diversos casos que se apresentam nas cabines de atendimento, e praticar o amor ao próximo, intuído ou orientado pela invisível energia, é uma experiência inesquecível.
São médiuns professores, profissionais liberais, donas de casa, aposentados, estudantes, entre outros, que se reúnem em nome do Amor Maior para o atendimento dos mais variados casos, desde os mais simples aos mais complexos. Nas paredes das salas de atendimento, as imagens de Jesus Cristo e Bezerra de Menezes... e a presença "invisível" das equipes espirituais que orientam o trabalho mediúnico.
"Onde estiverem dois ou mais reunidos em meu nome, lá eu estarei" (Jesus Cristo).
Para compreendermos o amor na sua amplitude e completude, devemos praticar o amor não egóico, aquele que nos aproxima do outrem sem interesses que não seja o de ajudar. E no âmbito da caridade associado ao trabalho voluntário, à medida que vivenciamos a tarefa em prol do próximo ou de uma causa nobre, a difícil arte de amar passa a ser melhor compreendida e aplicada no dia a dia de nossas vidas. Tudo é uma questão de aprendizado e mérito.
O merecimento é o prêmio pelas pequenas conquistas do espírito em seu processo evolutivo. Nada muito diferente do que acontece na nossa experiência vital, quando atingimos metas após superar dificuldades encontradas pelo caminho.
E o prêmio para aquele que busca o aprendizado no amor, é o conhecimento adquirido com a prática fundamentada na humildade de servir. Bônus espiritual que lhe proporcionará um melhor nível de lucidez e discernimento em relação ao significado da vida.
Lucidez e discernimento que representam, a médio e longo prazo existencial, uma gama de benefícios, a começar pela conquista do equilíbrio psíquico-espiritual - a paz interior - que é a ferramenta de cura de nossas atávicas imperfeições...
Na teia da vida universal, somos um todo indivizível, e a arte de amar ao próximo como a nós mesmos, a maior conquista do espírito imortal.
www.flaviobastos.com
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Estudo mostra que ioga acalma ritmo cardíaco e reduz ansiedade
As pessoas com ritmo cardíaco irregular podem ver os episódios de crise reduzidos à metade caso adotem a ioga de maneira regular, revela um estudo publicado nos Estados Unidos. Fazer ioga três vezes por semana também reduz a depressão e a ansiedade, ao mesmo tempo que aumenta o bem-estar social em mental, segundo o estudo apresentado em uma conferência de cardiologia em Nova Orleans.
"Ao que parece a ioga tem um efeito significativo em ajudar a regular o ritmo cardíaco dos pacientes e melhora a qualidade de vida em geral", disse o principal autor do estudo, Dhanunjaya Lakkireddy, professor associado de Medicina da Universidade de Kansas. O estudo acompanhou 49 pacientes que sofrem de fibrilação atrial, uma afecção de ritmo cardíaco irregular que acontece quando os sinais elétricos naturais do coração disparam de maneira desorganizada, provocando agitação dos batimentos cardíacos.
Durante os três primeiros meses do estudo, os pacientes seguiram suas rotinas de exercícios habituais. Nos três meses seguintes, os pacientes fizeram três sessões de ioga por semana com um instrutor certificado. Além disso, foram estimulados a praticá-la em casa com a ajuda de um DVD instrutivo. "A ioga reduziu significativamente os episódios de ritmo cardíaco irregular, à quase metade na média. Também reduziu os índices de depressão e ansiedade, além de ter melhorado a função física, a saúde geral, a vitalidade, o funcionamento social e a saúde mental.
domingo, 3 de abril de 2011
Afastando os Fantasmas da Desilusão
Nosso eu mais profundo trava uma dura batalha dentro deste panorama violento, conturbado, cruel, da dimensão em que vivemos. Se quisermos alcançar consciência e nos purificar deixando para trás qualquer resquício de karma, precisamos de muita força, coragem, discernimento, e amor para encontrarmos soluções que nos permitam enfrentar essa difícil caminhada e, acima de tudo, ter confiança no Plano Divino para nos encorajar a não perder a fé no ser humano.
