segunda-feira, 26 de março de 2012
A Energia Segue o Pensamento
Na sociedade atual nos encontramos constantemente com o conceito de energia. Entretanto, pouca gente se detém a considerar quê se entende por este termo.
A palavra vem do grego “energos”, que significa “ativo”. A energia é, portanto, a capacidade para a atividade vital e, desde tempos remotos, este conceito de energia vem sendo aplicando a uma área cada vez maior de conhecimentos e atividades humanas. Durante muito tempo, este conceito foi utilizado em relação com acontecimentos físicos, e mais tarde entrou também na formação de outros campos, tais como a psicologia, a economia e a sociologia. Do conceito de energia como uma força viva distribuída de forma geral, uma linha direta de desenvolvimento nos conduz a todas as diferentes esferas da vida humana.
O conceito científico de energia tem sido aquele em que mais se desenvolveu e utilizou o conceito de energia. A ideia de que tudo é energia, em estados e condições mutáveis, deu lugar a uma síntese no pensamento científico e a uma nova compreensão das forças do universo. Isto nem sempre foi assim. No Século XIX a energia era considerada como o resultado do movimento de corpos ou partículas materiais (energia cinética ou atual) ou como resultado da posição de um fragmento de matéria em relação a outros fragmentos de matéria (energia potencial). Expressou-se isto por meio de duas grandes leis: a lei da Conservação da Massa, que em resumo expressava que a massa (a quantidade de matéria num corpo) era indestrutível, e a lei da Conservação da Energia, que basicamente postulava que a soma total de energia no universo era constante.
Considerava-se que os conceitos de massa ou matéria e de energia eram independentes, e destes dois conceitos acreditava-se que o da matéria era o mais básico e fundamental para nossa compreensão do universo. Mas em 1905 Einstein demonstrou com sua “teoria especial da relatividade” que a massa em si mesma é uma forma de energia, que a massa e a energia são de fato intercambiáveis, e que se relacionam segundo a fórmula E=mc2, onde “E” é igual energia, “m” é igual massa, e “c” é igual velocidade da luz. Assim, “se a matéria se desfaz de sua massa e viaja à velocidade da luz, recebe a denominação de energia. E, o inverso, se a energia se solidifica e imobiliza, podendo-se determinar sua massa, recebe o nome de matéria” (O Universo e o Dr. Einstein, de Lincoln Barnett). A lei da Conservação da Massa teve que abandonar o lugar preponderante onde foi colocada, para que o conceito de Energia assumisse sua legítima importância.
O Corpo Etérico
Graças a esta teoria especial da relatividade foi possível provar, cientificamente, que no universo físico conhecido tudo é energia. Este descobrimento desacreditou os conceitos e explicações materialistas sobre o universo. Porque nada existe no universo manifestado planetário solar ou nos diversos reinos da natureza que não possua uma forma de energia, sutil e intangível e, sem embargo, substancial. Considera-se que tudo o que existe é energia; o manifestado é expressão de um conglomerado de energias, com algumas das quais se constroem formas, outras constituem o meio em que tais formas vivem, se movem e têm seu ser, e ainda há outras no processo de vivificar tanto as formas como o meio em que se desenvolvem. Deve ser recordado que as formas existem dentro de outras formas. Uma pessoa, sentada em seu aposento, é uma forma dentro de outra forma; o aposento em si mesmo é uma forma dentro de uma residência e essa residência (por sua vez outra forma) é, provavelmente, uma mais entre muitas outras similares, colocadas umas por sobre as outras, ou também umas ao lado de outras, constituindo entre todas uma forma ainda maior. Entretanto, todas estas diversas formas estão compostas de substância tangível que, quando coordenada e agrupada segundo algum desenho conhecido ou ideia na mente de algum pensador, cria uma forma material. Esta substância tangível está composta de energias vivas, que vibram ao se relacionar uma com as outras e que, ao mesmo tempo, mantém sua qualidade própria e a vida que as caracteriza.
Vivemos imersos num oceano de energias, embora nem sempre somos conscientes deste fato. Nós mesmos somos um cúmulo de energias, as quais se encontram intimamente inter-relacionadas e constituem o corpo sintético de nosso planeta. A este corpo energético denominamos etérico. O corpo energético etérico de cada ser humano é uma parte integrante do corpo etérico planetário e, consequentemente, do sistema solar. Deste modo, cada ser humano está relacionado, essencialmente, com todas as demais expressões divinas da vida, sejam pequenas ou grandes. De fato, o corpo energético de qualquer forma da natureza é parte integrante da forma substancial da vida universal única, do próprio Deus.
O corpo etérico não é nenhuma outra coisa senão energia. Sua função é receber e transmitir impulsos energéticos de distintas classes e graus, pondo-se em atividade graças a estes impulsos ou correntes de força. Proporciona a base necessária para os distintos tipos e níveis de interação telepática e para todas as formas de trabalho subjetivo e relações entre grupos e indivíduos. O corpo etérico também proporciona o nexo entre os impulsos mentais e emocionais, assim como o mundo da forma física exterior. As energias estão constantemente circulando através da rede do corpo etérico, condicionando e determinando a expressão externa, assim como as atividades e qualidades de todas as formas viventes. Isto é aplicável tanto aos seres humanos, individualmente, como aos grupos, à humanidade em conjunto, ao planeta e também mais além deste.
Fundamentos do Plano
As circunstâncias e acontecimentos do mundo externo são produto das energias dominantes que circulam no corpo planetário etérico em cada período particular da história mundial. Até há pouco tempo, a maioria dos homens e mulheres respondiam, principalmente, à energia do impulso emocional. Eram realmente poucas as pessoas receptivas à energia mental e aos padrões de pensamento. Entretanto, esta situação mudou rapidamente a partir do Século XX. Graças aos modernos sistemas educacionais, milhões de pessoas desenvolveram e estão desenvolvendo o poder de pensar e manejar a energia do pensamento. Aqueles que podem registrar e ceder a estes impulsos e padrões de pensamento que portam as sementes da cultura e civilização do mundo e que procedem da Mente Universal são na atualidade o suficientemente numerosos para formar um grupo mundial.
Diz-se que “o que está acontecendo no mundo, hoje em dia, vem determinado pelas ideias” e isto pode ser observado, claramente, nestes momentos. As pessoas que possuem algum conhecimento sobre o poder do pensamento, sobre os efeitos das correntes de energia mental, que fluem da mente, enfrentam uma situação de grande responsabilidade e que por sua vez lhes proporcionam uma grande oportunidade. Os pensamentos são energia e a energia segue o pensamento. Esta é a base de todo trabalho criador no plano mental. Se uma pessoa cujos pensamentos refletem a verdade pode transformar o clima mental do meio ambiente. Da mesma maneira, os pensamentos egoístas, não controlados ou destrutivos, podem envenenar a atmosfera mental. Nossos pensamentos são mais poderosos do que, geralmente, se acredita. Daí a necessidade de um uso criativo e construtivo deste poder.
O universo é a expressão de um plano e propósitos divinos. Não é uma “concorrência fortuita de átomos”, mas o desenvolvimento de um elevado desenho ou padrão. Quando nos tornamos conscientes da necessidade de que formas de energias positivas e construtivas circulem, nos convertemos em colaboradores conscientes do Plano Divino. Nestes momentos, começamos a reconhecer mais nitidamente a realidade do mundo mental e a trabalhar mais conscientemente para sermos capazes de registrar e responder às ideias e princípios fundamentais, que estão tentando se manifestar no mundo e que formam parte das linhas de ação de um Plano. Começamos a darmos conta, também, da existência daqueles que poderiam ser denominados “Os Guardiões do Plano” (a Hierarquia Espiritual) cuja tarefa é a preparação das diretrizes do Plano para que a humanidade as utilize e desenvolva. Identificamo-nos e nos associamos com o processo criador universal, compartilhado pela Hierarquia espiritual e por todos os pensadores criativos, cujo trabalho está inspirado pelo amor e o serviço.
Qualquer um pode cooperar na tarefa para que “o Plano se expresse por meio do pensamento”. Os objetivos fundamentais do Plano são: que a luz ilumine nossas mentes, que o amor governe todas as relações e que a vontade de Deus dirija os assuntos dos homens e mulheres. Todos aqueles que realmente procuram amar e servir a humanidade estão cooperando com o Plano. As pessoas que conhecem o poder do pensamento e que podem começar a trabalhar com a energia do pensamento, no plano mental, podem desenvolver um papel adicional criativo.
A Doutrina Secreta
1 - Apresentação
Nas imagens contidas no proêmio da Doutrina Secreta, na primeira há um disco de brancura sem mácula, destacando-se sobre fundo de um negro intenso, representando o Cosmos na Eternidade, antes do despertar da Energia ainda em repouso, a emanação do Verbo em sistemas posteriores. Na segunda aparece o mesmo disco, mas com um ponto no centro. O ponto no círculo, até então imaculado, Espaço e Eternidade em Pralaya, indica a aurora da diferenciação. É o ponto dentro do Ovo do Mundo, o germe interno de onde se desenvolverá o Universo, o Todo, o Cosmos infinito e periódico; germe que é latente e ativo, revezando-se periodicamente os dois estados. O único círculo é a Unidade Divina, de onde tudo procede e para onde tudo retorna: sua circunferência, símbolo forçosamente limitado, porque limitada é a mente humana, indica a PRESENÇA abstrata e sempre incognoscível, e seu plano, a Alma Universal, embora os dois sejam um. Sendo branca a superfície do disco e negro todo o fundo que o rodeia, isso mostra que esse plano é o único conhecimento, não obstante ainda obscuro e nebuloso, que ao homem é dado alcançar. No plano tem origem as manifestações manvantáricas, porque é naquela ALMA que, durante o Pralaya, dorme o Pensamento Divino, no qual jaz oculto o plano de todas as cosmogonias e teogonias futuras.
É a VIDA UNA, eterna, invisível - mas onipresente; sem princípio nem fim - mas periódica em suas manifestações regulares (em cujos intervalos reina o profundo mistério do Não-Ser); inconsciente - mas Consciência absoluta; incompreensível - mas a única realidade existente por si mesma; em suma, "um Caos para os sentidos, um Cosmos para a razão". Seu atributo único e absoluto, que é Ele mesmo, o Movimento eterno e incessante, é chamado, esotericamente, o Grande Sopro, que é o movimento perpétuo do Universo, no sentido de Espaço sem limites e sempre presente. O que é imóvel não pode ser Divino. Mas, de fato e na realidade, nada existe absolutamente imóvel na Alma Universal.
Desde o começo do que constitui a herança do homem, desde o primeiro aparecimento dos arquitetos do globo em que vivemos, a Divindade não revelada foi reconhecida e considerada sob o seu único aspecto filosófico - o Movimento Universal, a vibração do Sopro criador na Natureza. O Ocultismo sintetiza assim a Existência Una: "A Divindade é um fogo misterioso vivo (ou movente), e as eternas testemunhas desta Presença invisível são a Luz, o Calor e a Umidade" tríade esta que abrange todos os fenômenos da Natureza e lhes é a causa. O movimento intracósmico é eterno e incessante; o movimento cósmico, o que é visível ou objeto da percepção, é finito e periódico. Como eterna abstração, é o Sempre Presente; como manifestação, é finito, na direção do futuro e na direção do passado, sendo estes dois o Alfa e o Omega das reconstruções sucessivas. O Cosmos - o Número - não tem nada que ver com as relações causais do mundo fenomenal. Só em relação à Alma intracósmica, ao Cosmos ideal no imutável Pensamento Divino é que podemos dizer: "Jamais teve começo, nem jamais terá fim". Quanto ao seu corpo ou organismo cósmico, ainda que se não possa dizer que haja tido uma primeira construção ou deva ter uma última, em cada novo Manvantara pode esse organismo ser havido como o primeiro e o último de sua espécie, pois evoluciona cada vez para um plano mais elevado...
A primeira figura é um disco simples.
A segunda é um disco com um ponto no centro, um símbolo arcaico que representa a primeira diferenciação nas manifestações periódicas da Natureza eterna, sem sexo e infinita, "Aditi em AQUILO" (Rig Veda), ou o Espaço potencial no Espaço abstrato.
Na terceira fase, o ponto se transforma em um diâmetro, é o símbolo da Mãe-Natureza, divina e imaculada, no Infinito absoluto, que abrange todas as coisas.
Quando o diâmetro horizontal se cruza com um vertical, o símbolo se converte na cruz do mundo.
A humanidade alcançou sua Terceira Raça-Raiz: é o signo do começo da vida humana, quando a circunferência desaparece, ficando apenas a cruz, este signo representa a queda do homem na matéria, começando então a Quarta Raça. A Cruz inscrita no círculo simboliza o Panteísmo puro; suprimido o círculo, passa a ser um símbolo fálico.
Tinha o mesmo significado, afora outros especiais, que o Tau inscrito no círculo,
ou que o martelo de Thor, a chamada cruz Jaina, ou simplesmente Suástica, dentro de um círculo.
Por meio do terceiro símbolo - o círculo dividido em dois pelo diâmetro horizontal - se dava a entender a primeira manifestação da Natureza criadora, ainda passiva (porque feminina). A primeira percepção vaga que o homem tem da procriação é feminina, pois o homem conhece mais de perto a mãe que o pai. As divindades femininas eram, por isso, mais sagradas que as masculinas. A Natureza é, portanto, feminina, e até certo ponto objetiva e tangível; e o Princípio espiritual que a fecunda permanece oculto.
Acrescentando uma linha perpendicular ao diâmetro horizontal, formou-se o Tau - a mais antiga forma desta letra. Este foi o símbolo da Terceira Raça-Raiz até o dia de sua queda simbólica, ou seja, a separação dos sexos por evolução natural;
então a figura passou à figura seguinte, ou a vida assexual modificada e dividida - um duplo signo ou hieróglifo. Com as sub-raças de nossa Quinta Raça, veio a ser em simbologia o Sacr', e em hebreu o N'cabvah, das Raças primitivamente formadas;
transformou-se depois no emblema egípcio da vida,
e, mais tarde ainda, no signo de Vênus.
A seguir vem a Suástika (o martelo de Thor, ou a Cruz Hermética atual), separada completamente do círculo e, portanto, fálica.
O símbolo esotérico do Kali Yuga é a estrela de cinco pontas invertida, isto é, com duas pontas viradas para cima (cornos), - signo da feitiçaria humana - posição que todo Ocultista reconhecerá como pertencente à "mão esquerda", e empregada na magia cerimonial.
Erram e cometem injustiça os que consideram ateus os Ocultistas, budistas e Adwaítas. Se todos não são filósofos, mostram-se pelo menos lógicos, baseando-se os seus argumentos e objeções no mais estrito raciocínio. Em verdade, se encararmos o Parabrahman dos hindus como representante das divindades ocultas e inominadas de outras nações, veremos que este Princípio absoluto é o protótipo do qual foram copiadas todas as demais. Parabrahman não é "Deus", como não é um Deus. "É o supremo e o não supremo (Parâvara)". É o supremo como causa, e o não supremo como efeito. Parabrahman é simplesmente, como Realidade sem par, o Cosmos que tudo contém - ou melhor, o Espaço cósmico infinito - no sentido espiritual mais elevado, naturalmente. Sendo Brahman (neutro) a Raiz suprema, imutável, pura, livre, incorruptível, "a verdadeira Existência Una, Paramârthika", e o absoluto Chit ou Chaitanya (Inteligência, Consciência), não pode conhecer, "porque AQUILO não pode ser sujeito de cognição". Pode-se dizer que a chama é a Essência do Fogo? A Essência é "a Vida e a Luz do Universo; o fogo e a chama visíveis são a destruição, a morte e o mal". "O Fogo e a Chama destroem o corpo de um Arhat; sua Essência o torna imortal". "O conhecimento do Espírito absoluto, tal como a refulgência do sol e o calor do fogo, não é outra coisa senão a própria Essência absoluta", diz Sankarâchârya. É "o Espírito do Fogo", não o Fogo em si mesmo; portanto, "os atributos deste último, o Calor e a Chama, não são atributos do Espírito, e sim daquilo de que o Espírito é a causa inconsciente". Parabrahman, em suma, é a agregação coletiva do Cosmos em sua infinidade e eternidade, o "AQUILO" e o "ISTO", a que se não podem aplicar agregados distributivos. "No princípio, ISTO era Ele Mesmo, um somente"; o grande Sankârachârya esclarece que "ISTO" se refere ao Universo (Jagat), e que as palavras "no princípio" significam: antes da reprodução do Universo fenomenal.
Quando, pois, os Panteístas se fazem eco dos Upanishads, que declaram - como também a Doutrina Secreta - que "ISTO" não pode criar, não estão negando a existência de um Criador, ou melhor, de um agregado coletivo de criadores; o que fazem é simplesmente recusar, com muita lógica, atribuir o ato da "criação", e especialmente o da formação - coisas que são finitas - a um Princípio Infinito. Para eles, Parabrahman é uma causa passiva, porque absoluta; é o Mukta incondicionado. Recusam-lhe apenas a Onisciência e a Onipotência limitadas, já que também se trata de atributos, refletidos nas percepções dos homens; e porque, sendo Parabrahman o TODO Supremo, o Espírito e a Alma, sempre invisíveis, da Natureza imutável e eterna, não pode ter atributos: o Absoluto exclui naturalmente a possibilidade de toda relação com a ideia de finito ou condicionado. E quando os Vedantas afirmam que só a emanação de Parabrahman possui atributos - emanação que eles chamam ISHVARA em união com Mâyâ, e Avidyâ (Agnosticismo ou Ciência negativa, antes que ignorância) - dificilmente se verá ateísmo em tal concepção. Pois que é impossível existirem dois Infinitos ou dois Absolutos em um Universo, que se supõe sem limites, como se há de conceber aquela Existência-em-Si-Mesma criando pessoalmente? Para os sentidos e percepções dos seres finitos, AQUILO é o Não-Ser, no sentido de que é aAsseidade Una; porque neste TODO jaz latente sua coeterna e coeva emanação ou irradiação inerente, a qual, ao se converter periodicamente em Brahmâ (a Potência masculino-feminina), se expande no Universo manifestado. "Nârâyana movendo-se sobre as Águas (abstratas) do Espaço" transforma-se nas Águas de substância concreta, impulsionadas por ele, que vem a ser agora o Verbo ou Logos manifestado.
Os brâmanes ortodoxos, aqueles que mais se opõem aos panteístas e aos adwaítas, classificando-os como ateus, têm que admitir, se Manu é alguma autoridade na matéria, a morte de Brahmâ, o Criador, ao terminar cada ciclo desta divindade (100 Anos Divinos, período que exigiria quinze cifras para ser expresso em anos comuns). No entanto, nenhum de seus filósofos entende essa "morte" em outro sentido que não o de um desaparecimento temporário do plano manifestado da existência ou como um repouso periódico.
Os Ocultistas estão, assim, de acordo com os filósofos vedanta-adwaítas a respeito desta doutrina; e demonstram a impossibilidade de aceitar-se, no terreno filosófico, a ideia de TODO absoluto fazer surgir, pela criação, ou até mesmo pela evolução, aquele "'Ovo Áureo", no qual se diz que penetrou para se transformar em Brahmâ, o Criador, desdobrando-se este, depois, nos Deuses e em todo o Universo visível.
Sustentam os Ocultistas que a Unidade absoluta não pode converter-se na Infinidade, porque o Infinito pressupõe a extensão ilimitada de "algo" e a duração deste algo; e o Todo Uno não é - como o Espaço, sua única representação mental e física em nosso plano de existência, a Terra - nem sujeito nem objeto de percepção. Se se pudesse admitir que o Todo eterno e infinito, a Unidade onipresente, em vez de ser na Eternidade, se transformasse, por manifestações periódicas, em um Universo múltiplo ou em uma Personalidade múltipla, tal Unidade deixaria de ser una. A ideia de Locke, de que "o espaço puro não é capaz nem de resistência nem de movimento", é incorreta. O Espaço não é nem um "vazio sem limites" nem uma "plenitude condicionada"; mas uma e outra coisa. E sendo, no plano da abstração, a Divindade sempre ignota, que é um vazio só para a mente finita, e, no plano da percepção mayávica, o Plenum, o continente absoluto de tudo o que é, seja manifestado ou não manifestado - é, por conseguinte, aquele TODO ABSOLUTO. Não há diferença alguma entre as palavras do Apóstolo cristão: "Nele vivemos, nele nos movemos e temos o nosso ser", e o que diz o Rishi hindu: "O Universo vive em Brahmâ, dele procede e a ele voltará"; porque Brahman (neutro), o não manifestado, é aquele Universo in abscondito; e Brahmâ, o manifestado, é o Logos macho-fêmea dos dogmas ortodoxos. O Deus do Apóstolo Iniciado, assim como o do Rishi, é ao mesmo tempo o Espaço Invisível e o Visível. Em simbolismo esotérico, o Espaço é chamado "Mãe-Pai Eterno de Sete Peles"; e é constituído de sete capas, desde sua superfície não diferenciada até a diferenciada.
"Que é que foi, é e será... haja ou não um Universo, existam ou não deuses?" - pergunta o Catecismo Esotérico Senzar. E a resposta é: "O Espaço".
O que se recusa aceitar não é o Deus Uno desconhecido, sempre presente na Natureza, ou a Natureza in abscondito; mas o "Deus" do dogma humano e o seu "Verbo" humanizado. Em sua incomensurável presunção, e no orgulho e vaidade que lhe são inerentes, criou o homem o seu Deus, pelas próprias mãos sacrílegas e com os materiais que encontrou em sua mísera substância cerebral, e o impôs ao gênero humano como uma revelação direta do ESPAÇO uno e não revelado.
O ocultista aceita a revelação como procedente de Seres Divinos, mas finitos; das Vidas manifestadas, mas não da Vida Una não manifestada; daquelas Entidades chamadas Homens Primordiais, Dhyâni-Buddhas ou Dhyân Chohans, os Rishi-Prajâpati dos hindus, os Elohim ou Filhos de Deus dos Judeus, os Espíritos Planetários de todas as nações, que foram considerados Deuses pelos homens. O Ocultista considera também Âdi-Shakti - a emanação direta de Mûlaprakriti, a ETERNA RAIZ DE AQUILO, e o aspecto feminino da Causa Criadora, Brahmâ, em sua forma âkâshica de Alma Universal - como Mâyâ, filosoficamente, e causa da Mâyâ humana. Esse modo de ver não o impede, porém, de crer em sua existência por todo o tempo em que esta perdura, isto é, durante um Mahâmanvantara; nem de aplicar o Akâsha, a irradiação de Mûlaprakriti, a fins práticos, visto que a Alma do Mundo está relacionada com todos os fenômenos naturais, conhecidos ou desconhecidos da ciência.
As religiões mais antigas do mundo - exotericamente, porque todas têm uma só raiz ou fundamento esotérico - são a industânica, a masdeísta e a egípcia. Segue-se a dos Caldeus, produto das anteriores, hoje inteiramente perdida para o mundo, exceto no Sabeísmo desfigurado pela interpretação atual dos arqueólogos. Depois, vem a judaica, que esotericamente acompanha a linha do magismo babilônico, como se vê na Cabala, e exotericamente é, como no Gênesis e no Pentateuco, uma coletânea de lendas alegóricas. Lidos à luz do Zohar, os quatro primeiros capítulos do Gênesis são os fragmentos de uma página altamente filosófica de cosmogonia. Vistos em sua aparência simbólica, não passam de um conto para crianças, um espinho incômodo cravado no flanco da ciência e da lógica - efeito evidente de Karma. Deixá-los servir de prólogo ao Cristianismo foi como que uma cruel vindita dos rabinos, que sabiam melhor o que significava o seu Pentateuco. Foi um protesto mudo contra a espoliação de que eram alvo, e em verdade os judeus levam hoje vantagem sobre os seus perseguidores tradicionais.
O Catecismo Oculto contém as seguintes perguntas e respostas:
Que é aquilo que sempre é? - O Espaço, o eterno Anupâdaka (que não tem pais).
Que é aquilo que sempre foi? - O Germe na Raiz.
Que é aquilo que sem cessar vai e vem? - É o Grande Sopro.
Então há três Eternos? - Não, os três são um. - O que sempre é, é um; o que sempre foi, é um; o que sempre está sendo e vindo a ser, é também um; e este é o Espaço.
Explica, ó Lanu! (discípulo) - O Uno é um Círculo não interrompido (Anel) e sem circunferência, porque não está em parte alguma e está em toda parte; o Uno é o Plano sem limites do Círculo, que manifesta um Diâmetro somente durante os períodos manvantáricos; o Uno é o Ponto indivisível que não está situado em parte alguma, e percebido em toda parte durante aqueles períodos. É a Vertical e a Horizontal, o Pai e a Mãe, a cúspide e a base do Pai, as duas extremidades da Mãe, que em realidade não chegam a parte alguma; porque o Uno é o Anel, como também os Anéis que estão dentro desse Anel. É a Luz nas Trevas, e as Trevas na Luz: "o Sopro que é eterno". Atua de fora para dentro, quando está em toda parte, e de dentro para fora, quando não está em parte alguma - ou seja, Mâyâ, um dos Centros. Expande-se (expiração e inspiração). Quando se expande, a Mãe se difunde e se dispersa; quando se contrai, a Mãe se encolhe e se concentra. Assim se produzem os períodos de Evolução e de Dissolução, Manvantara e Pralaya. O Germe é invisível e ígneo; a Raiz (o plano do Círculo) é fria; mas durante a Evolução e o Manvantara, o seu revestimento é frio e radiante. O Sopro quente é o Pai que devora a progênie dos Elementos de múltiplas faces (heterogêneos) e deixa os que têm uma só face (homogêneos). O Sopro frio é a Mãe que os concebe, que os forma, que os faz nascer e que os recolhe novamente em seu seio para tornar a formá-los outra vez na Aurora (do Dia de Brahma, ou Manvantara).
Para melhor compreensão dos leitores em geral, devemos esclarecer que a Ciência Oculta reconhece a existência de sete Elementos cósmicos, quatro dos quais são inteiramente físicos. e o quinto semimaterial (o Éter); este último chegará a ser visível no ar até o final de nossa Quarta Ronda, e terá a supremacia sobre os outros na Quinta Ronda. Os dois restantes ainda estão absolutamente fora do alcance da percepção humana. Aparecerão, todavia, como pressentimentos, durante as Raças Sexta e Sétima da Ronda atual, e se tornarão de todo conhecidos na Sexta e na Sétima Ronda, respectivamente.
Estes sete Elementos, com seus inumeráveis sub-elementos (que são muito mais numerosos que os admitidos pela ciência) não passam de modificações condicionadas e aspectos do Elemento Uno e único. Este último não é o Éter, nem sequer o Akâsha, mas a fonte de ambos. O Quinto Elemento, que a ciência hoje tende a admitir, não é o Éter imaginado por Sir Isaac Newton, ainda que este lhe desse tal nome associando-o provavelmente com AEther, "o Pai-Mãe" da antiguidade. Como disse Newton por intuição: "A Natureza trabalha perpetuamente em ciclos, fazendo gerar fluidos de sólidos, coisas fixas de coisas voláteis, e voláteis das fixas; coisas sutis das grosseiras, e coisas grosseiras das sutis... Assim, é possível que todas as coisas tenham sua origem no Éter".
2 – A Doutrina Secreta estabelece três proposições fundamentais:
I. Um PRINCÍPIO Onipresente, Sem Limites e Imutável, sobre o qual toda especulação é impossível, porque transcende o poder da concepção humana e porque toda expressão ou comparação da mente humana não poderia senão diminuí-lo. Está além do horizonte e do alcance do pensamento, ou, segundo as palavras do Mândûkya, é "inconcebível e inefável".
Para que possa compreender mais claramente estas ideias, deve o leitor adotar como ponto de partida o seguinte postulado: Há uma Realidade Absoluta, anterior a tudo o que é manifestado ou condicionado. Esta Causa Infinita e Eterna, vagamente formulada no "Inconsciente" e no "Incognoscível" da filosofia, é a Raiz sem Raiz de "tudo quanto foi, é e será". É, naturalmente, desprovida de todo e qualquer atributo, e permanece essencialmente sem nenhuma relação com o Ser manifestado e finito. É a "Asseidade", mais propriamente que o Ser, Sat em sânscrito, e está fora do alcance de todo pensamento ou especulação.
Esta Asseidade é simbolizada na Doutrina Secreta sob dois aspectos. De um lado, o Espaço Abstrato absoluto, representando a subjetividade pura, aquilo que nenhuma mente humana pode excluir de qualquer conceito, nem conceber como existente em si mesmo. De outro lado, o Movimento Abstrato absoluto, que representa a Consciência Incondicionada. Os próprios pensadores ocidentais têm afirmado que a consciência, separada da transformação, é inconcebível para nós, e que o movimento é o melhor símbolo da transformação e sua característica essencial. Este último aspecto da Realidade Una é ainda simbolizado pela expressão "o Grande Sopro", e o símbolo é bastante sugestivo para necessitar de outra explicação. Assim, o primeiro axioma fundamental da Doutrina Secreta é aquele UM ABSOLUTO metafísico - a ASSE IDADE, representada na Trindade teológica pela inteligência finita.
Parabrahman, a Realidade Una, o Absoluto, é o campo da Consciência Absoluta, vale dizer, daquela Essência que está fora de toda relação com a existência condicionada, e cuja existência consciente é um símbolo condicionado. Mas, logo que saímos, em pensamento, desta Negação Absoluta (para nós), surge o dualismo no contraste entre o Espírito (ou Consciência) e a Matéria, entre o sujeito e o objeto.
O Espírito (ou Consciência) e a Matéria devem ser, no entanto, considerados não como realidades independentes, mas como duas facetas ou aspectos do Absoluto (Parabrahman), que constituem a base do ser condicionado, seja subjetivo ou objetivo.
Se consideramos essa tríade metafísica como a raiz de que procede toda manifestação, o Grande Sopro assume o caráter de Ideação pré-cósmica. É a fons et origo da força e de toda consciência individual; e de onde promana a inteligência que preside o vasto plano da Evolução cósmica. Por outra parte, a Substância-Raiz pré-cósmica (Mûlaprakriti) é o aspecto do Absoluto que serve de substrato a todos os planos objetivos da natureza.
Assim como a Ideação Pré-Cósmica é a raiz de toda consciência individual, assim também a Substância Pré-Cósmica é o substrato da matéria nos seus diversos graus de manifestação.
Daí resulta que o contraste desses dois aspectos do Absoluto é essencial para a existência do Universo manifestado. Isolada da Substância cósmica, a Ideação Cósmica não poderia manifestar-se como consciência individual; pois só por meio de um veículo (upâdhi) de matéria é que a consciência emerge como "Eu sou Eu", sendo necessária uma base física para concentrar um Raio da Mente Universal a certo grau de complexidade. E por sua vez, separada da Ideação Cósmica, a Substância Cósmica não passaria de uma abstração vazia, e nenhuma manifestação de consciência poderia surgir.
O Universo Manifestado acha-se, portanto, informado pela dualidade, que vem a ser a essência mesma de sua Ex-istência como manifestação. Mas, assim como os polos opostos de Sujeito e Objeto, de Espírito e Matéria, não são mais que aspectos da Unidade Una, que é a sua síntese, assim também no Universo Manifestado existe "algo" que une o Espírito à Matéria, o Sujeito ao Objeto.
Esse "algo", que a especulação ocidental presentemente desconhece, é chamado Fohat pelos Ocultistas. É a "ponte" por meio da qual as ideias existentes no Pensamento Divino passam a imprimir-se sobre a Substância Cósmica, como Leis da Natureza. Fohat é, assim, a energia dinâmica da Ideação Cósmica; ou então, encarado sob outro aspecto, é o "medium" inteligente, o poder diretor de toda manifestação, o Pensamento Divino transmitido e manifestado por intermédio dos Dhyân Chohans, os Arquitetos do Mundo visível. Assim, do Espírito ou Ideação Cósmica provém a nossa Consciência; da Substância Cósmica, os diversos veículos em que esta Consciência se individualiza e chega ao Eu, à consciência de si mesma ou reflexiva; enquanto Fohat, em suas manifestações várias, é o elo misterioso que une o Espírito à Matéria, o princípio animador que eletriza cada átomo para dar-lhe vida.
O seguinte resumo dará ao leitor uma noção mais clara:
1. O ABSOLUTO: o Parabrahman dos Vedantas ou a Realidade Una, Sat, que é ao mesmo tempo Absoluto Ser e Não-Ser.
2. O Primeiro Logos: o impessoal e, em filosofia, não manifestado; o Logos precursor do Manifestado. É a "Causa Primeira", o "Inconsciente" dos panteístas.
3. O Segundo Logos: Espírito-Matéria, Vida; o "Espírito do Universo", Purusha e Prakriti.
4. O Terceiro Logos: A Ideação Cósmica; Mahat ou Inteligência, a Alma Universal do Mundo; o Númeno Cósmico da Matéria, a base das operações inteligentes da Natureza; também chamado Mahâ-Buddhi.
A REALIDADE UNA; seus aspectos duais no Universo condicionado.
A Doutrina Secreta afirma, além disso:
II. A Eternidade do Universo in toto, como plano sem limites; periodicamente "cenário de Universos inumeráveis, manifestando-se e desaparecendo constantemente", chamados "as Estrelas que se manifestam" e "as Centelhas da Eternidade". "A Eternidade do Peregrino" é como um abrir e fechar de olhos da Existência-por-si-Mesma", segundo o Livro de Dzyan. "O aparecimento e o desaparecimento de Mundos são como o fluxo e o refluxo periódico das marés".