Esse ambiente hostil de impunidade sustenta o homem tridimensional, que não coloca como prioridade na sua vida a integridade e a verdade, a falta de princípios éticos e morais, o uso correto da sensibilidade e da percepção, o que lhes dificulta galgar os degraus evolutivos.
Muitas vezes, o nosso espírito, descontente, cansado e desiludido de viver nessa matéria, refugia-se na alienação e na passividade, outras ainda, rebela-se encenando papéis que nunca pensou um dia ser necessário, como usar a roupagem do materialismo. Nenhuma das duas opções significa equilíbrio, exigido pelo Criador do universo.
Somente quando estamos sintonizados com nossa Divina Presença somos capazes de servir. Só alcançamos a vitória plenos de luz alicerçando nossos aprendizados na conexão com a Fonte.
Às vezes nos deixamos abater pelo desânimo, saudade, e sentimos até aversão pela matéria e isso não contribui em nada para nossa escalada evolutiva.
Só adiamos aprendizados importantes entrando na sintonia negativa do desejo, às vezes incontrolável, de nos despojarmos desse corpo e galgarmos outras dimensões, sem dor e sem sofrimento.
Somos importantes aqui nesse plano denso, para servirmos de veículo para o trabalho dos Seres de Luz, e como é difícil encontrar esse equilíbrio! Aprender a olhar a beleza, a perfeição contidas na essência de todas as coisas, todas as pessoas e da natureza, e acompanharmos o movimento do planeta, que cresce para uma dimensão de amor e sabedoria, é a solução.
Afastarmos o fantasma da desilusão olhando para um movimento que também está acontecendo, paralelamente, ao movimento "físico" do planeta, e, que pouco se comenta, no entanto, é ele, o maior responsável pelas mudanças em todos os níveis para todos os seres humanos. É o movimento interno, que estimulado pelo movimento planetário, acontece com todos nós, acreditando ou não. Somos forçados a mudar, a crescer, a evoluir, com dor e sofrimento ou com amor e sabedoria.
A aura planetária está se rompendo e diluindo todos os "véus" que impediam que víssemos todos os aspectos mais profundos de nós mesmos, dos nossos irmãos, e das situações, com mais clareza e com verdade, e, infelizmente, somos levados a nos confrontar conosco mesmos e com todos à nossa volta, sem máscaras, pois, elas caem sem dó e nem piedade.
Nessa nova vibração, ficamos vulneráveis a nós mesmos, a tudo, e a todos. Tudo que um dia foi importante perde a sua relevância. Aquilo que foi construído em bases antes estáveis, quebra-se. O que estava no escuro, é agora iluminado . Ou nos ajustamos para viver realidades mais saudáveis aprendendo a usar toda a luz disponível, ou criamos um verdadeiro caos à nossa volta, com a finalidade de mantermos as crenças de quem somos. É uma questão de escolha e ela implica em responsabilidade e atitudes corretas.
O ser humano sempre preferiu a fantasia, à realidade, mas, paga um preço muito alto pela sua escolha. A hora é de sair da ilusão!
Mestre El Morya no livro Espiral Crístico diz: "é possível ver a beleza e a perfeição, mas, para isso tendes de dar vosso testemunho de protesto contra as injustiças, a violência e a maldade que ferem a dignidade de vosso espírito, atuando como cidadãos para reverterem estas situações. Aqueles que se esforçam em servir são os verdadeiros arautos da nova era, comparados àqueles que além de não servirem à verdade, só sabem julgar. Sereis merecedores de bênçãos e dádivas proporcionais às vossas obras, sem distinções".
Seremos forçados a ver além das aparências e aprender a confiar "nas nossas percepções" e esse será o maior desafio a enfrentar, caso sejamos teimosos, pois as conseqüências serão muito sérias. Verdade, responsabilidade e integridade, segundo nosso coração, nas escolhas que fazemos.
Quanto mais alto é o nosso padrão de honestidade, verdade, decência e honra, maior a chance de errar, se não confiarmos no que diz o coração.
Nosso desafio será manter o equilíbrio para discernir quem é quem, e sair do comodismo do silêncio para ajudar a limpar a aura do planeta de tudo e de todos os que ferem a sua dignidade.