Este segundo asserto da Doutrina Secreta é a universalidade absoluta daquela lei de periodicidade, de fluxo e refluxo, de crescimento e decadência, que a ciência física tem observado e registra em todos os departamento da Natureza. Alternativas tais como Dia e Noite, Vida e Morte, Sono e Vigília, são fatos tão comuns, tão perfeitamente universal e sem exceção, que será fácil compreender por que divisamos nelas uma das leis absolutamente fundamentais do Universo.
Ensina também a Doutrina Secreta:
III. A identidade fundamental de todas as Almas com a Alma Suprema Universal, sendo esta última um aspecto da Raiz Desconhecida; e a peregrinação obrigatória para todas as Almas, centelhas daquela Alma Suprema, através do Ciclo de Encarnação, ou de Necessidade, durante todo esse período. Em outras palavras: nenhum Buddhi puramente espiritual (Alma Divina) pode ter uma existência consciente independente, antes que a centelha, emanada da Essência pura do Sexto Princípio Universal - ou seja, da ALMA SUPREMA - haja passado por todas as formas elementais pertencentes ao mundo fenomenal do Manvantara, e adquirido a individualidade, primeiro por impulso natural e depois à custa dos próprios esforços, conscientemente dirigidos e regulados pelo Karma, escalando assim todos os graus de inteligência, desde o Manas inferior até o Manas superior; desde o mineral e a planta ao Arcanjo mais sublime (Dhyâni-Buddha). A Doutrina axial da Filosofia Esotérica não admite a outorga de privilégios nem de dons especiais ao homem, salvo aqueles que forem conquistados pelo próprio Ego com o seu esforço e mérito pessoal, ao longo de uma série de metempsicoses e reencarnações.
Por isso dizem os hindus que o Universo é Brahman e Brahmâ; porque Brahman está em todo átomo do Universo, sendo os seis princípios da natureza a expressão ou os aspectos vários e diferenciados do Sétimo e Uno, a Realidade única no Universo, seja cósmico ou microcósmico; e ainda porque as permutações psíquicas, espirituais e físicas do Sexto (Brahmâ, o veículo de Brahman), no plano da manifestação e da forma, são consideradas, por antífrase metafísica, ilusórias e mayávicas. Embora a raiz de todos os átomos, individualmente, e de todas as formas, coletivamente, seja o Sétimo Princípio, ou a Realidade Una, em sua aparência manifestada, fenomenal e temporária tudo isso não é senão uma ilusão efêmera dos nossos sentidos.
Em seu modo de ser absoluto, o Princípio Uno, sob seus dois aspectos, Parabrahman e Mûlaprakriti, não tem sexo, é incondicionado e eterno. Sua emanação manvantárica, periódica, ou irradiação primária, é também una, andrógina, e finita em seu aspecto fenomenal. Quando, por sua vez, a emanação irradia, todos os seus raios são igualmente andróginos, convertendo-se nos princípios masculino e feminino em seus aspectos inferiores. Depois de um Pralaya, quer seja o Grande Pralaya ou o Pralaya Menor - deixando este último os mundos em status quo - o primeiro a despertar para a vida ativa é o plástico Akâsha, o Pai-Mãe, o Espírito e a Alma do Éter, ou seja, o Plano do Círculo. O Espaço é chamado a Mãe, antes de sua atividade cósmica, e Pai-Mãe no primeiro estágio do seu despertar. Na Cabala ele é também Pai-Mãe-Filho. Mas, enquanto na doutrina oriental constituem estes o Sétimo Princípio do Universo Manifestado, ou Atmâ-Buddhi-Manas (Espírito-Alma-Inteligência), ramificando-se e dividindo-se a Tríade em sete Princípios Cósmicos e em sete Princípios Humanos, na Cabala ocidental dos místicos cristãos correspondem à Tríade ou Trindade, e, entre os seus Ocultistas, ao Jehovah macho-fêmea, Jah-Havah. Nisso consiste toda a diferença entre as Trindades esotérica e cristã.
Os místicos e os filósofos, os panteístas orientais e ocidentais, sintetizam sua Tríade pré-genética na abstração divina pura. Os ortodoxos a antropomorfizam. Hiranyagarbha, Hari e Sansara (Brahamâ, Vishnu e Shiva) - as três Hipóstases do Espírito que se manifesta (o "Espírito do Espírito Supremo", título sob o qual Prithivi, a Terra, saúda a Vishnu em seu primeiro Avatar) - são as qualidades abstratas e puramente metafísicas da Formação, da Conservação e da Destruição; são também os três Avasthâs (Hipóstases) divinos daquele que "não parece com as coisas criadas", Achyuta, nome de Vishnu. Os cristãos ortodoxos cindem a sua Divindade pessoal criadora em três pessoas distintas, e não admitem Divindade superior. Esta última, em Ocultismo, é o Triângulo abstrato; para o ortodoxo, é o cubo perfeito. O deus criador, ou antes a coletividade dos deuses criadores, é considerado pelo filósofo oriental como Bhrântidarshanatah, "falsas aparências", algo "concebido, em razão de aparências enganosas, como uma forma material", e que se explica como proveniente do conceito ilusório da Alma humana pessoal e egoísta (o Quinto Princípio inferior).
3 – A Doutrina Secreta ensina...
A Doutrina Secreta ensina o progressivo desenvolvimento de todas as coisas, tanto dos mundos como dos átomos. Não é possível conceber o princípio desse maravilhoso desenvolvimento, nem tampouco imaginar-lhe o fim. O nosso "Universo" não passa de uma unidade em um número infinito de Universos, todos eles "Filhos da Necessidade", elos da Grande Cadeia Cósmica de Universos, cada qual em relação de efeito com o que o precedeu, e de causa com o que lhe sucede.
O aparecimento e o desaparecimento do Universo são descritos como expiração e inspiração do Grande Sopro, que é eterno e que, sendo Movimento, é um dos três aspectos do Absoluto; os outros dois são o Espaço Abstrato e a Duração. Quando o Grande Sopro expira, é chamado o Sopro Divino e considerado como a respiração da Divindade Incognoscível - a Existência Una -, emitindo esta, por assim dizer, um pensamento, que vem a ser o Cosmos. De igual modo, quando o Sopro Divino é inspirado, o Universo desaparece no seio da Grande Mãe, que então dorme "envolta em suas Sempre Invisíveis Vestes".
4 - Ensina a Filosofia Esotérica...
Ensina a Filosofia Esotérica que tudo vive e é consciente, mas não que toda vida e toda consciência sejam semelhantes às dos seres humanos ou mesmo dos animais. Nós consideramos a vida como a única forma de existência manifestando-se no que chamamos Matéria, ou naquilo que, no homem, chamamos Espírito, Alma e Matéria (separando-os sem razão). A Matéria é o Veículo para a manifestação da Alma neste plano de existência, e a Alma é o Veículo em um plano mais elevado para a manifestação do Espírito; e os três formam uma Trindade sintetizada pela Vida, que os interpenetra a todos.
A ideia da Vida Universal é um daqueles antigos conceitos que estão retornando à mente humana como consequencia de sua libertação da teologia antropomórfica. Verdade é que a Ciência se contenta com traçar ou expor os sinais da Vida Universal, não ousando ainda pronunciar ou sequer sussurrar a expressão Anima Mundi! A ideia da "vida cristalina", que hoje é familiar à ciência, teria sido repudiada com desprezo até por volta da metade do Século XIX. Os botânicos investigam os nervos das plantas; não porque suponham que as plantas sejam capazes de sentir ou pensar como os animais, mas por acreditarem que, para explicar o crescimento e a nutrição dos vegetais, é necessária uma estrutura que guarde, na vida das plantas, uma relação funcional idêntica à dos nervos na vida animal. Parece quase impossível que a Ciência se deixe enganar por muito mais tempo com o simples uso de palavras tais como "força" e "energia", tardando em reconhecer que as coisas dotadas de movimento são coisas vivas, quer se trate de átomos ou de planetas.
5 - Ensina a Doutrina que...
Ensina a Doutrina que, para chegarem a Deuses divinos e plenamente conscientes, as Inteligências Espirituais Primárias (inclusive as mais elevadas) têm que passar pela fase humana. E a palavra "humana" não deve aqui aplicar-se tão somente à nossa humanidade terrestre, mas igualmente aos mortais que habitam todo e qualquer mundo, ou seja, àquelas Inteligências que alcançaram o necessário equilíbrio entre a matéria e o espírito, como nós agora, que já transpusemos o ponto médio da Quarta Raça-Raiz da Quarta Ronda. Cada Entidade deve conquistar por si mesma o direito de converter-se em um ser divino, à custa da própria experiência.
Hegel, o grande pensador alemão, deve ter conhecido ou pressentido intuitivamente essa verdade, quando disse que o Inconsciente fez evolucionar o Universo "com a esperança de adquirir clara consciência de si mesmo", ou, por outras palavras, de se tornar Homem. Outro não é também o significado da expressão purânica, tantas vezes repetida, de que Brahmâ é constantemente "impelido pelo desejo de criar". Da mesma ordem de ideias é o sentido secreto da frase cabalística: "O Sopro torna-se pedra; a pedra converte-se em planta; a planta em animal; o animal em homem; o homem em espírito; e o espírito em um deus". Os Filhos nascidos da Mente, os Rishis, os Construtores, etc., foram todos homens, quaisquer que tenham sido suas formas e aspectos em outros mundos e nos Manvantaras precedentes.
Sendo de caráter eminentemente místico este assunto, é mui difícil explicá-lo em todas as suas minúcias e consequencias, pois nele se acha contido todo o mistério da criação evolutiva. Uma ou duas frases deste Sloka (Estância - "Os Sete Primordiais, os Sete Primeiros Sopros do Dragão de Sabedoria, produzem por sua vez o Torvelinho de Fogo com os seus Sagrados Sopros de Circulação giratória") lembram de modo vívido expressões semelhantes da Cabala e da fraseologia do Rei Salmista. Uma e outra, referindo-se a Deus, fazem do vento o seu mensageiro, e de seus “ministros um fogo abrasador”. Mas na Doutrina Secreta isso tem um sentido figurado. O “Torvelinho de Fogo” é a poeira cósmica incandescente, que acompanha magneticamente, como a limalha de ferro ao ímã, o pensamento diretor das “Forças Criadoras”. Contudo, esta poeira cósmica é alguma coisa mais: porque cada átomo no Universo traz em si a potencialidade da própria consciência. É um átomo e um anjo.
A lei fundamental da Ciência Oculta é a unidade radical da essência última de cada parte constitutiva dos elementos compostos da Natureza, desde a estrela ao átomo mineral, desde o mais elevado Dhyân Chohan ao mais humilde dos infusórios, na completa acepção da palavra, quer se aplique ao mundo espiritual, quer ao intelectual ou ao físico. "A Divindade é um ilimitado e infinito expandir-se" - diz um axioma oculto -, e daí é que vem o nome de Brahma.
No Catecismo, assim pergunta o Mestre ao discípulo:
"Levanta a cabeça, ó Lanu! vês uma luz ou luzes inumeráveis por cima de ti, brilhando no céu negro da meia noite?
"Eu percebo uma Chama, ó Gurudeva! Vejo milhares de centelhas não destacadas, que nela brilham.
"Dizes bem. E agora observa em torno de ti, e dentro de ti mesmo. Essa luz que arde no teu interior, porventura a sentes de alguma maneira diferente da luz que brilha em teus irmãos humanos?
"Não é de modo algum diferente, embora o prisioneiro continue seguro pelo Karma e as suas vestes externas enganem os ignorantes, induzindo-os a dizer: Tua Alma e Minha Alma."
6 - Recapitulemos
Recapitulemos, para mostrar quanto é difícil, senão impossível, fazer completa justiça aos temas ora interpretados, tal a sua magnitude:
1º) A Doutrina Secreta é a Sabedoria acumulada dos séculos, e a sua cosmogonia, por si só, é o mais prodigioso e acabado dos sistemas, ainda que velado, como se encontra, no exoterismo dos Purânas. Mas tal é o poder misterioso do simbolismo oculto que os fatos, que ocuparam a atenção de gerações inumeráveis de videntes e profetas iniciados, para os coordenar classificar e explicar, durante as assombrosas séries do progresso evolutivo, estão todos registrados em algumas poucas páginas de signos geométricos e de símbolos. A visão cintilante daqueles Iniciados foi até ao próprio âmago da matéria, descobriu e perscrutou a alma das coisas, ali onde um observador comum e profano, por mais arguto que fosse, não teria percebido senão a tessitura externa da forma. Mas a ciência hodierna não crê na "alma das coisas", e por isso repugnará todo o sistema da cosmogonia antiga. É inútil dizer que tal sistema não é o fruto da imaginação ou da fantasia de um ou mais indivíduos isolados; que se constitui dos anais ininterruptos de milhares de gerações de videntes, cujas experiências cuidadosas têm concorrido para verificar e comprovar as tradições, transmitidas oralmente de uma a outra raça primitiva, acerca dos ensinamentos de Seres superiores e excelsos que velaram sobre a infância da Humanidade.
Durante muitos séculos, os "Homens Sábios" da Quinta Raça, pertencentes ao grupo sobrevivente que escapou do último cataclismo e das convulsões dos continentes, passaram a vida aprendendo, e não ensinando. Como o faziam? Examinando, submetendo a provas e verificando, em cada um dos departamentos da Natureza, as tradições antigas, por meio das visões independentes dos grandes Adeptos, isto é, dos homens que desenvolveram e aperfeiçoaram, no mais alto grau possível, seus organismos físico, mental, psíquico e espiritual. O que um Adepto via só era aceito depois de confrontado e comprovado com as visões de outros Adeptos, obtidas em condições tais que lhes conferissem uma evidência independente - e por séculos de experiências.
2º) A Lei fundamental do sistema, o ponto central de onde tudo surgiu e para onde tudo converge e gravita, e sobre o qual repousa toda a sua filosofia, é o PRINCÍPIO SUBSTANCIAL, Uno, Homogêneo, Divino: a Causa Radical Única .
...Alguns, cujas lâmpadas tinham mais brilho,
Foram guiados, de uma causa a outra causa,
Ao manancial secreto da Natureza:
E viram que deve existir
Um Princípio primordial...
Chama-se "Princípio Substancial" porque, convertendo-se em “Substância” no Universo manifestado (que não passa de uma ilusão), continua a ser um "Princípio" no ESPAÇO visível e invisível, abstrato, sem começo nem fim. É a Realidade onipresente; impessoal, porque imanente em tudo e em cada uma das coisas. Sua impessoalidade é o conceito fundamental do sistema. Está latente em cada átomo do Universo; e é o próprio Universo.
3º) O Universo é a manifestação periódica daquela Essência Absoluta e desconhecida. Dar o nome de "Essência" é, contudo, pecar contra o espírito mesmo da filosofia. Porque, embora seja aqui o substantivo um derivado do verbo esse, "ser", não pode haver identificação com nenhuma espécie de "seres" concebíveis pela inteligência humana. Define-se melhor dizendo que AQUILO não é Espírito nem Matéria, mas ambos ao mesmo tempo. Parabrahman e Mûlaprakriti são na realidade UM, se bem que apareçam como Dois no conceito Universal do Manifestado, inclusive no do Logos UNO, ou "Manifestação" primeira, em que - como explica o sábio autor das "Notas sobre o Bhagavad Gîtâ" - "AQUILO" surge objetivamente como Mûlaprakriti, e não como Parabrahman; como o seu Véu, e não como a Realidade Una, que está por trás e é incondicionada e absoluta.
4°) O Universo, com tudo o que nele se contém, é chamado Mâyâ porque nele tudo é temporário, desde a vida efêmera do pirilampo até a do sol. Comparado à eterna imutabilidade do UNO e à invariabilidade daquele Princípio, o Universo, com suas formas transitórias e sempre cambiantes, certamente não parecerá, ao espírito de um filósofo, valer mais que um fogo-fátuo. Entretanto, o Universo é suficientemente real para os seres conscientes que o habitam, e que são tão ilusórios quanto ele próprio.
5º) Tudo no Universo, em todos os seus reinos, é consciente, isto é, dotado de uma consciência que lhe é peculiar em seu próprio plano de percepção. Devemos capacitar-nos de que, só porque nós, humanos, não percebemos sinal algum de consciência na pedra, por exemplo, não é isso razão para concluirmos que nenhuma consciência existe ali. Não há matéria "morta" ou "'cega", como não há também Lei "cega" ou "inconsciente". Na Filosofia Oculta não há lugar para conceitos que tais; ela não se preocupa jamais com as aparências exteriores; para ela tem mais realidade as essências numênicas que suas contrapartidas objetivas. Assemelha-se neste ponto aos nominalistas da Idade Média, para quem os universais eram as realidades, e os particulares só existiam nominalmente e na imaginação do homem.
6º) O Universo é elaborado e dirigido de dentro para fora. O que está em baixo é como o que está em cima, assim no céu como na terra; e o homem, microcosmo e cópia em miniatura do macrocosmo, é o testemunho vivo desta Lei Universal e do seu modus-operandi. Observamos que todo movimento externo, ação ou gesto, quer seja voluntário ou mecânico, mental ou orgânico, é precedido e produzido por um sentimento ou emoção interna, pela vontade ou volição, e pelo pensamento ou mente. Pois que nenhum movimento ou alteração exterior, quando é normal, se pode verificar no corpo externo do homem, sem que o provoque um impulso interno, comunicado por uma daquelas três funções, assim também sucede no Universo externo ou manifestado.
Todo o Cosmos é dirigido, vigiado e impulsionado por uma série quase interminável de Hierarquias de Seres sencientes, cada qual com uma missão a cumprir, e que - seja qual for o nome que lhes dermos, Dhyân-Chohans ou Anjos - são os "Mensageiros" (exclusivamente no sentido de agentes das Leis Kármicas e Cósmicas). Variam ao infinito os seus respectivos graus de consciência e de inteligência; e chamar Espíritos Puros a todos eles, sem qualquer toque terrestre, aquele toque "que o tempo costuma imprimir em suas presas", é simplesmente uma licença poética. Porque cada um destes Seres - ou foi um homem num Manvantara anterior, ou vai sê-lo no atual ou em Manvantara futuro.
Quando não são homens incipientes, são homens aperfeiçoados; e, em suas esferas superiores e menos materiais, não diferem moralmente dos seres humanos terrestres senão em que se acham livres do sentimento da personalidade e da natureza emocional humana - duas características puramente terrenas.
Os últimos, isto é, os "aperfeiçoados", estão para sempre libertos daquele sentimento, porquanto: (a) já não possuem corpos carnais, este peso que entorpece a Alma; (b) não encontrando obstáculos o elemento espiritual puro, ou estando mais livre, são menos influenciados por Mâya que o homem, a não ser que este seja um Adepto, isto é, capaz de manter completamente separadas suas duas personalidades (a espiritual e a física).
As Mônadas incipientes, por nunca terem possuído corpos humanos, não podem experimentar nenhum sentimento de personalidade ou de Ego-ismo. Sendo o que se entende por personalidade uma limitação e uma relação, a palavra não pode obviamente aplicar-se a entidades não humanas; mas, tal como o atestam gerações de Videntes, nenhum daqueles seres, superiores ou inferiores, possui individualidade ou personalidade como Entidade separada, no sentido em que o homem afirma: "Eu sou eu, e não outro".
Por outras palavras, eles não têm consciência daquela separatividade tão característica que se observa nos homens e nas coisas da terra. A Individualidade é um traço distintivo de suas respectivas Hierarquias, e não de suas unidades; e esse traço varia somente com a categoria do plano a que pertencem as mesmas Hierarquias: quanto mais próximo da região da Homogeneidade e do Divino, tanto mais pura e menos acentuada é a Individualidade da Hierarquia. São seres finitos sob todos os aspectos, salvo no tocante aos seus princípios superiores (as Centelhas imortais, que refletem a Chama Divina Universal); individualizados e separados tão só nas esferas da Ilusão, por uma diferenciação que é tão ilusória quanto o resto. São "Seres Viventes", porque são correntes projetadas da Vida Absoluta sobre a tela cósmica da Ilusão; Seres nos quais a vida não pode extinguir-se antes que esteja extinto o fogo da ignorância naqueles que sentem essas "'Vidas". Tendo surgido a existência sob a influência vivificante do Raio incriado - reflexo do grande Sol central que cintila sobre as praias do Rio da Vida - há neles o Princípio Interno, que pertence às Águas da imortalidade, embora a sua vestimenta diferenciada seja tão perecível como o corpo do homem.
Os Anjos são homens de uma ordem superior... e nada mais. Não são os Anjos "ministros" nem "protetores", não são tampouco "Arautos do Altíssimo", e muito menos os "Mensageiros da Ira" de Deus, criados pela imaginação do homem. Pedir a proteção deles é tão insensato quanto supor que se possa captar-lhes a simpatia mediante qualquer espécie de propiciação; pois eles, do mesmo modo que os homens, são criaturas sujeitas à imutável Lei Kármica e Cósmica. A razão é óbvia. Não possuindo nenhum elemento de personalidade em sua essência, não podem ter nenhuma das qualidades pessoais que os homens atribuem, nas religiões exotéricas, ao seu Deus antropomórfico - um Deus ciumento e exclusivista que se regozija e se enraivece, que se compraz com os sacrifícios e que é mais despótico em sua vaidade do que qualquer homem estulto e finito.
O homem, sendo um composto das essências de todas aquelas Hierarquias celestes, pode, como tal, alcançar um grau superior, em certo sentido, ao de qualquer uma das Hierarquias ou Classes ou de suas combinações respectivas. Está escrito: "O homem não pode nem propiciar nem comandar os Devas". Mas, paralisando sua personalidade inferior, e chegando assim ao pleno conhecimento da não-separatividade entre o seu Eu Superior e o SER Absoluto pode o homem, até mesmo durante a sua vida terrestre, tornar-se como "Um de Nós". De modo que, alimentando-se com o fruto do conhecimento que dissipa a ignorância, o homem se converte em um dos Elohim ou Dhyânis; e, uma vez no plano destes, o espírito de Solidariedade e de perfeita Harmonia que reina em todas as Hierarquias deve estender-se a ele e protegê-lo em todos os sentidos.
A principal dificuldade que impede aos homens de ciência crer nos espíritos divinos, assim como nos espíritos da Natureza, está no seu materialismo. E o maior obstáculo a que os espiritistas acreditem naquelas entidades, ao passo que conservam uma fé cega nos "Espíritos" dos mortos, é a ignorância geral em que se acha todo o mundo (exceto alguns ocultistas e cabalistas) quanto à verdadeira essência da Matéria. É da aceitação ou não da teoria da Unidade de tudo na Natureza, em sua essência última, que depende principalmente a crença ou a incredulidade da existência, ao nosso redor, de outros seres conscientes além dos espíritos dos mortos. É na exata compreensão da Evolução primitiva do Espírito-Matéria, e de sua essência real, que deve o estudante apoiar-se para a gradual elucidação da Cosmogonia Oculta, sendo esse o único índice seguro que pode guiá-lo em seus estudos ulteriores.
Em verdade, conforme vimos de mostrar, cada um dos chamados "Espíritos" é ou um homem desencarnado ou um homem futuro. Porque, desde o mais elevado Arcanjo (Dhyânn-Chohan) até o último Construtor consciente (a classe inferior das Entidades Espirituais), todos estes são homens que viveram em outros Manvantaras, em evos passados, nesta ou em outras Esferas; e os Elementais inferiores, semi-inteligentes e não inteligentes, são todos homens futuros.
Para o ocultista, a circunstância de um Espírito ser dotado de inteligência representa, por si só, a prova de que este Ser foi um homem, havendo adquirido essa inteligência e o seu conhecimento através do ciclo humano. No Universo só existe uma Onisciência e Inteligência indivisível e absoluta, que vibra em cada um dos átomos e dos pontos infinitesimais de todo o Cosmos - do Cosmos que não tem limites e ao qual se dá o nome de Espaço, considerado independentemente de todas as coisas nele contidas. Mas a primeira diferenciação do seu reflexo no Mundo manifestado é puramente Espiritual, e os Seres nela gerados não são providos de uma consciência que tenha qualquer relação com a consciência que nós conhecemos. Não podem possuir consciência ou inteligência humana senão adquirindo-a pessoal e individualmente. Será, talvez, um mistério; não deixa, porém, de ser um fato para a Filosofia Esotérica; e até um fato dos mais aparentes.
A ordem inteira da Natureza atesta que há uma progressiva marcha que tende para uma vida superior. Existe um plano ou desígnio na ação das forças, inclusive aquelas que parecem as mais cegas. O processo integral da evolução, com suas adaptações intermináveis, é uma prova disso. As leis imutáveis que eliminam as espécies fracas, para dar lugar às fortes, e que asseguram "a sobrevivência dos mais aptos", por cruéis que sejam em sua ação imediata, cooperam todas no sentido da grande meta final. O fato mesmo de que ocorrem adaptações, de que os mais aptos são os que sobrevivem na luta pela existência, demonstra que a chamada "Natureza inconsciente" é, na realidade, um complexo de forças manejadas por seres semi-inteligentes (Elementais), sob a direção de Elevados Espíritos Planetários (Dhyân-Chohans), que formam coletivamente o Verbo manifestado do Logos Não-manifestado, constituindo ao mesmo tempo a Mente do Universo e sua Lei imutável.
A Natureza, tomada em seu sentido abstrato, não pode ser "inconsciente", sendo, como é, a emanação da Consciência Absoluta e, portanto, um de seus aspectos no plano da manifestação. Onde está aquele que se atreve a negar ao vegetal, e mesmo ao animal, uma consciência própria? Tudo o que ele pode dizer é que essa consciência transcende os limites de sua compreensão.
Três distintas representações do Universo, em seus três aspectos distintos, são impressas em nosso pensamento pela Filosofia Esotérica: o Preexistente, o Sempre Existente (do qual promanou o primeiro) e o Fenomenal (o mundo da ilusão, o reflexo, a sombra do anterior). Durante esse grande mistério, esse grande drama da vida, que nós conhecemos pelo nome de Manvantara, o Cosmos real é como os objetos colocados atrás de uma tela branca, sobre a qual projetam sombras. Os personagens e os objetos verdadeiros permanecem invisíveis, enquanto os fios condutores da evolução são manejados por mãos também invisíveis. Os homens e as coisas representam apenas os traços deixados sobre o fundo branco pelo reflexo das realidades dissimuladas por trás das redes de Mahâmâyâ, a Grande Ilusão. Assim o ensinaram todas as filosofias e todas as religiões, pré-diluvianas como pós-diluvianas, na Índia e na Caldeia; assim o ensinaram os sábios da China e os da Grécia. Nos dois primeiros países aqueles três Universos eram simbolizados, nos ensinamentos exotéricos, pelas três Trindades que emanam do eterno Germe central e com ele constituem uma Unidade Suprema: a Tríade inicial, a manifestada e a criadora, ou os Três em Um. A última não é senão o símbolo, em sua expressão concreta, das duas primeiras, que são ideais. Aí está por que a Filosofia Esotérica supera a necessidade desta concepção puramente metafísica, e só ao primeiro Universo chama o Sempre Existente. Tal é a opinião de cada uma das seis grandes escolas da filosofia hindu (Nyâya, Vaishishika, Sânkhya, Yoga, Mimâmsâ e Vedanta) - os seis princípios daquele corpo-unidade da Sabedoria, do qual a Gnose, o Conhecimento oculto, é o sétimo.
A Morte
Indubitavelmente um dos maiores descobrimentos do Século XX foi a estrutura de dupla hélice do DNA – a chamada base de construção da vida. A beleza e elegância dos dois fios do DNA trançados em espiral um em torno do outro apresenta um maravilhoso símbolo do desenvolvimento da vida, não somente da construção de formas biológicas, mas também a evolução daquilo que existe como causa primária, a consciência. Porque se adicionarmos o empuxo da evolução ao ritmo dos ciclos da natureza, o círculo da vida é transformado numa contínua espiral rotatória através da qual a consciência se expressa.
Aprofundando mais neste símbolo, se os dois fios espiralados forem entendidos como entrelaçando espírito e matéria, a consciência pode ser vista como o efeito resultante da evolução desta interação. Temos aqui uma estimulante perspectiva sobre o nobre caminho do meio ensinado pelo Buda, o desafio de trilhar o caminho de maneira eqüidistante entre estes pares de opostos – as duas grandes linhas de força – tal como se expressam em qualquer nível, contrabalançando e relacionando-os entre si numa expressão harmoniosa. Assim como o Buda, o Cristo e outros grandes guias espirituais, também cada unidade de consciência evolui através deste grande processo espiral – a soma total da manifestação planetária avançando lentamente numa viagem de redenção espiritual.
Esta evolução super abrangente requer o constante desprender de formas e a aquisição de novas, à medida que novas combinações de matéria e espírito proporcionem veículos mais refinados para expressar o desenvolvimento da consciência. Quando a potência de uma forma está exaurida e não é mais adequada, a forma é descartada e uma mais apropriada é adquirida. Este é o princípio fundamental por trás do processo de morte e renascimento em todos níveis da natureza. Onde exatamente esta espiral leva ou termina ninguém na realidade sabe; tudo que pode ser dito é que o próximo passo está sempre mais à frente, lentamente percebido na medida que somos impulsionados para frente pelo poder da própria vida.
Desafortunadamente a sociedade secular tem, de maneira progressiva, se isolado do processo cíclico de vida e morte que caracteriza nossa ascensão na espiral. Sempre em busca de novas sensações, nosso irrefreável séqüito de materialismo tem resultado numa identificação muito forte com nosso corpo, nos enredado nos seus sentidos e conseqüentemente perdido o contato com nossa natureza interior. O propósito dos sentidos é informar, não aprisionar, e somente nos desembaraçando deles e interiorizando a nossa linha de investigação, podemos ter esperança de recuperar alguma verdadeira compreensão da natureza da morte. Temos que despertar os sentidos esotéricos interiores e seguir a sua orientação a fim de contatar o núcleo imortal do nosso ser que permanece inabalável e sereno durante os longos ciclos de vida, morte e renascimento. Então podemos conhecer em primeira mão a entrada numa vida mais grandiosa – o formoso segredo que encobre o processo da morte.
Somente pela compreensão da vida após a morte como uma extensão da vida, é que a morte pode ser entendida como simplesmente uma transição – uma relocação da consciência de uma área da divina espiral a outra. Neste sentido morte é simplesmente a libertação da limitação, da qual temos uma experiência parcial todas as noites durante as horas de sono. Morte e sono são fundamentalmente o mesmo, sem diferença, exceto em grau; ... sono é uma morte imperfeita e morte é um sono perfeito. Esta é a principal questão em todo ensinamento sobre a morte... Morte não é o oposto de Vida, mas atualmente é um dos modos de viver – uma modificação de consciência, uma mudança de uma fase da vida a outra pela subserviência ao carma, ao destino... Nossos corpos estão em constante estado de mudança, seus átomos estão num processo contínuo de renovação... Mesmo enquanto encarnados estamos vivendo no meio de incontáveis mortes diminutas.
Morte é, na realidade, deterioração no tempo e espaço e se deve à tendência do espírito-matéria a se isolar, enquanto em manifestação. Este enunciado reflete todo o processo da jornada da Vida – (involução) entrada na forma e num estado de consciência cada vez mais individualista e separado, e então (evolução) de volta à unidade levando conosco os frutos da nossa experiência como agregado de aprimoramento e qualidade. Quando reconhecemos este ciclo podemos, deliberadamente, nos alinhar com a onda evolucionária e superar esta tendência de isolamento do espírito-matéria. Focalizando na alma, o ponto de relacionamento de consciência intermediário entre ambos, nossa visão expandida revela a grande verdade dos ensinamentos da Sabedoria Antiga que mente-corpo-alma são a Trindade sintetizada pela Vida que permeia tudo. Então, morte é entendida como parte do processo da vida, a grande força de liberação que re-focaliza firmemente a consciência em pontos mais altos da espiral entre os pólos do espírito e matéria.
O medo e o horror da morte podem então desaparecer à medida que a consciência de orientação espiritual, a alma, tornar-se realmente conhecida em nossa percepção. O medo é o resultado da identificação com a natureza temporária da forma – nossa própria forma que dá origem ao senso de personalidade, as formas e personalidades daqueles que amamos, e as formas familiares do nosso entorno e meio ambiente. Entretanto, o amor que é da alma opõe-se a esse apego, e a esperança do futuro e nossa libertação das limitações do passado está nesta substituição de ênfase para a transcendência da alma. À medida que avançamos para esse momento quando o aspecto encarnado da alma puder viver conscientemente, construtiva e divinamente em veículos materiais em evolução, o sofrimento, a solidão e a sensação de perda pela morte desaparecerão regularmente. Então, consideraremos a forma simplesmente como uma faceta temporária de oportunidade divina, a personalidade como uma máscara temporária da alma, e conheceremos um novo e mais alegre enfoque da grande experiência que chamamos morte. A morte será entendida como parte da jornada espiritual – a alma levando repetidamente de volta à realidade um fragmento de si mesma para aprender, servir e enriquecer a sua experiência e então, através da morte assimilar os resultados dos seus esforços para promover progresso na espiral do mistério da vida.
Mente, Corpo e Alma.
Nada é incompreensível quando o ser deixa o Divino atuar. Nada deve ser estranho ao discípulo, ao estudante em busca da Verdade, pois não existe somente a esfera Gaya, a terra. Quantos planos e planos existem, nem nós o sabemos, porque o Pai-Mãe em sua sabedoria se autocriou e, sucessivamente, criou o infinito e como Chispas de Luz, de Éter, criou os seres e dentro deste Universo de Inteligência Superior tudo é alfa e ômega; tudo termina onde principia e principia onde termina.