Vera Godoy
por El Morya Luz da Consciência - nucleo.elmorya@terra.com.br
Texto revisado
Auto-acolhimento
Não importa a razão: quando nos sentimos desajustados em nós mesmos, tornamo-nos reféns de nossa própria autocrítica. Muitas vezes, quando passamos alguma vergonha (seja por algum motivo relevante ou não) ficamos presos a um estado interno que nos coloca cada vez mais para baixo. O mesmo pode ocorrer quando somos agredidos ou simplesmente fomos mal atendidos.
Quando o desconforto próprio ou alheio entra dentro de nós, só nos resta cuidar deste mal-estar. Se os outros (ou nós mesmos) nos tratam mal, ainda assim, podemos nos tratar bem! A alavanca para mudar este sistema é saber nos auto-acolher.
Auto-acolhimento é estar disponível para nós mesmos: abrir espaço interior para nos recebermos. Mas, se nossa linguagem interna soar hostil, não iremos querer nos auto-escutar. Naturalmente, se nos sentirmos desconfortáveis, vamos querer cair fora, mas para onde ir quando o mal-estar está instalado em nosso íntimo?
A primeira coisa a fazer é parar de nos colocar para baixo. Dizer a nós mesmos repetidas vezes: "Ok, isso de fato ocorreu, agora cabe a mim diluir esse impacto, escolho me auto-acolher". Quando agimos assim, acionamos nossa base interna de segurança, pois, passamos a estar disponíveis para nos receber ao invés de nos criticarmos ainda mais.
Auto-acolher-se não quer dizer ser condescendente com os próprios erros. Mas, sim, tratar a nós mesmos com gentileza à medida em que admitimos nossas falhas.
Auto-acolher-se não quer dizer justificar nossa fraqueza como vítimas de consequências injustas. Mas, sim, dar a nós mesmos a chance de nos levantarmos assim que caímos.
Quando pararmos de nos rejeitar, conseguiremos nos aproximar de nós mesmos a ponto de escutar nossas reais necessidades internas. A questão é que muitas vezes estamos tão sobrecarregados pela sensação de não nos sentirmos atendidos, que sequer conseguimos escutar nossos pedidos internos. Mas, à medida em que permanecemos ao nosso lado, mesmo que inconformados com o ocorrido, passamos a nos escutar.
Validar nossas necessidades é outra forma de nos auto-acolher. Depois que reconhecemos o direito de nos darmos algo, agora precisamos agir de modo coerente para recebê-lo. Se quisermos ser respeitados em nossos limites, precisaremos inicialmente ser sinceros para reconhecê-los.
Por exemplo, muitas vezes dizemos sim, quando na realidade queríamos dizer não, simplesmente porque não levamos a sério nossos limites e necessidades. Isso ocorre porque não aprendemos a escutá-los. O medo de lidar com a decepção alheia é um reflexo da incapacidade de nos auto-acolhermos diante de nossos próprios limites!
Portanto, podemos sempre ampliar nossas possibilidades internas na medida em que nos mantivermos em contato com nossa base interior. Esta não é uma atitude egocentrada, na qual o outro não é levado em consideração. Mas simplesmente parte do processo diário do desenvolvimento interior. Sabermos nos respeitar é uma forma saudável de liberarmos o outro de nossas expectativas exageradas.
Quando nos auto-acolhemos, podemos ser quem somos. Livres da pressão interna de corresponder a expectativas que ainda não estamos prontos para cumprir, podemos relaxar e gradualmente gerar novas forças para seguir adiante. Uma vez confortáveis com nossa base interior, podemos nos preparar para receber melhor o outro, seja em sua alegria ou desconforto...
:: Bel Cesar
No Alvorecer de uma Nova Era
Jesus é meu Mestre e procuro fazer Dele o amigo de todos os instantes. Para isto, não preciso dizer preces decoradas, mas mantenho Sua imagem em minha tela mental e conto-Lhe meus problemas, dúvidas, as alegrias e as tristezas. Sinto que me acompanha para onde vou. A intimidade que criei com esta presença amorosa e forte é muito profunda e tem sido a minha força para vencer todos os obstáculos que surgiram em minha vida até hoje.