As diversas formas de vida que habitam todos os planos são inumeráveis, porque o Divino em sua sabedoria fez com que as várias espécies convivam entre si. Ele as criou, para que infinitamente, da mesma forma que ele é alfa e ômega, o ser possa desta mesma maneira se autoaperfeiçoar. Então, isto quer dizer, exatamente, que o ser estará infinitamente se aperfeiçoando. Portanto, infelizes aqueles que pensam que a vida se resume somente em Gaya, a terra. O homem é muito mais do que pensa ser. O homem, não é só um envoltório físico, ele é um espírito usando este envoltório. Este corpo denso é, também, composto do Éter e é no Éter a morada do Grande Ser.
Assim, neste imenso regaço do UNO, habitam inumeráveis seres, todos usando as melhores ferramentas e chaves que conseguiram amealhar por diversas e diversas reencarnações, as quais, na realidade, nunca cessarão, pois, tudo é alfa e omega. Para melhor explicar, imagine um círculo fechado, ele não tem começo e nem tem fim. Assim, giram os seres nas diversas rondas. A diferença é que neste círculo do alfa e ômega, temos as diversas esferas de morada, repouso, ensinamentos e trabalho. Temos o plano terra, bem como tantas outras dimensões. Dentro do círculo alfa e ômega, portanto, além dos diversos planos ou esferas, também, os seus habitantes ocupam níveis de morada, de repouso, de instrução e de trabalho de acordo com o seu atual estágio de evolução espiritual
Os seres que habitam outras dimensões, conforme o estágio em que se encontram, quando não se tratar de karma verde, se o desejarem, além de irem para outras dimensões, podem pedir liberação, tanto para reencarnar na terra como também, podem pedir a mesma liberação para retornar ao verdadeiro lar. Nestas situações do karma maduro, o espirito mesmo ocupando um corpo físico, o qual gostamos mais de usar, o corpo denso (em se tratando do plano terra), traz em sua memória a recordação do último estágio espiritual e, assim, num determinado momento, o qual já estava previamente programado e fixado nesta memória astral, este mecanismo neste espírito é acionado, e metafisicamente ele recorda no plano e no veículo em que habita o que foi, o que é, qual a sua missão e recorda que possui, também, o livre arbítrio de pedir a liberação para regressar ao verdadeiro lar e para continuar em outra dimensão e esfera de estágio o trabalho pela Humanidade ou em camadas etéreas em prol dos seus iguais, pois não temos irmãos só em Gaya, temos irmãos, filhos, iniciados, adeptos e mestres, em outras dimensões. Portanto, o espírito é lembrado em sua memória astral da sua real situação e que não é obrigado a permanecer em sofrimento atrelado ao corpo denso até que o ciclo vital se esvaneça, pois ele, no caso do karma maduro e por imenso amor a serviço da Humanidade, por exemplo, pediu para reencarnar. Quando os senhores do karma consultam os registros de cada ser e chegou o momento da liberação, mandam mestres para que preparem o espírito para o retorno. Na realidade, o trabalho mais difícil é preparar a mente inferior, pois o ser humano é muito complexo em sua estrutura física e emocional. O ser humano vive de apegos e despertá-lo de que tudo é maya em Gaya não é das tarefas mais fácies. Por outro lado, o homem comum é um carnívoro, é dado muito aos prazeres do corpo e esquece e nem sabe que tem outros corpos sutis, aos quais deveria depositar muito carinho e atenção.
Portanto, quando o ser busca pela metafísica do Ser, ele está buscando, na realidade, pela metafísica do Grande Ser.
Por não ter costume de se conectar com o Divino, o pequeno ser passa anos e anos estudando os melhores tratados filosóficos e, às vezes, se perde dentro de tanta informação e não encontra ali a chave mestra que abre o portal do Conhecimento, da Sabedoria.
A metafísica do ser, em seu estado global, como disse, é alfa e ômega; está dentro do próprio ser, não tem começo e nem tem fim. Portanto, o ser é o próprio Ser, sendo este Grande Ser identificado como Pai-Mãe, Grande Espírito, Espírito Superior, Éter, Luz, Divino, Centelha Divina, Eu Sou, Eu Sou quem Sou, Eu Sou o Uno, Deus, e, assim, usam-se várias adjetivações para identificar o “Deus” que a tudo comanda, constrói e instrui.
Neste universo, por exemplo, de religiões, credos e dogmas que fervilham na Humanidade, os homens chegam até a se matar, mutuamente, em prol de seu “Deus”. Fica fácil de distinguir, portanto, uma religião, um credo ou um dogma. Primeiramente, o Divino é avesso a religiões, a credos, a dogmas e a adorações. O Divino nem face têm porque se face tivesse, esta face seria universal e como seria uma face universal? Se algum ser se deixou fotografar pela retina humana ou pelo terceiro olho, foram seres de dimensões inferiores ao Divino, como por exemplo, nós os mestres que estamos a serviço do Divino. E, mesmo, que a retina humana ou o terceiro olho enxerguem determinada imagem, não significa ser a real projeção. Em outras dimensões, na realidade, também, não temos formas. Usamos de algum envoltório, às vezes, para facilitar a comunicação, pois dependendo de cada ser, uns ouvem, sentem, outros vêem, outros escrevem de forma direta, outros ouvem e falam telepaticamente, sendo, portanto, diversas as formas em que o Grande Ser pode se manifestar, usando, normalmente, do Mestre Interior ou demais mestres que também, estão compromissados desde outras reencarnações com o pequeno ser. Portanto, o Grande Ser, o Divino, não está na religião a ou b. O Grande Ser, o Divino, está dentro do pequeno ser e seu habitat, o seu verdadeiro Templo, é o coração de cada ser. Estando o ser, com o seu Templo que é o seu próprio coração repleto de amor, amor por si mesmo e amor pela Humanidade; estando o ser com o seu coração em paz e repleto de alegria; estando o ser com o seu coração imune de apegos, imune aos vícios, imune aos ressentimentos e a toda forma negativa, este ser, só pode refletir o Divino. Entretanto, mesmo em situações em que o ser é dado aos vícios e a toda forma de inferioridade, mesmo assim, o Divino não abandona o ser, ele retira-se do Templo impuro e fica pairando no Éter; fica pairando ao redor de si mesmo. Quando, finalmente, o pequeno ser desperta e chama pelo Grande Ser, este em sua infinita compaixão adentra no Templo do pequeno ser e ali fica emanando todo o seu amor, o qual vai impregnando o pequeno ser e este vai se transformando, se autoaperfeiçoando. Portanto, a grande chave para que o pequeno ser fique, diariamente, no regaço do Grande Ser ou que um dia volte ao seu verdadeiro lar, volte ao regaço do Pai-Mãe é este pequeno ser aprender a se conectar com o Divino, com o Grande Ser. Uma das chaves para mais rapidamente o pequeno ser acelerar o seu karma, é sentar para meditar e ficar com o Templo que é o seu coração, mais alvo que a neve. Outra chave é o yoga. Através dos asanas, o pequeno ser vai ganhando resistência para o corpo denso com reflexo nos corpos sutis e chakras. Outra chave é o uso dos mantras, pois são vibrações que chegam ao Éter, são vibrações que nutrem os corpos sutis e impregnam de prana o pequeno ser. Enfim, são tantas as chaves e tantos os caminhos, mais o yoga que é o mais completo dos métodos aliado aos mantras e à meditação, muita meditação, são as chaves mestras para preparar esta Humanidade para esta e outras rondas que advirão.
Como percebemos, o pequeno ser tem vários recursos para se autoaperfeiçoar. A difusão destes métodos e a criação de templos de meditação ajudarão muito para amenizar e acelerar o amadurecimento do karma tanto pessoal como coletivo. Alerto, todavia, que somente a prática dos asanas é perigosa, pois ela trabalha, de forma vigorosa, também, os chakras e para equilibrar estes centros de imensa energia, deve-se usar os mantras e a meditação. Estas chaves curam tudo. Ao fazer uso destas chaves, o pequeno ser estará diretamente conectado com o Divino e refletirá a imagem deste através de si.
Quando o pequeno ser está se autoaperfeiçoando, todos ao seu lado são beneficiados e todos percebem as mudanças. As vezes, o pequeno ser sofre discriminações e tem que romper com antigos laços, com velhas ilusões. O preço do desapego é alto, mais a recompensa é de valor inestimável. O que é Gaya, senão maya? O livre arbítrio do pequeno ser está em decidir onde quer permanecer. Quer ficar em Gaya? Quer permanecer em maya? É uma decisão que só o pequeno ser pode tomar. O Grande Ser deixou para o pequeno ser um círculo infinito com todos os degraus para ascender. O Grande Ser nada exige do pequeno ser. O Grande Ser em sua infinita Sabedoria e Bondade, está sempre ao dispor do chamado do pequeno ser, para ajudá-lo a ascender, continuamente, neste círculo mágico e infinito. O pequeno ser deve, portanto, conhecer primeiro a si mesmo e aparar as arestas que atravancam a sua evolução. O Grande Ser é sábio em sua criação e desígnios. Em termos metafísicos, todos os seres são iguais, pois o Grande Ser deu a eles a mesma oportunidade de infinitamente evoluir. O Grande Ser deu ao pequeno ser a chave de poder descobrir quem é, por que está no aqui e agora, para onde vai e o que fará ainda nos demais planos e futuras rondas.
O Grande Ser legou, portanto, ao pequeno ser, a chave da auto cura de todos os seus corpos, seja denso ou sutis. As chaves mestras são, portanto, as já mencionadas.
Metafisicamente falando, tudo foi previsto pelo Grande Ser, pelo Grande Espírito, desde o nascimento do pequeno ser ou pequeno espírito até a sua morte, a qual preferimos o termo liberação.
Se, por exemplo, o pequeno ser, preferir no caso de karma maduro voltar a reencarnar num veiculo humano, este espírito levará gravado em sua memória, principalmente, a última reencarnação. Poderá até lembrar de outras. Quando novamente o seu karma atual amadurece na ronda e estágio espiritual em que se encontra, o pequeno espírito começa a ter lampejos de quem foi, quem é, qual a sua missão na atual ronda e se pode pedir a liberação para voltar. Em outros casos, quando o pequeno ser, por sua própria evolução não puder pedir a liberação, ele recorda disto tudo, só que ainda vai ter que aguardar a decisão do conselho kármico. A diferença, neste caso, entre um e outro é que o primeiro, já trouxe na memória a possibilidade da liberação antecipada, pois normalmente, estes seres decidem por livre arbítrio reencarnar em Gaya por compaixão à Humanidade. O outro ser, teve que reencarnar para tentar resolver na ronda atual o que deixou para trás; então, ele não traz em sua memória o registro astral do livre arbítrio tanto da reencarnação, como da liberação. Dependendo, portanto, do estágio do pequeno espírito na ronda, o momento da liberação pode ser muito natural ou extremamente doloroso. A volta para o regaço do Grande Ser ou do Grande Espírito é o objetivo contínuo do pequeno espírito ou do pequeno ser.
Quanto ao sentimento de religiosidade subjacente no pequeno ser, ele já traz ao reencarnar ou adquire na ronda atual. Este sentimento de religiosidade, muitas das vezes mal compreendido, é a espiritualidade que flui do Grande Ser. Existe, pois, diferença entre religião e religiosidade. A religião é criação da Humanidade. Todas as religiões, na essência, são boas, mas quem as deturpam são os seres humanos. Não há religião superior à Verdade como bem defende a Teosofia, porque a Verdade está dentro de cada ser. A religião existe, ou pelo menos deveria existir para acalmar a mente humana, sendo que na verdade o pequeno ser deveria buscar, primeiramente, o acalento dentro de si mesmo, junto ao Grande Ser. Já que o homem precisa, às vezes, de uma religião, faz-se mister a responsabilidade de seus fundadores, pois os líderes religiosos ao fundarem religiões sem qualquer sentido ético, usurpando da fragilidade humana, visando o comércio e não a elevação espiritual dos fiéis, estes líderes estão atrasando a evolução dos pequenos seres e, por conseqüência, as suas próprias. E, como disse acima, existe um conselho kármico e na tábua de evolução de cada ser, lá está anotada cada ação e, por conseqüência, também, a sua reação. Quando a Humanidade tomar consciência da profundidade do tema, ela terá parcimônia ao atuar com a espiritualidade do pequeno ser.
Oxalá, o ser se convença do seu próprio Templo interior, mais se antes não conseguir, o ser poderia, também adentrar num templo de meditação edificado sem qualquer dogma, credo, ou finalidade lucrativa, para ali entrar, e aprender a sentar e em meditação se autoconhecer. É do autoconhecimento que partimos para a Luz. Se o ser está em trevas e nenhum esforço faz para ir além, como poderá vislumbrar a Luz? Se o ser preferir ficar com o véu; se o ser preferir por tapar os olhos e ouvidos e fechar o chakra de amor que é o seu coração, como poderá conhecer a si mesmo? Como poderá ir ao encontro do Grande Ser? Como poderá obter tantas respostas metafísicas?
Não existe nada superior a Verdade, além da que está dentro do ser. Quando o ser mantém o elo com o Grande Ser, o ser é o Ser e dentro do ser está o Grande Ser. E, então, o ser e o Grande Ser passam a ser Unos em si.
Para os seres que decidiram fazer parte da atual ronda em Gaya, estes seres tem deveres com as demais espécies. Gaya é a Mãe dos seres que ali vivem e ela os acolhe com amor. Como tem coragem o pequeno ser de destruir este planeta? Como pode o pequeno ser danificar, mutilar e extinguir as espécies que o Grande Ser aqui deixou sob os cuidados de nossa Mãe Gaya? Se o pequeno ser não tem o direito de se autodestruir, como pode ter a coragem de destruir o planeta e suas exuberantes e diversas formas de vida?
Oxalá, os líderes da Humanidade, os pequenos seres de Gaya, consigam a tempo, retirar as vendas dos olhos e pararem de se autodestruir!
Os Cristais
Melhore sua vida e melhore o seu relacionamento com os outros, usando o poder dos cristais, transmitindo sua própria energia positivamente e atraindo assim, energias positivas para si próprio.
Os cristais amplificam as energias (tanto que são usados até na técnica das transmissões), além de conter na forma mais pura, as cores que são necessárias para nosso equilíbrio físico, biológico e espiritual. A energia que sai dos cristais, é uma composição dos elementos da natureza e dos raios vibracionais.
Transmitem uma espécie de raio que é absorvido pelo corpo físico. Esses raios absorvidos pelo corpo, desbloqueiam e alinham os chakras, que são os sete centros de energia que todas as pessoas tem. Cada cristal tem uma função específica, de acordo com seu tamanho e coloração. Os cristais grandes, como por exemplo a Drusa por ser um Quartzo de várias pontas, é excelente para as limpezas dos ambientes.
Os cristais mais comuns, são os cristais de quartzo (transparente), por sua maneira fácil de usar e alinhar qualquer os chakras.
Os cristais coloridos são usados em cima de cada um dos chakras, a fim de atingir problemas específicos.
Não é aconselhável para os iniciantes em cristais, começar com os cristais coloridos.
O seu uso incorreto poderá não trazer os resultados esperados.
É aconselhável para as pessoas que desejam obter um cristal, escolher um simples, como o quartzo (transparente).
Procure sentir a vibração que eles emitem. Se sentir uma mudança de temperatura nas mãos ou uma espécie de formigamento, este será o cristal ideal para você.
Ametista: Transforma as energias negativas em positivas, a angústia em sensação de paz, curando doenças sangüíneas, liberando o espírito das energias negativas, tendo também poder anti-séptico em ambientes e pessoas.
Ajuda na parte do crescimento espiritual, levando à alta consciência . Traz estabilidade, força, vigoração e paz. Usado no tratamento de desordens do sistema nervoso, digestivo e celulares, coração, estômago, pele e dentes.
Elimina o stress. Inspira cura, e intuição.
Citrino: Nos dá a força de autoconfiança, cura males estomacais.
Quartzo Branco: Amplifica todas as energias, aumentando a capacidade mental, melhorando a memória. Não é aconselhável que fique muito exposto. Deixe-o sempre guardado até a hora de usá-lo.
Quartzo Róseo: Transmite o amor incondicional, da paz e tranqüilidade.
Quartzo Verde: Tem o poder de acalmar e de curar as mais diferentes doenças.
Sodalita: Tem o poder de relaxar e abre a terceira visào, aumentando o poder de transmissão com outros planos astrais.
Ágata: Desenvolve a coragem e a força, ajudando a descobrir a verdade e a aceitar o destino. Fortalece o corpo e a mente. É uma pedra energética e poderosa. Auxilia no sistema circulatório e no pâncreas.
Alexandrita: Beneficia o sistema nervoso, baço e o pâncreas. É uma pedra com poderes regenerativos. Cria uma ligação mental, emocional e dos corpos etéricos, levando a um estado maior de equilíbrio. Combate a baixa estima e desordens do sistema nervoso. Inspira felicidade, criatividade, expansão da consciência e o amor pela vida.
Amazonita:Acalma o sistema nervoso. Traz força para o coração e para o corpo físico. Equilibra todos os chakras. É usado no tratamento de desordens do sistema nervoso. Inspira paz, ligação com a alta dimensão e claridade
Âmbar: Permite o corpo a se curar pela absorção e transmutação da energia negativa para positiva. Anima a disposição e estimula o intelecto. Abre o chakra coronário.Usado em casos de perda de memória, ansiedade e incapacidade de tomar as próprias decisões.
Aquamarina: Ajuda na digestão, limpa e equilibra o emocional. Fortalece o fígado, baço e rins. Estimula as células brancas do sangue.
Aventurina: Purifica mentalmente e emocionalmente. Neutraliza as emoções, trazendo o equilíbrio para o corpo físico. Elimina o medo e cura problemas relacionados a doenças da pele. Inspira independência, criatividade e saúde.
Azurita: Fortalece o sangue. Corta as ilusões.Inspira criatividade, intuição e limpa a mente.
Esmeralda: É a pedra do amor incondicional. Fortalece o coração, rins e os sistemas imunes. Equilibra a mente e o corpo físico.Inspira amor, prosperidade, tranqüilidade e a paciência. Aumenta a clarividência.
Calcita: Equilibra as polaridades masculino e feminino e as emoções. Excelente para quem está estudando ciência e arte. Calcita amplifica os corpos de energia, sendo excelentes fontes de energia para o chakra coronário. Usado em todos os chakras.
Carnélia: Energiza as partes psíquicas, emocionais e mentais. Fortalece o corpo através do emocional, trazendo coragem e resistência. Carnélia ajuda a humanidade a fazer a transição para a quarta dimensão. Inspira concentração, felicidade e sociabilidade.
Crisocola:Excelentes para os períodos de dor e tensões pré-menstruais. Auxilia na prevenção de úlcera, problemas digestivos e pulmões. Alivia o sentimento de culpa. Equilibra os chakras. Relaxa os estados de ansiedades e medos, prevenindo congestão emocional. Inspira criatividade, o poder pessoal, felicidade e serenidade
Diamante: Transmuta as energias negativas para positivas. Purifica o corpo e o espírito. Amplifica as energias do corpo e da mente. Inspira inocência, purificação, confiança, abundância e serenidade.
Dioptásio: Equilibra os canais da mente e do corpo físico. Fortalece o sistema nervoso, trazendo estabilidade emocional. Estimula os rins, pulmões e coração, excelente para quem está envolvido emocionalmente. Inspira progresso, prosperidade e abundância.
Fluorita: Com grande poder de cura, acumula e absorve os nutrientes vitais. Fortalece os dentes, os ossos e os vasos sangüíneos. Usado também no chakra do terceiro olho. Permite que a mente se mantenha equilibrada.
Calcita Ouro: Usado no chakra coronário para estimular as altas freqüências. Beneficia os rins, pâncreas e baço. Alivia o medo e o stress. Equilibra as polaridades masculino/feminino e as emoções. Inspira felicidade e clareza.
Calcita Verde: Suaviza as fronteiras rígidas da mente. Liberta os antigos conceitos, permitindo que as coisas novas entrem aliviando o medo e o stress. Usado no chakra do terceiro olho ou no chakra da garganta. Auxilia os rins, pâncreas e baço.
Jade: Auxilia nos problemas dos olhos. Equilibrador emocional. Radia amor incondicional, coragem, justiça, claridade e sabedoria. Inspira confidência e equilíbrio.
Lápis Azuli: Traz vitalidade e relaxamento para o corpo e a mente. Usado no chakra do terceiro olho para penetrar nos bloqueios do subconsciente. Ajuda a desenvolver o poder da mente. Inspira criatividade, expressão e estabilidade.
Obsidiana: Equilibra as energias do corpo físico. Limpa os bloqueios do subconsciente. Auxilia os intestinos e o estômago.Inspira objetividade, sabedoria e amor.
Ônix: Traz sabedoria em decisões que precisam ser tomadas. Fortalece a espinha e tira o stress. Inspira serenidade, auto controle e intuição.
Quartzo: Ativa a cura no corpo. Um poderoso harmonizador e curador da aura. Neutraliza a negatividade em qualquer nível. Os cristais grandes ajudam a harmonizar e equilibrar as energias do meio ambiente. Inspira claridade e confidência.
Quartzo Rosa: Liberta ressentimentos como: culpa, medo, ciúmes e raiva. Auxilia os rins e o sistema . Ótimo para quem tem medo de mostrar suas emoções. Quartzo Rosa é o mestre dos curadores.
Rubi: Usada para preservar o corpo físico e a saúde mental. Estimula o chakra cardíaco.Inspira sabedoria espiritual, saúde, conhecimento, tranqüilidade e riqueza.
Quartzo Fumê: Usada também nas meditações, permite penetrar em áreas obscuras trazendo luz e amor. Quartzo fumê é associado com o chakra do umbigo e é um dos mais poderosos cristais para estimular e purificar as energias.
Pedra da Lua:Faz uma conexão com a fonte de luz interna, em qualquer forma de meditação. Usado em qualquer chakra.
Olho de Tigre:Traz uma alta freqüência de energia vibracional. Equilibra a percepção.
Topázio:Desintoxica o corpo. Desperta e inspira a abundância na saúde, ajudando na regeneração dos tecidos e fortalecendo os órgãos e glândulas. Inspira paz, tranqüilidade, criatividade e expressão.
Turmalina Preta:Traz uma forte proteção, aumentando a sensibilidade e compreensão. Tira o medo e a transmuta a negatividade. Um poderoso curador das desordens da mente.
Turqueza:Auxilia na regeneração dos tecidos. Fortalece e alinha todos os chakras. Ajuda no crescimento pessoal e expande a consciência. Tem o propósito de equilibrar e curar o chakra da garganta. Inspira criatividade, paz, equilíbrio emocional, comunicação, lealdade e sabedoria.
Zircônia:Acalma as emoções. Traz proteção contra a insônia e a depressão. Fortalece a mente. Aumenta a auto estima.
Métodos de Limpeza:
Lave seu cristal e deixe-o imerso num recipiente de vidro ou de plástico( não pode ser de alumínio), transparente com água e sal grosso (a água do mar tem a composição básica do Universo e equilibra as energias da matéria), pelo tempo que achar necessário.
Separe os cristais a serem limpos, deixe-os exposto à chuva forte, desta maneira eles descarregam as energias negativas para a terra.
Pegue o(s) cristal(is) a serem limpos. Ascenda um incenso de seu gosto e assopre a fumaça em direção aos cristais. Faça este processo 3 vezes.
Energização:
Para quem mora perto de um rio ou riacho, deixe a água da correnteza cair sobre os cristais.
Deixe os cristais exposto à luz solar, no mínimo por seis horas, ou deixe exposto a luz lunar, ficando a noite inteira.
Pegue um ou dois cristais de cada vez. Segure-os na mão, deixando a água da torneira cobrir os cristais, imaginando uma luz dourada penetrando no cristal.
Enterre os cristais e deixe-os por 24 horas.
Deixe os cristais perto de uma Drusa (Quartzo transparente com várias pontas).
Após a limpeza, coloque o cristal escolhido na sua mão esquerda, eleve seu pensamento e imagine estar dentro de seu cristal, sentindo sua temperatura e recebendo no todo de seu corpo sua luz cromática ( luz da mesma cor que o cristal escolhido).
Banhos:
Para obter um efeito de energização, escolha alguns cristais de sua preferência e coloque-os na banheira. Após o banho, limpe-os e energize-os novamente.
Energização de ambientes:
Escolha alguns cristais e coloque-os dentro de um vidro, um deles precisa ser quartzo. A medida que a água dentro do vidro for ficando escura, troque a água e lave os cristais.
Uso pessoal:
Escolha um cristal e coloque dentro de um veludo e carregue-o dentro da bolsa, no bolso ou qualquer outro lugar de sua escolha. Ou, coloque um cristal de sua escolha dentro do travesseiro enquanto dorme.
Plantas:
Coloque um cristal de sua preferência e coloque perto da raiz da planta a ser energizada.
Para ser absorvida a energia de um cristal, vire a ponta do cristal, de modo que fique direcionado à você. Se for passar energia para outra pessoa, direcione a ponta do cristal para a pessoa que irá receber a energia.
Após a compra do cristal escolhido, ele deverá passar por um processo especial de limpeza e energização. É importante saber que quando um cristal entra em contato com o corpo físico, ele absorve muitas energias negativas, precisando ser limpos e energizados antes de usar.
A limpeza em um cristal, faz com que todas as energias por ela absorvida sejam descarregadas.
A energização devolve as energias ao cristal, desta maneira, estando pronta para usá-la novamente.
Para começar a sentir o efeito do poder do cristal sobre nós, teremos que antes limpá-los, energizá-los e usá-los das maneiras descritas a seguir.
Lembre-se: A mão esquerda recebe e a mão direita doa. E para qualquer que seja o uso do cristal,você deve sempre estar com o pensamento elevado.
Fonte: Recebido do grupo 7 elementos
sábado, 24 de março de 2012
Quer chegar a Deus? Eleve seus pensamentos!
Quer chegar a Deus? Eleve seus pensamentos!
Pois é, você vai dizer: mas que frase mais clichê... Os intelectuais de plantão dirão: pura besteira, pensamentos nada têm a ver com chegar a Deus.
Nossa mente sempre tem a tendência a racionalizar aquilo que desconhecemos. Somos precisamente matéria física, acreditamos no que os nossos olhos vêem, naquilo que está próximo a nós, em tudo que nossas mãos possam tocar.
Poucos de nós têm a consciência de que tudo que aí está, diante de nós, foi criado pela força do nosso próprio pensamento. Tudo que existe nós próprios fomos os criadores. Quando aqui chegamos a esse planeta, já havíamos pré-estabelecido o lugar onde iríamos dar o primeiro suspiro de vida.
Mas quando, finalmente, crescemos e nos tornamos adultos, a nossa mente através do nosso ego, procura racionalizar nossas sensações de que algo mais existe em nosso caminho e nos tornamos céticos em relação à nossa consciência divina.
Temos que primeiro ver para depois crer, tal qual a São Tomé em relação aos feitos de Jesus Cristo.
E assim, vamos vivendo, errando aqui, acertando ali, caindo e se levantando, brigando, aceitando.
Revoltados com as situações de vida que nos fazem infelizes, amando, odiando, querendo, perdendo, procurando sempre aquele verdadeiro amor que nunca nos chega, ou quando ocorre, não valorizamos e perdemos. Em situações assim adversas, acabamos por contrair doenças graves, tornamo-nos hipertensos, adquirimos depressão e cristalizamos tanto essa nossa condição doente, que muitas vezes o quadro torna-se irreversível.
Pare e pense: como você chegou a isso? Se ao nascer, você era um ser puro e divino, que veio a esse mundo para trazer alegria àquela família que você próprio escolheu... Como aquele sorriso desprendido daquela criança, que hoje você vê só nas fotos da infância, não mais existe? Como você se tornou uma pessoa amarga e descrente da vida?
Eu lhe digo: você mesma através do seu pensamento criou e materializou essa vida de infelicidade, seu pensamento foi e é até hoje o criador de tudo o que vive agora. Aquela criança, que tanta alegria trouxe ao nascer, tornou-se adulta e inconscientemente, deixou que sua mente racionalizasse todo e qualquer momento de emoção que a vida dá e nada cobra. O ego tomou a frente do ser que se tornou adulto e, através da mente, agora comanda a sua vida de tristezas.
Inconscientemente, somos levados a crer em tudo que se apresenta diante de nós, de uma forma física. Não somos treinados a olhar para dentro e, sim, para o que está aí mundo a fora, brilhando diante dos nossos olhos. Uma inversão de valores nos arrasta cada vez mais para o fundo do poço. Hoje se dá importância ao ter, valoriza-se o engodo, ao levar vantagem diante do outro ser semelhante a nós. Atualmente, o homem é só mais um em qualquer vitrine, ou outdoor do mundo.
Hoje o amor só existe por mero interesse das partes envolvidas, por isso tanta desunião e famílias desajustadas, tantas meninas e meninos entregues às drogas; por isso, tanta violência e insegurança, tantos muros altos e carros blindados, tantos crimes e tantas famílias arrasadas.
Você não entende tudo isso? Isso é criado pelo homem através do seu pensamento egoísta, do seu pensamento de lucro fácil, através de suas mazelas e de querer sempre levar vantagem junto ao outro, de querer o poder pelo poder.
Não se engane, pensamentos tomam forma e tudo o que aí está é próprio da mente e do ego do homem, daquele que se acha melhor que todos, acima do bem e do mal.
Quer viver feliz, quer encontrar a paz, procure rever seus valores, repensar a sua vida, não deixe que o seu ego, através da sua mente, aprisione você em um mundo de infelicidade. Procure elevar seu pensamento, não querendo tripudiar em cima do seu semelhante. Não se deixe levar por maus pensamentos que muitos querem que você acredite.
Creia, somos todos iguais diante de Deus e só chegaremos a ele elevando nossos pensamentos, aqui e agora, pois queiram ou não, Somos todos um.
Pense nisso...
por Nelson Sganzerla - nelsonsganzerla@terra.com.br
quarta-feira, 21 de março de 2012
A Experiência Quase-Morte
Relato de uma Experiência "Quase Morte"
Este artigo até hoje é comentado e postado na internet. Foi traduzido pela Cris Boog, uns anos atras.
Vale a pena ler de novo!
http://www.casa-indigo.com/artigos/quase_morte.asp
Artigos
A Experiência Quase-Morte
Mellen-Thomas Benedict
Apresentamos este texto que aprece citado e recomendado no livro Crianças Índigo e Cristal de Tereza Guerra, e que tem sido solicitado, por varias pessoas, quando na leitura do livro chegam ao Capítulo 5, pagina 163. O presente texto encontra-se traduzido para Português do Brasil.
http://www.near-death.com/experiences/reincarnation04.html
(link para o original em inglês)
Mellen-Thomas Benedict é um artista que sobreviveu a uma experiência de quase-morte em 1982. Ele permaneceu morto por mais de uma hora e meia após ter morrido de câncer. Na hora de sua morte ele saiu do corpo e foi para a luz. Ele estava curioso a respeito do universo, e foi levado pra longe, para as profundezas remotas da existência e além, para o vazio energético do nada que existe por detrás do Big Bang.
Durante a sua experiência, ele absorveu uma quantidade enorme de informações sobre a reencarnação. Por causa da sua experiência de quase-morte, ele trouxe de volta descobertas científicas. O Sr. Benedict tem estado profundamente envolvido com os mecanismos de comunicação celular e pesquisas sobre o relacionamento entre a luz e a vida que se chama Biologia Quântica.
O Sr. Benedict descobriu que as células vivas respondem muito rapidamente à estimulação de luz, e isto resulta entre outras coisas, numa cura de alta velocidade. Ele é um pesquisador, inventor e palestrante, que tem seis patentes nos Estados Unidos.
A experiência quase-morte do Sr. Benedict foi reimpressa aqui com autorização dos autores Dr. Lee Worth Bailey e Jenny Yates. O seu livro excelente intitulado The Near-Death Experience: A Reader publicado pela Routledge, Nova York, em 1996, é altamente recomendável.
Um pedaço da sua experiência quase-morte também aparece no livro de P. M. H. Atwater, Beyond the Light.
Sobre a experiência de Mellen, Dr. Ken Ring ressaltou, "Sua história é uma das mais extraordinárias dentro da extensa pesquisa que tenho feito sobre experiências de quase-morte".
Em 1982 eu morri de um câncer terminal. A doença era inoperável, e todos os tipos de quimioterapia que me davam me faziam vegetar cada vez mais. Os médicos me deram de seis a oito meses de vida. Eu fui um obstinado por informações nos anos 70, e me tornei cada vez mais desanimado por causa da crise nuclear, da crise ecológica e esses assuntos. E, por não ter uma base espiritual, eu passei a acreditar que a natureza havia cometido um engano, e que nós provavelmente éramos um organismo canceroso no planeta. Eu não via nenhuma saída para os problemas que tínhamos criado para nós mesmos e para o planeta. E enxergava todos os humanos como sendo câncer, já que era isso que eu tinha. Foi isso que me matou. Cuidado com a sua visão do mundo. Ela pode voltar para você, especialmente se for uma visão de mundo negativa. Eu tinha uma visão gravemente negativa. Isto foi o que me conduziu à morte. Eu tentei vários métodos alternativos de cura, mas nada ajudou.
Então eu decidi que isto ficaria apenas entre eu e Deus. Na verdade eu nunca havia encarado Deus antes, nem lidado com Ele. Eu não tinha nenhuma espiritualidade na época, mas eu comecei uma jornada para aprender espiritualidade e curas alternativas. Eu li tudo o que pude e me agarrei ao assunto, porque eu não queria ter uma surpresa quando chegasse do outro lado. Comecei a ler sobre várias religiões e filosofias. Tudo era muito interessante e me deu uma esperança de que havia alguma coisa do outro lado.
Por outro lado, eu era um artista liberal que fazia vitrais, e não possuía assistência médica. Então, todas as minhas economias se foram do dia para noite nos exames médicos. Enfrentei os médicos sem nenhum tipo de seguro. Eu não queria que a minha família se afundasse financeiramente, e decidi lidar com isso sozinho.