É claro que, como qualquer amizade, esta vai aumentando à medida que eu O busco e consulto. Um dia, que jamais esquecerei, enquanto estava vivendo um momento muito difícil, por ter tido uma grande decepção, dessas em que nos preparamos para vencer e isto não acontece, entrando em desespero, chorando muito, ouvi uma voz interior muito sutil, que me perguntou: O que Jesus faria se estivesse passando por este momento? Na mesma hora, senti-me envergonhada, pois tinha a certeza de que Ele não choraria como eu e não daria, àquele momento, a importância que eu estava dando. Imediatamente me recompus, agradeci à voz sábia que me soprou aquela pergunta e me senti mais calma para continuar no meu caminho.
A partir daquele momento, jamais me esqueço, em qualquer momento difícil, de me perguntar: O que Jesus faria em meu lugar? Fico mais fortalecida, mais confiante, mais corajosa, depois disto e vou em frente.
Jesus não veio até nosso pequeno planeta para nos dar um exemplo inatingível, mas para nos assegurar de que, mesmo sendo imperfeitos, podemos tentar melhorar. Podemos manter uma aliança constante com o divino em nós e assim nos sentir fortes como um gigante e doces como uma cotovia...
Ele é nosso irmão mais iluminado e nos mostrou, de forma muito simples, como caminhar. Sem tanto peso das posses materiais, amando muito, participando integralmente da vida dos nossos irmãos, sem quaisquer preconceitos, confiando no Pai que é o Amor Universal que nos criou e habita em nós e em tudo à nossa volta. Pois nada acontece sem o consentimento desta infalível ordem cósmica, nada... E a lei da causa e efeito vai traçando o nosso futuro, a cada fração de segundo.
Quando todos estão contra nós, de forma ingrata e nos sentimos injustiçados e abandonados, lembremos que JESUS SABE! Basta isto, para que nos acalmemos e sigamos em frente, cientes de que jamais estamos sós, a não ser que queiramos isto, afastando-nos de nossa essência, e de nosso grande amigo irmão, Jesus.
Momentos de mudança são acompanhados de muita energia positiva, muita luz é derramada em todos os locais deste planeta e a ajuda chega aos borbotões, para todos os que confiam no Bem, na Verdade, em Jesus, no Amor, na Justiça infalível da Vida! (Evito colocar a palavra Deus, porque ela está sempre nos reportando a uma noção para mim errada da Força da Vida que não está fora de nós, mas EM NÓS E EM TUDO).
Aproveitemos estes tempos de tantas dores, para nos firmarmos na aliança com Jesus. ELE SABE de tudo que acontece, Ele preside a tudo que está por acontecer, Ele é amigo de quem Lhe procura e mesmo de quem não acredita Nele. Mesmo os que desencarnam em decorrência de tantas catástrofes estão sendo amorosamente recebidos por Ele, que é o Governador desta nossa casa planetária.
E vivamos a paz da certeza de que o aparente caos é uma tremenda justiça e um portal de luz que se abre, para permitir a entrada das energias renovadoras de uma Nova Aurora!
Bem-vinda seja a Terra regenerada, onde irmãos se amarão e respeitarão e não viverão numa eterna competição, pois cada um sempre teve o seu lugar devido, mas não sabia...
Nossas crianças estão chegando como Anjos de Luz! Espero que todos nós saibamos respeitá-las e amá-las como precisam e merecem, pois com elas está o conhecimento e a sabedoria que irão, pouco a pouco, modificando o modus vivendi e todos nós.
Ao invés de focarmos a destruição e a dor, que tal darmos as mãos a Jesus e a todos que O reconhecem e confiantes caminharmos, amando e aguardando o raiar de um novo dia, que se anuncia por mil vozes de irmãos de outros planos e dimensões, que através de sensitivos, em todos os cantos deste nosso mundo, nos falam desta mudança tão esperada e que já está se instalando?
O que Jesus faria meu amigo, neste momento? Certamente, procuraria um local calmo e conversaria com o divino e ficaria tranqüilo, no seu caminhar sereno. Ele sabe de tudo! Confiemos. Nada está acontecendo sem o Seu consentimento. Ajudemos de todas as formas que forem possíveis, aos mais atingidos pelas calamidades, sem nos esquecer de que somos campos energéticos e eles também e que um pensamento de amor sincero atinge o seu alvo instantaneamente.
Texto revisado
por Maria Cristina Tanajura - tinatanajura@terra.com.br
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