Eu não tinha dores constantes, mas apagava de vez em quando. Fiquei de um jeito que nem me atrevia a dirigir, e eventualmente ia parar no hospital. Eu contratei minha própria enfermeira. E fui abençoado por este anjo, que ficou junto comigo na fase terminal. Eu durei cerca de dezoito meses. Não quis tomar muitos remédios, para ficar o mais consciente possível. E comecei a ter tanta dor, que isso era a única coisa que eu tinha na consciência, felizmente por poucos dias de cada vez.
Eu me lembro de acordar um dia em casa por volta das 4:30 da manhã, sabendo que estava acabado. Este era o dia em que eu ia morrer. Então eu chamei uns amigos para me despedir. Eu acordei minha enfermeira e disse a ela. Eu tinha um acordo particular com ela de que ela deixaria meu corpo morto sozinho por umas seis horas, porque eu tinha lido que muitas coisas interessantes acontecem quando você morre. Eu voltei a dormir. A próxima coisa que eu lembro é o começo de uma típica experiência quase-morte.
Subitamente eu estava totalmente consciente e de pé, mas meu corpo estava na cama. Tinha uma escuridão a minha volta. A experiência de estar fora do corpo foi mais vívida do que as experiências ordinárias. Foi tão vívida que eu podia ver cada cômoda da casa, eu podia ver o topo da casa, eu podia ver em volta da casa, eu podia ver em baixo da casa.
Tinha uma luz brilhando. Eu me virei para ela. A luz era muito similar com o que muitas outras pessoas haviam descrito nas suas experiências quase-morte. A Luz é magnífica. É tangível; você pode senti-la. É atraente; você quer ir para ela da mesma forma como você iria para os braços da sua mãe ou do seu pai ideais.
Na medida em que eu fui me movendo para a luz, eu senti intuitivamente que se eu fosse até lá eu estaria morto.
Então na medida em que eu ia me movendo para a luz eu disse, "Por favor, espere um pouco, espere um segundo. Eu quero refletir sobre isto; eu gostaria de conversar com você antes de ir".
Para a minha surpresa, toda a experiência parou naquele ponto. Você está sim no controle de sua experiência quase-morte. Isto não é como um passeio na montanha-russa. Então meu pedido foi honrado e eu tive algumas conversas com a luz.
A luz estava sempre se transformando em figuras como Jesus, Buda, Krishna, mandalas (http://www.near-death.com/archetypal.html), imagens arquetípicas e simbólicas.
Eu perguntei a ela, "o que está acontecendo aqui? Por favor, luz, esclareça-me. Eu realmente quero saber a verdade sobre esta situação".
Eu não tenho palavras exatas para dizer, porque foi um tipo de telepatia. A luz respondeu. A informação que foi transferida a mim foi que as suas crenças dão forma ao tipo de feedback que você obtém diante da luz. Se você for Budista ou Católico ou Fundamentalista, você terá um feedback relacionado com o que você acredita. Você tem uma chance de olhar e examinar as coisas, mas a maioria das pessoas não fazem isso.
Enquanto a luz se revelava para mim, eu me dei conta que o que eu realmente estava vendo era uma matriz de nosso Eu Superior. O que eu posso dizer é que aquilo se transformou em uma matriz, uma mandala de almas humanas, e o que eu percebi foi que o que nós chamamos de Eu Superior em cada um de nós, é na verdade uma matriz. E é também um canal condutor para a Fonte; cada um de nós vem diretamente de lá, como uma experiência direta da Fonte. Todos temos um Eu Superior, ou uma parte além-alma. Ela se revelou para mim na sua forma mais verdadeira. A única forma que eu encontrei para descrever isso é o que o Eu Superior é como um canal. Ele não parece um canal, mas é uma conexão direta com a Fonte que todos nós temos. Nós estamos diretamente conectados com a fonte.
A luz estava me mostrando a matriz do Eu Superior. E ficou bem claro para mim que todos os Eus Superiores estão conectados como um ser só, todos os humanos estão conectados como um ser só, nós somos na verdade o mesmo ser, diferentes aspectos do mesmo ser. Independente de religiões. Este foi o meu feedback. E eu vi a mandala de seres humanos. É a coisa mais linda que eu já vi. Eu fui até ela e foi simplesmente magnífico, avassalador. Era como se todo o amor que você sempre quis estivesse ali. Aquele tipo de amor que cura, que cicatriza, que regenera.
Enquanto eu pedia que a luz continuasse explicando, eu entendi o que é a matriz do Eu Superior. Nós temos uma rede em volta do planeta onde todos os Eus Superiores estão conectados. É como uma grande companhia, um nível de energia sutil que está próximo, o nível espiritual, pode-se dizer.
Então, após uns minutos, eu pedi por mais esclarecimento. Eu realmente queria saber sobre o universo, e eu estava pronto para saber naquele momento.
Eu disse, "Estou pronto, pode me levar".
Então a luz virou a coisa mais linda que eu já vi até hoje: a mandala de almas humanas neste planeta.
E eu com a minha visão negativa sobre o que aconteceu no planeta.
Conforme eu pedia para luz a continuar me esclarecendo, eu vi nessa mandala como nós somos lindos na nossa essência, no nosso núcleo. Nós somos as mais lindas criações. A alma humana, a matriz humana da quais todos fazemos parte é absolutamente fantástica, requintada, exótica, tudo. Eu não tenho palavras suficientes para expressar como este instante mudou a minha visão do ser humano.
E disse, "Oh, Deus, eu não sabia o quanto somos belos".
Em qualquer nível, alto ou baixo, em qualquer forma que você esteja, você é a criação mais linda sim.
Eu fiquei atônito ao perceber que não existe nada de mau em nenhuma alma.
E disse, "Como pode ser?"
E a resposta foi que nenhuma alma era ruim por natureza. As coisas terríveis que acontecem com as pessoas podem levá-las a fazer coisas ruins, mas suas almas não são más. O que todas as pessoas buscam, e o que as sustenta é o amor, a luz me disse. O que distorce as pessoas é a falta de amor.
As revelações vindas da luz pareciam não ter fim, e então eu perguntei, "Isto quer dizer que a raça humana será salva?"
E a Grande Luz falou, ao som de um tipo de toque de trombetas e com uma chuva de luzes espiraladas, "Lembre-se disso e nunca esqueça; você salva, redime e cura a si mesmo. Você sempre pôde fazer isto. Você sempre poderá. Você foi criado com este poder, desde antes do começo do mundo."
Naquele momento eu fui até mais longe. Eu entendi que NÓS JÁ FOMOS SALVOS, e nós nos salvamos porque fomos feitos para a auto-correção, assim como o resto do universo de Deus. Este é o porquê da segunda vinda.
Eu agradeci à Luz de Deus com todo o meu coração. A melhor coisa que eu pude dizer foram estas palavras simples de agradecimento pleno:
"Oh Deus amado, Universo querido, amado Ser Superior, eu amo a minha vida."
A luz parecia respirar em mim ainda mais profundamente. Era como se a luz estivesse me absorvendo completamente. O amor que a luz é, até esse dia, é algo indescritível. Eu penetrei em uma outra realidade, mais profunda que a anterior, e percebi algo muito, muito maior. Era um fluxo de luz, vasto e repleto, no meio do coração da vida. Eu perguntei o que era aquilo.
A luz respondeu, "Este é o RIO DA VIDA. Beba desta água manancial para satisfazer o seu coração".
E assim fiz eu. Tomei um grande gole e depois mais um. Beber da própria vida! Eu fiquei em êxtase.
E então a luz disse, "Você deseja algo."
A luz sabia tudo sobre mim, todo passado, presente e futuro.
"Sim!" eu sussurrei.
Eu pedi para ver o resto do universo; além do nosso sistema solar, além de toda a ilusão humana. A luz então me disse que eu poderia ir com o Rio. Eu fui, e fui carregado através da luz para o fim do túnel. Eu senti e ouvi uma série de estrondos sonoros muito suaves. Que enxurrada!
De repente, eu parecia estar sendo lançado para fora do planeta no rio da vida. Eu vi a Terra voar para longe. O sistema solar, com todo seu esplendor passou por mim a toda velocidade e desapareceu. Mais rápido que a velocidade da luz, eu voei através do centro da galáxia, absorvendo cada vez mais conhecimento. Eu aprendi que esta galáxia, e todo o universo, estão abarrotados das mais variadas espécies de VIDA. Eu vi muitos mundos. A boa notícia é que não estamos sós neste universo!
Conforme eu viajava por este fluxo de consciência através do centro da galáxia, o fluxo estava se expandindo em imponentes ondas fractais de energia. Os super-conglomerados de galáxias com toda sua sabedoria ancestral passaram por mim. Aquilo foi uma maravilha inimaginável! Eu realmente estava como uma criança maravilhada; um bebê no mundo da fantasia!
Parece que todas as criações do universo passavam voando por mim e desapareciam num ponto de luz. Quase que imediatamente uma segunda luz apareceu. Ela vinha de todos os lados, e era bem diferente; uma luz composta de mais do que todas as freqüências no universo.
E novamente eu senti e ouvi um monte de estrondos sonoros suaves. Minha consciência ou meu ser, estavam se expandindo para todo o universo holográfico e para além dele.
Conforme eu passava pela segunda luz, eu me dei conta de que eu tinha transcendido a verdade. Estas são as melhores palavras que eu encontrei, mas vou tentar explicar melhor. Conforme eu passava pela segunda luz, eu me expandi além da primeira luz. Eu me encontrei num profundo estado de quietude, além de todo e qualquer silêncio. Eu pude ver ou perceber o ETERNO, além do infinito. Eu era o vazio. Eu estava na pré-criação, antes do Big Bang. Eu ultrapassei o começo do tempo - a primeira palavra - a primeira vibração. Eu estava no centro da criação. Eu senti como se eu estivesse tocando a face de Deus. Não foi um sentimento religioso. Eu estava simplesmente em harmonia com a vida absoluta e com a consciência.
Quando eu digo que eu pude ver ou perceber o eterno, eu quero dizer que eu pude vivenciar toda criação se gerando. Não tinha começo nem fim. Este é um pensamento que desafia a mente não? Os cientistas vêem o Big Bang como um único episódio que criou o universo. Eu vi que o Big Bang é apenas um de um número infinito de Big Bangs que criam universos infinita e simultaneamente. A única imagem que chega um pouco perto disso, em termos humanos, seriam aquelas criadas pelos supercomputadores que usam equações geométricas fractais.
Os povos ancestrais sabiam disso. Eles diziam que a Mente de Deus criava universos novos periodicamente, através da expiração, e des-criava (de-creating) outros universos através da inspiração. Estes períodos, ou épocas eram chamados de Yugas. A ciência moderna chama de Big Bang. Eu estava na consciência pura e absoluta. Eu podia ver ou perceber todos os Big Bangs ou Yugas criando e des-criando a si próprios. Na mesma hora eu entrei neles todos simultaneamente. Eu vi que toda e qualquer parte da criação tem o poder de criar. É muito difícil tentar explicar isso. Eu ainda não tenho palavras.
Depois do meu regresso eu fiquei anos assimilando a experiência do vazio. E o que eu posso dizer é que o vazio é ao mesmo tempo menos do que nada e mais do que tudo que existe. O vazio é o zero absoluto; o caos formando todas as possibilidades. É a consciência absoluta, ainda mais do que a inteligência universal.
Onde está o vazio? Eu sei. Está dentro e fora de tudo. Você, neste momento, enquanto vive, está sempre dentro e fora do vazio simultaneamente. Você não precisa ir a lugar algum nem morrer para chegar lá. O vazio é o vácuo ou o nada entre todas as manifestações físicas. O ESPAÇO entre átomos e seus componentes. A ciência moderna começou a estudar esse espaço entre tudo. Eles chamam isso de Ponto Zero (http://www.calphysics.org/zpe.html). Sempre que eles tentaram mensurá-lo, chegavam à conclusão que não tinham instrumentos com escalas compatíveis, que seriam infinitas, por assim dizer. Existe muito mais 'Ponto Zero' no seu próprio corpo e no universo do que qualquer outra coisa!
O que os místicos chamam de vazio não é vazio. É cheio de energia, uma energia diferente, que criou tudo o que somos. Tudo desde o Big Bang é vibração, desde a primeira palavra, que é a primeira vibração.
O "Eu Sou" bíblico realmente tem um ponto de interrogação depois.
"Eu Sou? O que Sou Eu?"
Então a criação é Deus explorando a Si Mesmo através de tudo o que se possa imaginar, numa contínua e infinita exploração por meio de cada um de nós. Através de cada fio de cabelo da sua cabeça, através de cada folha, em cada árvore, através de cada átomo, Deus está explorando a Si Mesmo, o grande "Eu Sou". Eu comecei a enxergar que tudo o que é, é o Eu (Self), literalmente; o seu Eu (your Self), o meu Eu (my Self). Tudo é o grande Eu. É por isso que até quando uma folha cai Deus sabe. Isto é porque onde quer que você esteja, este é o centro do universo. Em qualquer lugar que qualquer átomo estiver este é o centro do universo. Deus está lá e Deus está no vazio.
Enquanto eu estava explorando o vazio e todos os yugas ou criações, eu estava totalmente fora das nossas concepções de tempo e espaço. E eu descobri, nesse estado expandido, que a criação é puramente consciência absoluta, ou Deus, vindo para a experiência da vida que conhecemos. O vazio em si é destituído de experiência. Ele é pré-vida, antes da primeira vibração. A Mente de Deus é mais do que vida e morte. Portanto existe muitas coisas além de vida e morte para se experimentar no universo!
Eu estava no vazio e estava consciente de tudo o que já foi criado. Era como enxergar com os olhos de Deus. De repente eu não era mais eu. A única coisa que eu posso dizer é que eu estava vendo com os olhos de Deus. E subitamente eu soube o porquê de cada átomo, e pude enxergar tudo.
O interessante foi que eu fui para o vazio e eu voltei com o entendimento de que Deus não está lá. Deus está aqui. É isso. Então a busca constante da raça humana de ir para fora para achar Deus... Deus deu tudo para nós, tudo está aqui, é aqui que está. E o que nós estamos vivendo agora é a exploração de Deus sobre Si mesmo em nós. As pessoas estão tão ocupadas tentando se tornar Deus que elas deveriam entender que nós já somos Deus e Deus está se tornando nós. É exatamente isso.
Quando eu entendi isso, eu já estava satisfeito com o vazio, e queria retornar a esta criação, ou yuga. Parecia a coisa mais natural a ser feita.
Então eu de repente voltei pela segunda luz, ou Big Bang, e escutei mais alguns estrondos. Eu vim pelo rio da consciência de volta por toda a criação, que passeio! Os super conglomerados de galáxias passaram por mim me dando ainda mais insights. Eu passei pelo centro da nossa galáxia, que é um buraco negro. Buracos negros são os grandes processadores ou recicladores do universo. Você sabe o que tem do outro lado de um buraco negro? Somos nós; nossa galáxia; que foi reprocessada de um outro universo.
Na sua configuração energética total, a galáxia parecia uma fantástica cidade de luzes. Toda energia deste lado do Big Bang é luz. Cada sub-átomo, átomo, estrela, planeta, até a própria consciência é feita de luz e tem uma freqüência e/ou partícula. Luz é uma coisa viva. Tudo é feito de luz, até as pedras. Então tudo está vivo. Tudo é feito da luz de Deus; tudo é muito inteligente.
Conforme eu vinha pelo rio, eventualmente eu avistava uma luz enorme vindo. Eu sabia que era a primeira luz; a matriz do Eu Superior do nosso sistema solar. Então o sistema solar inteiro apareceu na luz, acompanhado de um daqueles estrondos suaves.
Eu vi que o sistema solar no qual vivemos é o nosso maior corpo. Este é o nosso corpo local e somos muito maiores do que imaginamos. Eu vi que o sistema solar é o nosso corpo. Eu sou uma parte dele, e a terra é um grande ser criado que somos nós, e nós somos a parte dela que sabe que é assim. Mas nós somos apenas uma parte dela. Nós não somos tudo, mas somos uma parte que sabe que é assim.
Eu pude vislumbrar toda a energia que esse sistema solar gera, e esse é um show de luzes inacreditável! Eu pude escutar a Música das Esferas, (http://www.stampscapes.com/hand1.html). Nosso sistema solar, assim como todos os corpos celestes, gera uma matriz única de luz, som e energias vibracionais. Civilizações avançadas de outros sistemas estelares podem localizar vida no universo na forma que a conhecemos pela vibração ou padrão matricial. Como em uma brincadeira de crianças. As crianças da terra (seres humanos) produzem um som abundante neste momento, como crianças brincando no quintal do universo.
Eu fui pelo rio até o centro da luz. Senti-me abraçado por ela conforme ela ia me levando para dentro de sua respiração novamente, seguido por mais um estrondo.
Eu estava na grande luz de amor com o rio da vida fluindo através de mim. E tenho que dizer de novo, esta é a luz mais amorosa e sem julgamentos que existe. É o pai-mãe ideal para a sua criança.
"E agora?" eu me perguntei.
A luz me explicou que não existe morte; somos seres imortais. Nós já estivemos vivos desde sempre. Eu compreendi que fazemos parte de um sistema vivo que se recicla eternamente. Ninguém me disse que eu tinha que voltar. Eu simplesmente soube que eu voltaria. Era natural, a partir do que eu tinha visto.
Eu não sei quanto tempo eu fiquei com a luz, em tempo humano. Mas chegou um momento em que eu percebi que todas as minhas perguntas tinham sido respondidas do outro lado, de verdade. Todas as minhas perguntas tinham sido respondidas. Cada ser humano tem uma vida diferente, e perguntas diferentes. Algumas de nossas perguntas são universais, mas cada um de nós explora isso a que chamamos vida de uma forma própria. E assim é com todas as formas de vida, de montanhas até cada folha em cada árvore.
E isso é muito importante para o resto de nós neste universo. Porque tudo contribui para a Grande Figura, a totalidade da vida. Nós somos literalmente Deus explorando a Si Mesmo na dança infinita da vida. A peculiaridade de cada um contribui com toda a existência.
Enquanto eu retornava para o ciclo da vida, nem passou pela minha mente, e também ninguém me disse, que eu retornaria para o mesmo corpo. E também nem importava. Eu tinha total confiança na luz e no processo da vida. Conforme o rio se fundiu com a grande luz, eu pedi para nunca esquecer as revelações e as sensações do que eu tinha aprendido do outro lado.
Eu ouvi um "Sim". Foi como um beijo na minha alma.
Então eu fui conduzido de volta pela luz na realidade vibratória novamente. O processo inteiro se reverteu, até com mais informação sendo passada para mim. Eu voltei para casa, e eu estava tendo lições sobre os mecanismos da reencarnação. Eu estava obtendo respostas para todas aquelas pequenas perguntas que eu tinha:
"Como isto funciona? Como aquilo funciona?" Eu sabia que eu reencarnaria.
A terra é um grande processador de energia, e a consciência individual desenvolve-se a partir do interior de cada um. Eu pensei em mim como um humano pela primeira vez, e fiquei feliz por sê-lo. Depois de tudo o que eu vi, eu já ficaria feliz em ser um átomo no universo. Um átomo. Imagine ser a parte humana de Deus... Essa é a bênção mais fantástica. É uma benção que está muito além da maior expectativa do que uma benção pode ser. Para cada um de nós, ser a parte humana dessa experiência é algo imponente, magnífico. Cada um de nós, independentemente de onde estivermos, com problemas ou não, é uma benção para o planeta, onde estivermos.
Então eu passei pelo processo de reencarnação esperando ser um bebê em algum lugar. Mas eu estava recebendo um ensinamento sobre como a identidade individual e a consciência se desenvolvem. E eu reencarnei de volta neste corpo.
Eu fiquei tão surpreso quando eu abri meus olhos. E não sei por que, porque eu já tinha entendido isso, mas ainda assim foi uma surpresa estar de volta neste corpo, de volta no meu quarto, com alguém se debulhando em lágrimas por cima de mim. Era minha enfermeira. Ela desistiu uma hora e meia após me encontrar morto. Ela teve certeza de que eu estava morto; todos os sinais de morte estavam lá - e eu já estava ficando enrijecido. Não sabemos há quanto tempo eu estava morto, mas sabemos que se passou uma hora e meia desde que eu fui encontrado. Ela tinha respeitado o meu desejo de deixar meu corpo recém-falecido a sós por umas horas, o máximo que ela pudesse. Nós tínhamos um estetoscópio amplificado e muitas maneiras de checar as funções vitais do corpo para ver o que estava acontecendo. Ela pode verificar que eu estava morto mesmo.
Não foi uma experiência de quase-morte. Eu experenciei a morte por no mínimo uma hora e meia. Ela me encontrou morto e olhou o estetoscópio, a pressão arterial e o monitor cardíaco por uma hora e meia. Daí eu acordei e vi luz do lado de fora. Eu tentei levantar para ir até ela, mas eu caí da cama. Ela ouviu o barulho, entrou correndo e me viu no chão.
Quando me recuperei eu estava muito surpreso e ainda atônito sobre o que tinha acontecido comigo. No começo toda a memória da viagem que eu fiz não estava lá. Eu continuava escorregando para fora deste mundo e continuava perguntando, "será que estou vivo?" Este mundo parecia mais um sonho do que o de lá.
Em três dias eu estava me sentindo normal novamente, com mais clareza, embora de uma maneira que eu nunca tinha me sentido antes. Minha lembrança da viagem voltou um pouco depois. Eu não conseguia ver mais nada de errado com os seres humanos como eu via antes. Antes disso tudo eu costumava julgar muito. Eu achava que muitas pessoas eram problemáticas, na verdade todos eram problemáticos, menos eu. Mas eu curei tudo isso.
Cerca de três meses depois, um amigo me falou que eu deveria fazer exames, e assim eu fiz. Eu estava me sentindo muito bem, mas fiquei com medo de ter más notícias.
Eu me lembro do médico na clínica olhando para os exames de antes e de depois, dizendo, "Bem, você não tem nada".
Eu disse, "Verdade? Isto é um milagre?"
Ele disse, "Não, essas coisas acontecem, e são chamadas de remissões espontâneas".
Ele não se impressionou. Mas foi um milagre, e eu me impressionei, mesmo se ninguém mais o fizesse.
O mistério da vida tem muito pouco a ver com inteligência. O universo não é um processo intelectual mesmo. O intelecto ajuda; é brilhante, mas agora é só com isso que a gente processa, ao invés de nossos corações e a parte mais sábia de nós.
O centro da terra é um grande transmutador de energia, como vemos em filmes sobre o campo magnético da terra. Esse é nosso ciclo, atraindo almas reencarnadas de volta e completando novamente o ciclo. Um sinal de que você está atingindo o nível humano é quando você começa a desenvolver uma consciência individual. Os animais tem uma alma grupal, e eles reencarnam em grupos de almas. Um veado será um veado para sempre. Mas ao se tornar um humano, não importa se um humano deformado ou um gênio, mostra que você está no caminho do desenvolvimento de uma consciência individual. Isto faz parte da consciência de grupo a qual chamamos humanidade.
Eu vi que as raças são conglomerados de personalidades. Nações como França, Alemanha e a China têm cada uma a sua personalidade. Cidades tem personalidades, elas têm grupos de almas que atraem certas pessoas. Famílias têm grupo de almas. A personalidade individual está se desenvolvendo como ramificações de um fractal: a alma grupal se explora na nossa individualidade. As diferentes questões que cada um de nós tem são muito importantes. Esta é a forma pela qual a Mente de Deus explora a si mesma - através de você. Então faça as suas perguntas, realize as suas pesquisas. Você encontrará o seu Eu e encontrará Deus neste Eu, porque só existe o Eu.
Mais do que isto, eu comecei a ver que cada um de nós, humanos, somos almas-gêmeas (http://www.near-death.com/experiences/experts101.html). Nós somos parte da mesma alma, que se fragmenta (fractaling) (http://math.rice.edu/~lanius/frac/) em diversas e criativas direções, mas ainda é a mesma alma.
Agora quando eu olho pra qualquer ser humano eu vejo uma alma-gêmea, minha alma gêmea, aquela que eu sempre procurei. Além disso, a maior alma-gêmea que você irá encontrar é você mesmo. Somos todos masculinos e femininos. Nós vivemos isso no útero e nos estágios de reencarnação. Se você está procurando por uma alma-gêmea definitiva fora de você, pode ser que você não encontre, ela não está lá. Assim como Deus não está "lá". Deus está aqui. Não procure Deus fora. Procure Deus aqui. Olhe para o seu Eu. Comece pelo maior caso de amor que você jamais teve... Com você mesmo. A partir daí você passará a amar tudo.
Eu fiz uma descida ao que vocês chamariam de inferno, e foi muito surpreendente. Eu não encontrei satã ou o mal. Minha descida ao inferno foi uma descida à miséria humana, à ignorância e escuridão do não-saber dentro de cada um. Parecia uma eternidade de miséria. Mas cada uma das milhões de almas a minha volta tinham uma pequena estrela de luz sempre disponível. Mas ninguém parecia prestar atenção nela. Eles estavam consumidos pela sua própria dor, trauma e miséria. Mas, após o que parecia uma eternidade, eu comecei a buscar aquela luz, como uma criança pedindo a ajuda dos pais. Então a luz se abriu formando um túnel que veio direto para mim e me isolou daquele medo e daquela dor. Isto é o que o inferno realmente é.
Então o que estamos fazendo é aprender a dar as mãos, e nos unir. As portas de saída do inferno estão abertas agora. Nós vamos nos unir, dar as mãos e sair do inferno juntos.
A luz veio para mim e se transformou em um enorme anjo dourado. Eu disse, "você é o anjo da morte?".
Ele expressou para mim que ele era minha alma superior, minha matriz do Eu Superior, uma parte super-antiga de nossos seres. Então eu fui levado para a luz.
Em breve nossa ciência irá quantificar o espírito. Não será maravilhoso? Estão aparecendo aparelhos que são sensíveis à energia sutil ou espiritual. Os físicos utilizam os aceleradores de partículas para esmagar átomos e ver do que eles são feitos. Eles chegaram aos quarks e charms, e tudo mais. Bom, um dia eles chegarão àquilo que mantém tudo isso junto e eles serão obrigados a chamar isso de... Deus. Com os aceleradores de partículas, eles não apenas vêem o que está aqui, mas eles estão criando partículas. Graças a Deus a maioria delas tem vida curta de milisegundos e nanosegundos. Nós apenas estamos começando a entender que nós também estamos criando, conforme caminhamos.
Como eu vi a eternidade, eu vim para uma realidade na qual existe um ponto em que passamos todo o conhecimento e começamos a criar o próximo fractal. Temos o poder de criar conforme vamos explorando. E isso é Deus expandindo seu ser através de nós.
Desde o meu retorno eu venho experimentando a luz espontaneamente, e eu aprendi como ir para aquele espaço quase que em qualquer hora na minha meditação. Cada um de vocês pode fazer isso. Já está no seu equipamento, você já está capacitado.
O corpo é a luz mais maravilhosa que existe. O corpo é um universo de uma luz incrível. O Espírito não está nos forçando a dissolver o corpo. Não é isso que está acontecendo. Pare de tentar se tornar Deus; Deus está se tornando você. Aqui.
A mente é como uma criança correndo pelo universo, exigindo e pensando que ela criou o mundo. Mas eu pergunto para a mente:
"O que a sua mãe tinha a ver com isso?"
Este é o próximo nível de consciência espiritual. Ah, minha mãe! De repente você desiste do ego, porque você não é a única alma do universo.
Uma das perguntas que eu fiz para a luz foi, "o que é o céu?".
Eu ganhei de presente um tour por todos os céus que foram criados: os Nirvanas, os Campos da Fartura, todos. Eu passei por eles. Eles são formas-pensamento que nós criamos. Nós não vamos realmente para o céu; nós somos reprocessados. Mas seja o que quer que criemos, nós deixamos uma parte de nós lá. É real, mas não é a alma toda.
Eu vi o céu cristão. Espera-se que seja um lugar lindo, e você fica na frente do trono, venerando eternamente. Eu tentei. É chato! Isso é tudo que iremos fazer? É infantil demais. Eu não pretendo ofender ninguém. Alguns céus são bem interessantes, e outros são muito chatos. Eu achei os céus dos povos ancestrais mais interessantes, como o dos índios norte-americanos, os Campos da Fartura. Os egípcios têm céus fantásticos. E assim por diante. Existem tantos deles... Em cada um deles tem um fractal que é sua interpretação particular, a não ser que você faça parte do grupo de almas que acredita apenas no Deus daquela religião particular. Estamos muito juntos, no mesmo estádio de baseball. Mas mesmo assim, cada um é um pouco diferente. Tem uma parte sua que você deixa ali. Morte é vida, não é céu.
Eu perguntei para Deus, "Qual é a melhor religião do planeta? Qual está certa?".
E a mente de Deus disse, com muito amor, "Eu não me importo".
Isto foi uma graça incrível. Isto significa que nós somos seres que nos importamos.
Mas o Deus poderoso de todas as estrelas nos diz, "Não importa em qual religião você está".
Elas vêm e vão, elas mudam. O Budismo não esteve aqui sempre, o Catolicismo não esteve aqui sempre, e todos eles estão prestes a ficar mais iluminados. Mais luz está vindo para todos os sistemas agora. Haverá uma reforma na espiritualidade que será tão dramática quanto à reforma protestante. Vai ter um monte de gente brigando por causa disso, uma religião contra a próxima, acreditando que só ela está certa.
Todo mundo pensa que é dono de Deus, as religiões e filosofias, especialmente as religiões, porque elas formam grandes organizações acerca de sua filosofia. Quando Deus disse "Eu não me importo", eu entendi imediatamente que é para a gente se importar. É importante, porque somos os 'cuidadores'. Importa para nós e isso que é importante. O que temos é uma equação de energia na espiritualidade. Em última instância Deus não importa se você é Protestante, Budista ou seja lá o que for. Isto é apenas uma faceta do todo. Eu adoraria que todas as religiões entendessem isso e deixassem os outros Serem. Não é o fim das religiões, mas nós estamos falando do mesmo Deus. Viva e deixe viver. Cada um tem um ponto de vista diferente. E todos adicionam algo ao grande quadro; todos são importantes.
Eu fui para o outro lado com um monte de medos sobre lixo tóxico, mísseis nucleares, explosão demográfica, florestas tropicais. E voltei amando cada problema. Amo a radioatividade. Amo aquela nuvem em forma de cogumelo, esta é a mandala mais sagrada que nós manifestamos até agora, como um arquétipo. Esta nuvem, mais do que qualquer religião ou filosofia na terra, nos levou de repente para um outro nível de consciência, todos juntos. O fato de sabermos que nós podemos explodir o planeta 50 ou 500 vezes, nos fez finalmente perceber que estamos todos unidos neste momento. Por um período eles tem que explodir mais bombas para que entendamos. Até que comecemos a dizer, "Nós não precisamos mais disso".
Neste momento estamos no mundo mais seguro que já existiu, e ele vai ficar ainda mais seguro. Então eu voltei amando a radioatividade, porque ela nos uniu. Essas coisas são muito grandiosas. Como Peter Russel (http://www.peterussell.com/index2.php) diria, estes problemas agora são do "tamanho da alma." Você tem respostas do tamanho da alma? SIM!
A devastação das florestas tropicais vai diminuir, e em cinqüenta anos haverá mais árvores no planeta, como há muito tempo não vemos. Se você gosta de ecologia; você é aquela parte do sistema que está se tornado consciente. Vá com tudo, mas não fique deprimido. Isto é uma parte de um todo maior.
A terra está num processo de domesticação dela mesma. E nunca mais será um lugar tão selvagem como já foi no passado. Haverá lugares selvagens lindos, reservas onde a natureza será vicejante. Jardins e reservas serão a coisa do futuro. O aumento da população estará se aproximando de um alcance ótimo o suficiente para causar uma mudança na consciência. E esta mudança de consciência irá alterar política, dinheiro, energia.
O que acontece quando sonhamos? Somos seres multidimensionais. Podemos acessar estas outras dimensões através dos sonhos lúcidos. Na verdade, o universo é o sonho de Deus. Uma das coisas que eu vi é que os humanos são um grão no planeta que é um grão na galáxia que por sua vez é um grão. Estes são sistemas gigantes, e nós estamos em um tipo de sistema mediano. Mas os seres humanos já são legendários em todo o cosmos da consciência. O pequenino ser humano da Terra/ Gaia é legendário. Um dos motivos de sermos legendários é o fato de sonharmos. Nós somos sonhadores legendários. De fato, todo o cosmos tem buscado o significado da vida, o significado de tudo. E foi o pequeno sonhador que veio com a melhor resposta de todas. Nós sonhamos e criamos isso. Sonhos são importantes.
Depois de morrer e voltar, eu realmente respeito à vida e a morte. Nas nossas experiências com o DNA, nós devemos ter aberto a porta de um grande segredo. Em breve será possível viver o quanto quisermos viver neste corpo. Depois de viver uns 150 anos mais ou menos, existirá uma sensação intuitiva da alma que fará você querer mudar de canal. Viver para sempre em um corpo não é tão criativo quanto a reencarnação, como transferir energia para este fantástico vórtice de energia que nós estamos. Nós iremos na verdade ver a sabedoria da vida e da morte, e aproveitá-la.
Nós já vivemos desde sempre, assim como estamos vivos agora. Este corpo que você está usando vive desde sempre. Ele vem de um infindável rio da vida, e vai de volta ao Big Bang e além. Este corpo dá vida à próxima vida, na energia densa e na sutil. Este corpo já vive desde sempre.
"Nós vamos nos unir, dar as mãos e sair do inferno juntos".
Mellen-Thomas Benedict
(tradução de Cris Boog)
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http://flawegmann.wordpress.com
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